Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

Morador acha pedaço de foguete no quintal e quer saber quem paga o estrago: um tratado de 1972, em vigor no Brasil desde 1973, responde que é o país que lançou

Por Nubia Rangel
22/10/2026
Em Curiosidades
O Estado lançador responde pelos danos de lixo espacial em solo, sem que a vítima precise provar culpa

O Estado lançador responde pelos danos de lixo espacial em solo, sem que a vítima precise provar culpa - Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Quem paga é o país que lançou o objeto. A conta não fica com o dono do terreno, com a prefeitura nem com o seguro da casa. A regra está na Convenção sobre Responsabilidade Internacional por Danos Causados por Objetos Espaciais, concluída em 1972 e válida no Brasil desde março de 1973. Pelo texto, o país lançador responde de forma absoluta pelos estragos que o lixo espacial provoca na superfície da Terra, e a vítima não precisa provar culpa.

O que a convenção de 1972 diz sobre lixo espacial no quintal?

Ela diz que o responsável é o país lançador, mesmo que ninguém tenha errado. A convenção foi concluída em Londres, Moscou e Washington em 29 de março de 1972. O Congresso aprovou o texto pelo Decreto Legislativo nº 77, de 1º de dezembro de 1972, e a convenção passou a valer para o país em 9 de março de 1973.

O ponto central está no artigo 2º. Por ele, o Estado lançador é responsável absoluto pela indenização de danos causados por seus objetos espaciais na superfície da Terra ou a aeronaves em voo. Na prática, ninguém precisa demonstrar erro de projeto ou falha de operação: o que pesa é o dano e a origem da peça.

As definições também ajudam o morador. Objeto espacial inclui as peças componentes e o veículo de lançamento, de modo que um tanque ou um pedaço de estágio de foguete entra na conta. Dano abrange morte, ferimentos, outros prejuízos à saúde e a perda ou o estrago de bens de pessoas físicas ou jurídicas.

Tanques e peças de foguetes entram na convenção, que cobre também os danos a bens
Tanques e peças de foguetes entram na convenção, que cobre também os danos a bens – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Quem faz o pedido de indenização em nome do morador?

Quem cobra é o Estado brasileiro, e não o morador diretamente. Pelos artigos 8º e 9º, o país cujos cidadãos sofreram o prejuízo apresenta a reclamação ao Estado lançador por via diplomática. O artigo 10 fixa o prazo: até um ano depois do estrago causado pelo lixo espacial ou depois da identificação do responsável.

Antes de cobrar, porém, é preciso saber de onde veio a peça. A Agência Espacial Brasileira, autarquia federal ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, tem entre as suas competências oficiais emitir pareceres sobre atividades espaciais e manter contato com instituições parecidas no exterior. Onde exatamente começa o espaço, outro tema que mexe com essas regras, também segue em debate.

Leia Também

O modelo de bolo confirmado pelo fornecedor integra a encomenda e ajuda a comprovar diferenças na entrega

Cliente paga R$ 1.250 por bolo de três andares para casamento de 100 convidados e recebe uma versão de apenas um andar; ao conferir a encomenda, encontra mensagens que mostram o modelo aprovado

21/10/2026
Agricultor perde mais de R$ 40 mil em frutas que apodreceram por falta de armazenamento e descobre que uma câmara frigorífica pública de R$ 1,2 milhão está fechada há dois anos; produtores da região afirmam que nunca conseguiram utilizar a estrutura construída para reduzir o desperdício

Agricultor perde mais de R$ 40 mil em frutas que apodreceram por falta de armazenamento e descobre que uma câmara frigorífica pública de R$ 1,2 milhão está fechada há dois anos; produtores da região afirmam que nunca conseguiram utilizar a estrutura construída para reduzir o desperdício

20/10/2026
Produtor rural compra sementes suficientes para plantar 12 hectares e descobre, depois da germinação, que recebeu uma variedade diferente da contratada; o fornecedor reconhece a troca, mas se recusa a assumir o possível prejuízo da safra

Produtor rural compra sementes suficientes para plantar 12 hectares e descobre, depois da germinação, que recebeu uma variedade diferente da contratada; o fornecedor reconhece a troca, mas se recusa a assumir o possível prejuízo da safra

18/10/2026
Mulher visita o túmulo do marido no aniversário de dez anos de sua morte e encontra outra identificação no jazigo; a administração do cemitério apresenta documentos que a família afirma nunca ter recebido

Mulher visita o túmulo do marido no aniversário de dez anos de sua morte e encontra outra identificação no jazigo; a administração do cemitério apresenta documentos que a família afirma nunca ter recebido

17/10/2026
LEIA MAIS NO CB RADARRECOMENDADO

A fronteira do espaço continua em disputa e 20 quilômetros podem mudar as regras da exploração espacial➔

Os artigos da convenção que orientam o pedido de indenização

Quatro dispositivos resumem o caminho que vai do estrago ao pagamento. O texto em inglês está no site do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior, e a versão em português está no decreto legislativo.

O que diz o tratadoCONVENÇÃO DE 1972
Etapas do pedido de indenização por danos de objetos espaciais
Artigo O que determina
2º Responsabilidade absoluta por danos na superfície da Terra e a aeronaves em voo
8º e 9º O Estado prejudicado apresenta o pedido por via diplomática
10 Prazo de até um ano após o dano ou a identificação do Estado lançador
14 Sem acordo diplomático em um ano, as partes podem criar uma Comissão de Reclamações

O tratado não fixa um teto para a indenização. O artigo 12 manda calcular o valor pelo direito internacional e por princípios de justiça e equidade, para devolver a vítima à situação em que estaria sem o dano.

Para quem teve a casa atingida, o mais útil é reunir provas logo depois da queda. Fotos, boletim de ocorrência, laudo de vistoria e orçamento de conserto ajudam o governo a mostrar o tamanho do prejuízo quando apresentar o pedido.

Ao encontrar um fragmento, mantenha distância, fotografe e chame a Defesa Civil ou a polícia sem tocar na peça
Ao encontrar um fragmento, mantenha distância, fotografe e chame a Defesa Civil ou a polícia sem tocar na peça – Imagem ilustrativa criada por inteligência artificial

Qual é o risco real de um pedaço de foguete cair numa casa?

O risco é baixo, mas não é zero. A Agência Espacial Europeia calcula que ser atingido por um raio é 60 mil vezes mais provável. Até hoje, segundo a agência, não há registro de ninguém ferido por lixo espacial na reentrada.

Mesmo assim, as quedas acontecem. Segundo a ESA, objetos de 1 metro ou mais voltam à atmosfera cerca de uma vez por semana. Nas grandes reentradas sem controle, de 20% a 40% da massa pode chegar ao solo. Quem achar um fragmento deve manter distância, fotografar e chamar a Defesa Civil ou a polícia, sem tocar na peça.

Daqui para frente, vale acompanhar o aumento dos lançamentos e as normas do setor que a Agência Espacial Brasileira divulga no portal gov.br. O texto oficial da convenção está na base de legislação da Câmara dos Deputados e no site da ONU. Se algo cair perto de você, guarde as provas e procure as autoridades: é por elas que o pedido começa.

Se você gosta de histórias de objetos vindos do céu, uma das mais curiosas fica na Namíbia, onde uma rocha de toneladas está no mesmo lugar até hoje.

LEIA TAMBÉM NO CB RADARTAMBÉM NO SITE

A rocha espacial de 60 toneladas que caiu na África e ninguém conseguiu tirar do lugar➔

Tags: agência espacial brasileiracienciadireito espacialfogueteindenizaçãolixo espacial
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados