Erguido sobre a Castle Rock, uma formação vulcânica que domina a paisagem de Edimburgo, o Castelo de Edimburgo reúne quase mil anos de história real e militar. Entre suas construções está a Capela de Santa Margarida, erguida por volta de 1130 e considerada o edifício preservado mais antigo da capital escocesa.
A fortaleza ocupa uma rocha habitada muito antes da Idade Média
A história da Castle Rock começou muito antes do castelo que os visitantes conhecem atualmente. Evidências arqueológicas indicam ocupação humana desde a Idade do Bronze, enquanto posteriormente um forte da Idade do Ferro aproveitou a posição elevada e naturalmente defensiva da formação vulcânica.
O Historic Environment Scotland registra que o Castelo de Edimburgo começou como um forte no topo dessa rocha vulcânica e posteriormente se tornou residência de reis e rainhas. A localização permitia controlar visualmente uma extensa área ao redor, característica que ajudou a transformar o lugar em um ponto estratégico durante séculos.

A capela construída por volta de 1130 atravessou quase nove séculos
A construção preservada mais antiga do complexo é a pequena Capela de Santa Margarida. O rei David I mandou erguê-la por volta de 1130 em homenagem à mãe, a rainha Margarida, que morreu em 1093 e posteriormente foi canonizada pela Igreja Católica.
Segundo a história oficial da capela, o espaço já foi utilizado como depósito de pólvora e acabou tendo sua verdadeira origem redescoberta no século XIX. Apesar das alterações e restaurações posteriores, elementos como seus arcos românicos ainda ajudam a revelar a antiguidade do edifício.
O castelo foi destruído, reconstruído e disputado repetidamente
A posição estratégica também fez da fortaleza um alvo constante durante conflitos pelo controle da Escócia. No período das Guerras de Independência, ingleses e escoceses disputaram o castelo, e parte de suas estruturas chegou a ser deliberadamente destruída para impedir que voltasse rapidamente às mãos adversárias.
O registro oficial do monumento pelo Historic Environment Scotland relata que o castelo foi praticamente arrasado depois de sua tomada pelos escoceses em 1314. A Capela de Santa Margarida foi uma das raras construções a sobreviver, enquanto novas torres, muralhas e áreas residenciais surgiram nas reconstruções posteriores.
Reis transformaram a fortaleza em residência e símbolo de poder
Durante os séculos XV e XVI, o Castelo de Edimburgo tornou-se uma das principais residências da monarquia escocesa. Reis encomendaram novas construções para combinar defesa e ostentação, entre elas o Great Hall, concluído no início do século XVI para Jaime IV e utilizado em banquetes e cerimônias de Estado.
Outro episódio marcante aconteceu em 1566, quando Maria, Rainha dos Escoceses, deu à luz no palácio real do castelo a Jaime VI. Ele se tornaria rei da Escócia ainda criança e, em 1603, também herdaria o trono inglês, unindo as coroas dos dois reinos sob o mesmo monarca. Separamos esse vídeo do canal da Apure Guria! mostrando mais detalhes desse castelo:
Canhões e novas defesas mostram como o castelo mudou de função
Com o avanço das armas de fogo, as fortificações precisaram acompanhar novas formas de guerra. A enorme bombarda Mons Meg, entregue a Jaime II em 1457, é um exemplo dessa transformação: a arma pesa cerca de seis toneladas e podia disparar pesadas bolas de pedra a grandes distâncias.
Depois do chamado Lang Siege, entre 1571 e 1573, as defesas foram novamente reforçadas e surgiu a Half Moon Battery sobre os restos de uma torre medieval. A partir do final do século XVI, a função militar ganhou peso cada vez maior, e o complexo passou a incluir quartéis, depósitos e prisões, embora partes do castelo continuem ligadas às tradições reais escocesas.
O edifício mais antigo de Edimburgo continua dentro de uma fortaleza ativa
Hoje, o Castelo de Edimburgo reúne diferentes fases da história em um mesmo conjunto: da capela de cerca de 1130 a estruturas construídas muitos séculos depois. O local também guarda as Honras da Escócia, consideradas as joias da Coroa mais antigas da Grã-Bretanha, além de museus, memoriais e espaços ligados à história militar do país.
A história oficial do castelo destaca que partes do complexo permanecem em uso militar, apesar de ele ter se tornado uma das principais atrações históricas da Escócia. Quase nove séculos depois da construção da Capela de Santa Margarida, a combinação de rocha vulcânica, arquitetura medieval e sucessivas fortificações continua explicando por que o castelo ocupa uma posição tão marcante sobre Edimburgo.




