Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Um irmão e sua família ficaram sozinhos no imóvel herdado dos pais e criaram empecilhos à venda; o TJSP fixou aluguel de R$ 5,5 mil e mandou pagar 1/5, ou R$ 1,1 mil

Por Patrick Silva
20/08/2026
Em Notícias
Um irmão e sua família ficaram sozinhos no imóvel herdado dos pais e criaram empecilhos à venda; o TJSP fixou aluguel de R$ 5,5 mil e mandou pagar 1/5, ou R$ 1,1 mil

Uso exclusivo de imóvel herdado gerou disputa entre irmãos após obstáculos à venda do patrimônio da família. - imagem ilustrativa

Um homem continuou morando com a família na casa deixada pelos pais, atrasando o IPTU e criando impecilhos para não pagar aluguel de imóvel herdado ao irmão. A resistência durou até o juiz fixar o valor da locação em R$ 5.500, obrigando o repasse de um quinto dessa quantia ao parente excluído. A história de Antônio é fictícia, mas ilustra perfeitamente por que a lei brasileira não permite o uso exclusivo e gratuito de bens familiares.

Como Antônio assumiu o uso exclusivo da casa?

A permanência de Antônio na residência ocorreu de maneira muito orgânica e quase natural. Ele já morava com os patriarcas para auxiliar nos cuidados da velhice e, após o triste luto familiar, simplesmente manteve sua rotina no local junto com a esposa e os filhos. O profundo apego emocional ao grande lar de infância era algo totalmente compreensível.

Apesar dessa forte ligação afetiva, o encerramento do inventário transformou a propriedade física em um condomínio de herdeiros no papel. Acostumado com o imenso conforto gratuito, o ocupante passou a ignorar as mensagens do irmão, acreditando fielmente que a posse de longo prazo lhe garantia o direito absoluto de evitar a venda para sempre.

Um irmão e sua família ficaram sozinhos no imóvel herdado dos pais e criaram empecilhos à venda; o TJSP fixou aluguel de R$ 5,5 mil e mandou pagar 1/5, ou R$ 1,1 mil
Uso exclusivo de imóvel herdado gerou disputa entre irmãos após obstáculos à venda do patrimônio da família. – imagem ilustrativa

O que aconteceu quando a venda foi bloqueada?

O cenário até então pacífico desmoronou quando o familiar ausente decidiu comercializar o bem para dividir o dinheiro. Para travar o negócio e ganhar tempo, Antônio parou propositalmente de pagar o IPTU da casa e proibiu a entrada de qualquer corretor imobiliário, criando um verdadeiro desgaste emocional irreparável entre os irmãos.

Cansado da dura barreira imposta, o parente excluído acionou o Tribunal de Justiça de São Paulo. O magistrado avaliou as condições do mercado local e estimou a locação total em R$ 5.500 mensais. O ocupante foi severamente condenado a pagar R$ 1.100 por mês ao irmão, correspondente à cota exata de um quinto da propriedade.

Um irmão e sua família ficaram sozinhos no imóvel herdado dos pais e criaram empecilhos à venda; o TJSP fixou aluguel de R$ 5,5 mil e mandou pagar 1/5, ou R$ 1,1 mil
Uso exclusivo de imóvel herdado gerou disputa entre irmãos após obstáculos à venda do patrimônio da família. – imagem ilustrativa

Mas afinal, o que o Código Civil diz sobre herança indivisa?

E se a atitude defensiva do morador parecia apenas uma forma de proteger seu próprio teto e sua família, a regra nacional rejeita completamente o uso exclusivo sem contrapartida. No Brasil, o patrimônio familiar não dividido é regulado de forma estrita pelo Código Civil, que blinda as finanças de quem não usufrui da casa.

Leia Também

Em 2015, o Código de Processo Civil ratificou que bens recebidos por um filho em vida devem ser declarados no inventário para abater da partilha, e o silêncio intencional pode configurar sonegação e gerar a perda do direito ao patrimônio ocultado

Em 2015, o Código de Processo Civil ratificou que bens recebidos por um filho em vida devem ser declarados no inventário para abater da partilha, e o silêncio intencional pode configurar sonegação e gerar a perda do direito ao patrimônio ocultado

20/08/2026
Um herdeiro reformou sozinho o imóvel que ocupava e outra herdeira, dona de 12,5%, pediu a paralisação; a Justiça de Guarulhos travou a obra sob multa única de R$ 50 mil para evitar aumento da futura indenização

Um herdeiro reformou sozinho o imóvel que ocupava e outra herdeira, dona de 12,5%, pediu a paralisação; a Justiça de Guarulhos travou a obra sob multa única de R$ 50 mil para evitar aumento da futura indenização

20/08/2026
Condomínio multa morador em R$ 2.200 por instalar ar-condicionado com dreno pingando na fachada do edifício

Condomínio multa morador em R$ 2.200 por instalar ar-condicionado com dreno pingando na fachada do edifício

19/08/2026
Filho caçula utiliza a senha pessoal do pai falecido para transferir o saldo bancário para sua conta no mesmo dia do óbito; os irmãos descobrem a movimentação pelo extrato e ingressam com ação de sonegação de bens para reaver o dinheiro acrescido de juros e multa

Filho caçula utiliza a senha pessoal do pai falecido para transferir o saldo bancário para sua conta no mesmo dia do óbito; os irmãos descobrem a movimentação pelo extrato e ingressam com ação de sonegação de bens para reaver o dinheiro acrescido de juros e multa

19/08/2026

O artigo 1.319 dessa legislação cravou uma diretriz absolutamente imperativa sobre o tema. A norma estabelece claramente que cada condômino deve responder aos demais pelos frutos percebidos da coisa. Em outras palavras, se alguém usufrui sozinho de um bem que pertence a vários, precisa obrigatoriamente indenizá-los por essa vantagem material.

Quais são os direitos do herdeiro que ficou de fora?

A imposição legal dessa cobrança não nasce de maneira mágica no dia do velório, mas exige uma postura ativa e documentada de quem está sofrendo o prejuízo. Para garantir a devida compensação financeira nos tribunais, os direitos de proteção do familiar afastado são os seguintes:

📨
Notificação formal
O herdeiro precisa enviar um aviso extrajudicial claro, demonstrando a sua firme oposição ao uso gratuito do imóvel.
🏠
Arbitramento de locação
O magistrado aciona um perito para calcular o justo valor de mercado do aluguel e decreta o repasse da cota proporcional.
⚖️
Alienação forçada
Caso o ocupante continue atrapalhando as visitas imobiliárias, o juiz pode decretar a extinção do condomínio através de um leilão.

A lei existe para expulsar as famílias de casa?

Essas pesadas exigências jurídicas não existem para expulsar parentes de suas antigas habitações em um momento de luto. Elas existem porque o direito de moradia de um filho não pode simplesmente anular e esmagar o direito de herança do outro, evitando o temido enriquecimento sem causa no núcleo familiar.

O Tribunal Superior entende que a ocupação exclusiva sem qualquer pagamento empobrece de forma injusta quem está do lado de fora, pagando suas próprias contas em outra cidade. A legislação atua para equilibrar a balança, garantindo que ninguém suporte sozinho o peso de ser dono enquanto outra pessoa desfruta da área sem nenhum custo financeiro.

Leia também: Em trabalho de parto, uma gestante ouviu que o bebê estava em sofrimento fetal e pegou uma ambulância para outro hospital; a indenização caiu de R$ 100 mil para R$ 20 mil porque urgência gestacional era cobertura obrigatória

O que muda quando comparamos a atitude de Antônio com o caminho legal?

A grande diferença entre a permanência conflituosa de Antônio e uma ocupação legalizada não reside na sua vontade legítima de preservar as memórias de seus pais, mas na completa ausência de respeito ao procedimento formal de divisão do patrimônio.

A comparação entre a resistência desgastante que o morador impôs e o que a legislação brasileira rigorosamente pede fica clara na tabela:

EtapaO que Antônio fezO que a lei exige
Uso A moradiaUsufruiu da casa de graçaIndenizar quem não mora lá
Despesas O impostoAtrasou o carnê do IPTURatear as contas ativas do imóvel
Acesso O mercadoProibiu a visita dos corretoresPermitir a avaliação da planta
Vínculo A herançaTratou o bem como exclusivoRespeitar o condomínio de herdeiros

O que se aprende com a história de Antônio?

A história de Antônio é fictícia, mas a resistência possessiva entre irmãos paralisa a vida de milhares de famílias pelo país inteiro. O apego carinhoso dele à residência não era o problema fático da situação. O erro inaceitável foi da parte do ocupante ao tentar usufruir de um bem altamente valioso sem compensar seu sócio de sangue e ao usar artimanhas burocráticas infantis para travar o encerramento do caso.

Quem realmente quer continuar no imóvel herdado precisa seguir esse roteiro: formalize um contrato de locação amigável repassando a cota mensal devida aos demais parentes, compre a parte dos irmãos por meio de um financiamento bancário justo ou simplesmente aceite a avaliação para a venda direta ao mercado. É um caminho muito mais oneroso e duro do que viver isento de custos. Mas é o que afasta as condenações judiciais amargas e preserva o respeito intocável dentro da própria família.

Tags: condomínioherançatjspuso exclusivo
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados