Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Uncategorized

A citação do dia de Epicuro, filósofo grego: “Viva sua vida sem chamar a atenção para si mesmo.”

Por Daniely Cardoso
23/09/2026
Em Uncategorized
Uma das maiores distorções sobre o epicurismo é imaginar que ele defendia aproveitar todos os prazeres possíveis. // Imagem ilustrativa

Uma das maiores distorções sobre o epicurismo é imaginar que ele defendia aproveitar todos os prazeres possíveis. // Imagem ilustrativa

A máxima “viva sem chamar atenção” é tradicionalmente associada a Epicuro e resume uma parte importante de sua filosofia: felicidade não depende de fama, luxo ou aprovação pública. Para o pensador grego, uma vida boa exigia sobretudo tranquilidade, amizade e desejos sob controle, uma ideia que contrasta diretamente com a busca contemporânea por visibilidade permanente.

“Viva sem chamar atenção” não significa desaparecer do mundo

A expressão costuma traduzir o grego láthe biōsas, algo próximo de “viva discretamente” ou “passe pela vida sem buscar notoriedade”. A máxima ficou ligada ao epicurismo e foi discutida por autores antigos como Plutarco, que chegou a escrever um texto questionando se “viver oculto” seria realmente um bom conselho.

Um estudo publicado pela Cambridge University Press analisa justamente essa tradição. A proposta não era se esconder literalmente das pessoas, mas evitar transformar fama e exposição pública em condições necessárias para uma existência satisfatória.

A proposta não era se esconder literalmente das pessoas, mas evitar transformar fama e exposição pública em condições necessárias para uma existência satisfatória. // Imagem ilustrativa

Leia também: A psicologia diz que as pessoas que ouvem mais do que falam não são tímidas ou desinteressadas, mas sim optam por pensar antes de falar

Epicuro procurava felicidade em uma vida muito mais simples

Epicuro viveu entre 341 e 270 a.C. e fundou em Atenas uma comunidade filosófica conhecida como Jardim. Apesar de seu nome ter se tornado associado popularmente a prazeres refinados, suas próprias ideias defendiam uma existência relativamente sóbria, na qual necessidades simples poderiam proporcionar uma vida agradável.

O relato preservado por Diógenes Laércio descreve Epicuro e seus companheiros levando uma vida frugal e registra sua valorização de alimentos simples. O objetivo não era sofrer voluntariamente, mas perceber que precisar de pouco diminuía a dependência da fortuna.

Leia Também

A psicologia explica que aqueles que limpam às pressas antes da chegada dos pais em casa não são desorganizados, mas sim zelam pela sua imagem

A psicologia explica que aqueles que limpam às pressas antes da chegada dos pais em casa não são desorganizados, mas sim zelam pela sua imagem

23/09/2026
A queda do Império Romano: por que uma das maiores potências da História entrou em colapso?

A queda do Império Romano: por que uma das maiores potências da História entrou em colapso?

23/09/2026
A reflexão de Hannah Arendt sobre o perdão que mostra como uma pessoa pode romper o ciclo criado por um erro do passado

A reflexão de Hannah Arendt sobre o perdão que mostra como uma pessoa pode romper o ciclo criado por um erro do passado

23/09/2026
A metáfora da água no Tao Te Ching explica por que ceder, adaptar-se e continuar avançando também podem ser formas de força

A metáfora da água no Tao Te Ching explica por que ceder, adaptar-se e continuar avançando também podem ser formas de força

23/09/2026

Prazer, para Epicuro, não era excesso ou festa permanente

Uma das maiores distorções sobre o epicurismo é imaginar que ele defendia aproveitar todos os prazeres possíveis. Na Carta a Meneceu, Epicuro esclarece que não estava falando de banquetes contínuos ou excessos sensuais, mas da ausência de sofrimento físico e de perturbação mental.

A Stanford Encyclopedia of Philosophy resume esse objetivo como uma combinação de ausência de dor e tranquilidade da mente. Por essa lógica, perseguir status, riqueza ilimitada ou reconhecimento pode ser contraproducente quando essas ambições produzem ansiedade constante.

A busca por fama poderia criar justamente a insegurança que se queria evitar

Epicuro percebia que algumas pessoas procuravam riqueza e notoriedade acreditando que assim estariam mais protegidas. O problema é que conquistar uma posição elevada pode criar novas preocupações: medo de perder influência, necessidade de defender reputação e dependência crescente da opinião de outras pessoas.

Por isso, a vida discreta aparece como uma estratégia de liberdade. Quem não transforma reconhecimento público em necessidade pode escolher com mais autonomia onde colocar tempo e energia, evitando uma competição em que sempre existe alguém mais rico, famoso ou admirado.

Epicuro percebia que algumas pessoas procuravam riqueza e notoriedade acreditando que assim estariam mais protegidas. // Imagem ilustrativa

A amizade tinha mais valor do que prestígio social

Retirar importância da fama não significava defender isolamento. Epicuro atribuía enorme valor à amizade e chegou a considerá-la um dos maiores recursos proporcionados pela sabedoria para uma vida feliz, conforme as máximas preservadas por Diógenes Laércio.

O contraste é importante: uma pessoa pode ser pouco conhecida publicamente e, ao mesmo tempo, possuir uma vida social rica. Para o epicurismo, relações próximas e confiáveis ofereciam uma segurança que dificilmente poderia ser substituída por aplausos de desconhecidos ou reconhecimento superficial.

A máxima ganha outro sentido na era das redes sociais

Hoje, atenção pode ser medida por seguidores, visualizações e curtidas, criando incentivos para transformar rotina, opiniões e conquistas em conteúdo público. A reflexão epicurista provoca uma pergunta simples: quanto daquilo que desejamos continuaria sendo desejado se ninguém pudesse ver?

Isso não significa que publicar, trabalhar em público ou buscar reconhecimento profissional seja errado. A questão é distinguir entre visibilidade usada como ferramenta e uma vida organizada em torno da necessidade de ser constantemente percebido, comparado e aprovado.

Uma vida simples não precisa ser uma vida sem ambição

Epicuro não propunha abandonar toda atividade ou deixar de construir projetos. Sua filosofia sugere avaliar quais desejos são realmente necessários e quais criam mais perturbação do que satisfação, evitando pagar com tranquilidade e liberdade por conquistas que talvez nem fossem desejadas inicialmente.

Aplicada ao presente, a máxima “viva sem chamar atenção” pode funcionar menos como uma ordem para desaparecer e mais como um convite para não confundir visibilidade com valor pessoal. Uma existência satisfatória pode acontecer longe dos holofotes, sustentada por necessidades simples, relações confiáveis e pela capacidade de decidir o que importa sem depender permanentemente do olhar dos outros.

Tags: comportamentofilosofiapsicologiasociedade
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados