Os recém-nascidos podem apresentar várias alterações no formato ou estrutura da Orelha, classificadas como anomalias congênitas. Enquanto casos leves afetam apenas a estética, como na “orelha de abano”, situações mais complexas podem implicar em orelhas desproporcionalmente pequenas ou incompletamente desenvolvidas, exigindo intervenções para prevenir consequências no desenvolvimento da criança.
Quais são as implicações emocionais e auditivas das deformidades na orelha?
A implicação emocional das deformidades na orelha, mesmo em casos considerados leves, é significativa, especialmente durante a infância e adolescência, fases em que a aparência física tem grande impacto na autoestima. Nos quadros mais severos, em que há alteração no canal auditivo, a capacidade auditiva pode ser comprometida, impactando negativamente o desenvolvimento da fala e o aprendizado escolar.
Para compreender melhor a relação entre malformações de orelha e audição, assista ao vídeo a seguir, no qual o Dr. Felippe Felix explica o assunto de forma clara e didática no canal Dr. Felippe Felix.
Quais são as principais causas das malformações congênitas na orelha?
Segundo especialistas, cerca de uma em cada quatro mil crianças nasce com alguma forma de má-formação no órgão. Essas alterações podem ser unilaterais ou bilaterais com a mesma frequência, e sua origem é geralmente congênita, decorrente de modificações no desenvolvimento durante a gestação, que podem estar associadas a fatores genéticos ou ambientais.
Quando a intervenção cirúrgica para malformações na orelha é indicada?
Nem todas as anomalias auditivas demandam cirurgia, pois, em situações leves, métodos alternativos como a aplicação de moldes personalizados nas primeiras semanas podem ser suficientes para corrigir o formato da orelha. A cirurgia, porém, é frequentemente recomendada para casos que afetam a audição ou que possam causar sofrimento emocional significativo devido a problemas de autoestima e convívio social.

Qual é a malformação auditiva mais comum em recém-nascidos?
A “orelha de abano” se destaca como uma das má-formações mais frequentes, sendo avaliada já nos primeiros dias após o nascimento por meio de exame físico detalhado. Testes auditivos complementam essa avaliação inicial, enquanto exames de imagem podem ser solicitados para uma análise mais aprofundada da anatomia do pavilhão auricular e do canal auditivo, quando necessário.
Como as malformações na orelha afetam a vida e o desenvolvimento dos pacientes?
Alterações visíveis na orelha podem ter um impacto profundo, especialmente nas fases iniciais da vida, quando a criança está formando sua identidade e interagindo mais com os colegas. Na infância, situações de bullying e outros tipos de intimidação baseados na aparência são comuns, contribuindo para traumas psicológicos duradouros e dificuldades de socialização.
Além dos desafios emocionais e sociais, má-formações também podem repercutir na capacidade comunicativa, na aprendizagem e na qualidade de vida. Por isso, o tratamento costuma envolver diferentes frentes de cuidado, como:
- Avaliação e acompanhamento com otorrinolaringologista e fonoaudiólogo para monitorar a audição e a fala.
- Intervenções cirúrgicas ou não cirúrgicas para correção estética e funcional da orelha.
- Suporte psicológico para a criança e seus familiares, auxiliando no enfrentamento do bullying e no fortalecimento da autoestima.
- Acolhimento e orientação da família para garantir suporte integral ao paciente em casa e na escola.
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









