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Início Curiosidades

Mais de 19 metros e uma máquina de comer, conheça o maior predador dos mares

Por Daniely Cardoso
25/06/2026
Em Curiosidades
Mais de 19 metros e uma máquina de comer, conheça o maior predador dos mares

Kraken é uma criatura lendária da mitologia nórdica associada a lulas gigantes

Uma fascinante descoberta paleontológica revelou que o terrível monstro das lendas nórdicas possui um correspondente histórico impressionante. Cientistas encontraram evidências de que o Kraken existiu de verdade e alcançou proporções inimagináveis há milhões de anos.

Como os cientistas provaram que o Kraken existiu de verdade?

Pesquisadores analisaram estruturas biológicas raras encontradas em rochas sedimentares localizadas no Japão e no Canadá. O estudo publicado na prestigiada revista Science detalhou a análise minuciosa de 27 bicos fossilizados compostos por quitina. Desse total, o grupo liderado pelo paleontólogo japonês Yasuhiro Iba encontrou 12 novos registros fósseis no norte do território asiático.

A equipe utilizou uma tecnologia inovadora batizada de mineração digital de fósseis para reconstruir os animais. Esse método removeu as camadas rochosas virtualmente e gerou modelos 3D coloridos com auxílio de inteligência artificial. Dessa forma, os cientistas conseguiram visualizar detalhes anatômicos que estavam completamente invisíveis nas rochas originais.

Durante séculos, os destemidos marinheiros escandinavos espalharam boatos verdadeiramente aterrorizantes a respeito de tentáculos colossais

Quais eram as espécies desse animal gigante?

Os resultados das análises digitais permitiram reclassificar os antigos organismos marinhos em duas linhagens distintas do grupo Cirrata. A menor delas recebeu a identificação científica de Nanaimoteuthis jeletzkyi e habitou o planeta há mais de 72 milhões de anos. Essa versão pré-histórica alcançava um comprimento considerável de até 7,7 metros de extensão nas águas profundas.

Por outro lado, o gigante Nanaimoteuthis haggarti surpreendeu os especialistas pelo seu tamanho monumental durante o período Cretáceo. Essa criatura específica atingia marcas impressionantes de até 18,6 metros de comprimento total em seu estágio adulto. O tamanho colossal posiciona o animal possivelmente como o maior invertebrado já registrado na história do planeta Terra.

Para você que gosta de aprofundar, separamos um vídeo do canal Fatos Desconhecidos com mais sobre o kraken:

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Como funcionava a alimentação desse predador marinho?

Os bicos fossilizados apresentam marcas profundas de desgaste, fraturas severas e fortes ranhuras causadas por impactos contínuos. Esses vestígios físicos comprovam que os cefalópodes esmagavam alimentos extremamente rígidos, como conchas espessas e estruturas ósseas resistentes. Em alguns indivíduos analisados, cerca de 10% da superfície do bico quitinoso acabou sendo totalmente danificada pelo uso.

O desgaste ocorreu de forma assimétrica nas mandíbulas, o que aponta para uma preferência lateral durante as caçadas. Esse comportamento motor específico indica que as lulas antigas possuíam habilidades cognitivas avançadas para capturar alvos em movimento. O ecossistema marinho contava com uma variedade imensa de presas que movimentavam a cadeia alimentar da seguinte forma:

  • Grandes amonites protegidos por carapaças minerais pesadas.
  • Peixes costeiros dotados de escamas grossas e resistentes.
  • Invertebrados bentônicos que habitavam os substratos lodosos.
  • Pequenos répteis marinhos que nadavam em águas rasas.
Esse tipo de radiação permite observar microestruturas preservadas na rocha, como órgãos internos e traços de tecidos moles mineralizados

Leia também: Cientistas descobriram que o polvo mais antigo do mundo talvez nunca tenha sido um polvo

Quem eram os rivais do Kraken existiu de verdade no Cretáceo?

O cenário oceânico daquela época remota abrigava répteis carnívoros colossais conhecidos pelo apetite voraz e grande agressividade. Criaturas famosas como os mosassauros e os plesiossauros patrulhavam os mares e mediam frequentemente mais de 14 metros. No entanto, o gigantesco Nanaimoteuthis haggarti conseguia superar esses répteis em tamanho corporal e eficiência de caça.

A comunidade científica internacional debate os cálculos exatos sobre as dimensões corporais totais baseadas nos fragmentos disponíveis. Apesar disso, os paleontólogos concordam que o ecossistema continha um caçador de alta performance extremamente temido. O achado muda a compreensão sobre a hierarquia dos oceanos e o papel dos moluscos no passado.

Qual é o impacto da descoberta para a ciência moderna?

A aplicação da tecnologia tridimensional representa um avanço histórico para a preservação de tecidos moles na paleontologia. Novas pesquisas ao redor do mundo utilizarão esse mapeamento digital para estudar fósseis que antes eram considerados perdidos. Os museus e centros de biologia devem atualizar seus acervos com as informações coletadas no estudo recente.

O conhecimento sobre o tamanho real desses seres mitológicos transforma a maneira como os humanos enxergam as lendas antigas. Acompanhar os desdobramentos dessas pesquisas científicas nos ajuda a valorizar o patrimônio natural escondido nas rochas. Visite portais acadêmicos confiáveis para acompanhar os próximos achados sobre os gigantes que habitaram nosso planeta.

Tags: Fósseispaleontologiaperíodo Cretáceo
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