A decisão do Ministério da Saúde de não incorporar a Finerenona no Sistema Único de Saúde (SUS) gerou debate sobre o tratamento da Doença Renal crônica associada ao diabetes tipo 2. A resolução, divulgada no Diário Oficial da União e de responsabilidade da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, mantém os pacientes do SUS focados nas terapias já disponíveis, enquanto a finerenona, produzida pela Bayer S.A., permanece acessível apenas por meio da rede privada, levantando dúvidas sobre equidade e atualização das políticas públicas de saúde.
Quais as implicações da não incorporação da finerenona para os pacientes do SUS?
Com a decisão de não incorporar a finerenona ao SUS, os pacientes continuarão a depender dos tratamentos atuais, que podem não oferecer a mesma eficácia em termos de proteção renal. Em estágios mais avançados da doença, isso pode resultar em maior risco de progressão para insuficiência renal terminal, aumento de internações e necessidade de diálise.
Diante desse cenário, discute-se a urgência de revisar protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do SUS, incluindo melhor uso de medicamentos já disponíveis, como inibidores da SGLT2 e bloqueadores do sistema renina-angiotensina. Também ganha força o debate sobre avaliação de custo-efetividade, impacto orçamentário e critérios transparentes para incorporar novas tecnologias em saúde.
Para compreender melhor o que é a finerenona (FIRIALTA®) e como esse novo medicamento pode ajudar a proteger os rins, assista ao vídeo a seguir, no qual o Dr. Juliano Teles explica o assunto de forma clara e didática no canal Dr. Juliano Teles.
Por que a finerenona é considerada um avanço no tratamento renal?
O diabetes tipo 2 é um grande fator de risco para insuficiência renal, sendo especialmente preocupante nos estágios 3 e 4 da doença. Nesse contexto, a finerenona atua como bloqueador seletivo dos Receptores Mineralocorticoides (RM), reduzindo inflamação e fibrose nos rins e ajudando a diminuir a albuminúria, um marcador importante de lesão renal.
Estudos clínicos sugerem que a finerenona reduz a progressão da doença renal e eventos cardiovasculares em pessoas com diabetes tipo 2 e doença renal crônica. Em um cenário global de crescente prevalência de diabetes, a ampliação do acesso a terapias como essa é vista como estratégica para reduzir mortalidade, retardar a necessidade de diálise e melhorar a qualidade de vida.

Quais as perspectivas futuras para terapias renais e pesquisa farmacêutica?
O desenvolvimento da finerenona reflete avanços na pesquisa voltada para condições crônicas complexas, como o diabetes tipo 2 e a doença renal crônica. Novos fármacos vêm sendo desenhados para atuar de forma mais específica em vias inflamatórias, hemodinâmicas e metabólicas envolvidas na lesão renal, ampliando as possibilidades de combinação terapêutica.
Nesse contexto, ganham destaque alguns eixos prioritários de desenvolvimento e de políticas públicas voltadas à doença renal crônica:
- Integração entre atenção primária, nefrologia e endocrinologia para diagnóstico e intervenção precoces.
- Avaliação contínua de custo-efetividade de novos medicamentos para orientar decisões do SUS.
- Incentivo à pesquisa clínica nacional em doença renal e diabetes tipo 2.
- Estratégias para ampliar o acesso equitativo a terapias inovadoras, reduzindo desigualdades regionais.
Nesse panorama de desafios e oportunidades, é vital que o debate sobre incorporação de tecnologias em saúde continue de forma transparente e baseada em evidências. A inclusão de tratamentos como a finerenona no contexto do SUS pode ampliar o leque terapêutico, estimular pesquisa e desenvolvimento e contribuir para melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas afetadas pelo diabetes tipo 2 e suas complicações renais e cardiovasculares.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










