A Gengivite é uma inflamação que afeta apenas os tecidos moles da gengiva, sem perda do osso de suporte. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), sua causa primária é o acúmulo de biofilme bacteriano, capaz de desencadear resposta imunológica local e, se não controlado, evoluir para periodontite, que compromete os tecidos de sustentação dos dentes.
Quais são os principais sinais e sintomas da gengivite?
Os sintomas da gengivite funcionam como alertas biológicos de que o biofilme bacteriano está afetando a saúde bucal. O sangramento ao escovar ou usar fio dental costuma ser o primeiro sinal, acompanhado de vermelhidão e inchaço gengival.
A halitose (mau hálito) é outro sintoma comum, gerada por compostos sulfurados voláteis produzidos por microrganismos. A gengiva pode ficar mais brilhante, sensível e inchada, perdendo a firmeza e o aspecto de “casca de laranja” saudáveis.
Para compreender melhor a gengivite, assista ao vídeo a seguir, no qual o Dr. Pedro Albertoni explica o assunto de forma clara e didática no Simpatio Odonto.
Quais fatores contribuem para o desenvolvimento da gengivite?
Embora o acúmulo de placa bacteriana seja o principal fator, diversos elementos podem agravar a gengivite. Mudanças hormonais, tabagismo, diabetes e estresse crônico intensificam a resposta inflamatória e podem mascarar sinais como o sangramento.
Alguns fatores de risco merecem atenção especial no dia a dia:
- Mudanças hormonais (puberdade, gravidez, uso de anticoncepcionais)
- Tabagismo e uso de produtos à base de nicotina
- Doenças sistêmicas, como diabetes mal controlado
- Medicações que reduzem saliva ou alteram a gengiva
- Estresse crônico e higiene bucal inadequada
Como é feito o tratamento e o controle da gengivite?
O tratamento da gengivite baseia-se na desorganização do biofilme e na remoção de tártaro. Procedimentos como raspagem supragengival e polimento, realizados por cirurgiões-dentistas ou higienistas, ajudam a restaurar a saúde dos tecidos gengivais.
O sucesso a longo prazo depende da higiene bucal diária com escovação correta, fio dental ou escovas interdentais. Em inflamações mais intensas, o profissional pode indicar enxaguantes antimicrobianos, como clorexidina, por tempo limitado, sempre sob orientação.

Quais são as principais medidas preventivas contra a gengivite?
A prevenção combina higiene bucal eficaz e visitas periódicas ao dentista para remoção de placa e tártaro. Técnicas como a escovação de Bass, com cerdas inclinadas a 45° em relação à gengiva, favorecem a limpeza da região gengival e do sulco.
Reduzir carboidratos fermentáveis, adotar dieta equilibrada, controlar o estresse e tratar doenças sistêmicas contribuem para uma gengiva saudável. Consultas regulares permitem o diagnóstico precoce de inflamações e evitam a progressão para periodontite e perda dentária.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










