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Homem empresta carro para o cunhado que causa atropelamento e foge: dono do veículo tem R$ 50 mil em bens penhorados por responsabilidade civil

Por Ryan Cardoso
28/09/2026
Em Notícias
Homem empresta carro para o cunhado que causa atropelamento e foge: dono do veículo tem R$ 50 mil em bens penhorados por responsabilidade civil

Penhora de patrimônio de proprietário de automóvel por danos causados por terceiro em direção consentida - Imagem ilustrativa

A cessão voluntária da direção de veículo automotor a terceiros gera vinculação jurídica direta com eventuais acidentes e ilícitos de trânsito provocados. Um proprietário que emprestou o automóvel ao cunhado teve R$ 50.000,00 penhorados de seu patrimônio para pagar indenização à vítima de atropelamento com fuga.

Qual a responsabilidade do proprietário quando outra pessoa dirige seu carro?

No ordenamento jurídico brasileiro, a responsabilidade do dono do automóvel por danos causados por terceiro que conduzia o veículo com sua autorização é solidária e objetiva. A vítima do sinistro pode acionar judicialmente tanto o motorista quanto o proprietário do bem.

Esse entendimento tem base na teoria da guarda da coisa perigosa e da culpa in eligendo (má escolha da pessoa a quem confiou a direção), sendo consolidado na jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça.

Homem empresta carro para o cunhado que causa atropelamento e foge: dono do veículo tem R$ 50 mil em bens penhorados por responsabilidade civil
Penhora de patrimônio de proprietário de automóvel por danos causados por terceiro em direção consentida – Imagem ilustrativa

Por que o proprietário responde financeiramente mesmo sem estar no veículo?

O veículo automotor é considerado um instrumento potencialmente lesivo em circulação. Ao transferir a posse direta do carro a outrem, o proprietário assume os riscos operacionais decorrentes da condução do terceiro perante a sociedade.

Para compreender os reflexos jurídicos do empréstimo de veículos a parentes e terceiros, observe os parâmetros técnicos a seguir:

✦
💡 CORREIO EXPLICA
Direito de regresso existe: O dono do carro que teve bens penhorados para pagar a vítima pode ajuizar Ação de Regresso contra o cunhado para reaver judicialmente os R$ 50 mil desembolsados.

Quais bens do titular foram atingidos para satisfazer a execução?

Como o cunhado causador do atropelamento não possuía patrimônio registrado para quitar a condenação civil, a execução recaiu integralmente sobre as contas bancárias e aplicações financeiras do dono do carro via Sisbajud.

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Para assegurar a indenização da vítima lesionada, a Justiça utilizou os seguintes instrumentos de rastreamento patrimonial:

  • 🏦 Bloqueio judicial via Sisbajud: Constrição de contas correntes e aplicações em renda fixa do proprietário.
  • 🚗 Penhora do próprio automóvel: Bloqueio de circulação e transferência via Renajud para garantia da dívida.
  • 🏥 Custeio de danos corporais: Destinação dos valores penhorados para pagamento de cirurgias ortopédicas e fisioterapia.

O que a jurisprudência estabelece sobre a fuga do condutor?

A evasão do local do acidente agrava a situação fática, mas não afasta a solidariedade civil do titular do automóvel constante no registro do Detran. A omissão de socorro atrai reflexos penais ao motorista e reforça a obrigação de reparar danos.

O juízo cível determinou a liquidação de bens do proprietário no limite de R$ 50.000,00, garantindo a sobrevivência e os tratamentos médicos continuados da pessoa atropelada.

Leia também: Bar cobra taxa por música ao vivo de todos na mesa, inclusive cliente que chegou depois de apresentação terminar – Correio Braziliense

Quais as principais dúvidas sobre empréstimo de veículo e acidentes?

A responsabilidade em acidentes com motoristas terceiros desperta frequentes questionamentos práticos e de cobertura de seguro. Veja as respostas a seguir.

📄

Dúvidas Frequentes

Orientações sobre responsabilidade civil automotiva
?
O seguro cobre sinistro quando o condutor foge do local? +
A seguradora pode recusar a cobertura caso comprove agravamento de risco intencional ou embriaguez do motorista terceiro, cabendo ao dono e ao condutor o pagamento integral.
O dono responde civilmente se o carro for roubado antes da colisão? +
Não. O roubo ou furto comprovado mediante boletim de ocorrência rompe o nexo de custódia do bem, afastando a responsabilidade do proprietário por atos de criminosos.

Emprestar veículos exige extrema cautela, pois a jurisprudência solidária vincula o patrimônio do titular a desastres causados por quem assume a direção. A reparação integral à vítima é assegurada mesmo sem culpa direta do dono.

Tags: legislação brasileiraleis
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