Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar, mas seu núcleo metálico preenche cerca de 85% de seu raio, deixando uma camada rochosa tão fina que o resfriamento enrugou a superfície, formando penhascos com centenas de quilômetros de comprimento

Por Maria Beatriz Silva
12/08/2026
Em Curiosidades
Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar, mas seu núcleo metálico preenche cerca de 85% de seu raio, deixando uma camada rochosa tão fina que o resfriamento enrugou a superfície, formando penhascos com centenas de quilômetros de comprimento

Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar, mas seu núcleo metálico preenche cerca de 85% de seu raio, deixando uma camada rochosa tão fina que o resfriamento enrugou a superfície, formando penhascos com centenas de quilômetros de comprimento

Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar, mas guarda uma estrutura interna fora do comum. Seu núcleo metálico ocupa cerca de 85% do raio, deixando uma envoltória rochosa relativamente estreita. Essa composição ajuda a explicar por que o planeta apresenta enormes falhas e penhascos, marcas de um mundo que perdeu calor e se contraiu ao longo de sua história geológica.

Por que Mercúrio possui um núcleo tão grande em relação ao próprio planeta?

Apesar do tamanho reduzido, Mercúrio possui um núcleo proporcionalmente gigantesco. A parte metálica ocupa a maior parcela do interior, enquanto crosta e manto formam uma camada externa relativamente fina. Essa configuração torna o planeta especialmente denso e ajuda a explicar seu comportamento térmico, além das características geológicas registradas por missões espaciais.

A estrutura de Mercúrio está ligada à sua história térmica. Conforme o interior perdeu calor, o volume do planeta diminuiu e a superfície precisou se ajustar. Esse processo comprimiu a crosta, criando falhas de empurrão que elevaram blocos de terreno e deram origem aos chamados escarpamentos lobados, alguns com dimensões impressionantes.

superfície de Mercúrio
A contração de Mercúrio deixa uma escarpa de cerca de 1.000 quilômetros

Que relação existe entre o resfriamento de Mercúrio e seus enormes penhascos?

O resfriamento não produz uma superfície lisa. Quando o interior esfria e o planeta perde volume, a crosta sofre compressão e uma parte dela pode ser empurrada sobre outra. Surgem, assim, escarpas lobadas que funcionam como evidências visíveis da contração global. Elas também preservam pistas sobre a história geológica de Mercúrio.

Pesquisas da NASA indicam que o núcleo de Mercúrio possui raio equivalente a cerca de 85% do raio planetário, enquanto a camada externa tem aproximadamente 400 quilômetros de espessura. A mesma fonte registra penhascos com centenas de quilômetros de extensão, associados ao resfriamento e à contração ocorridos ao longo de bilhões de anos.

Por que essas escarpas são tão importantes para estudar a evolução de Mercúrio?

O resfriamento também ajuda a explicar por que essas estruturas são importantes para a ciência planetária. As escarpas não representam apenas acidentes do terreno: elas registram movimentos tectônicos provocados pela redução do volume interno. Ao mapear sua distribuição, pesquisadores conseguem reconstruir parte da evolução térmica de Mercúrio e comparar esse pequeno planeta com outros mundos rochosos.

Leia Também

Cientistas espaciais revelam que o núcleo gigante de Mercúrio está por trás das misteriosas marcas e falhas profundas que rasgam sua superfície (e o que isso significa para o planeta)

Cientistas espaciais revelam que o núcleo gigante de Mercúrio está por trás das misteriosas marcas e falhas profundas que rasgam sua superfície (e o que isso significa para o planeta)

14/08/2026

A grandeza dessas formações é ainda mais surpreendente quando comparada ao tamanho de Mercúrio. Uma única escarpa pode atravessar centenas de quilômetros, enquanto o planeta inteiro possui raio de aproximadamente 2.440 quilômetros. A Enterprise Rupes, por exemplo, alcança cerca de 1.000 quilômetros, mostrando que a contração deixou marcas em escala planetária, apesar de seu tamanho reduzido.

Veja a seguir um vídeo do YouTube de Interesse Pelo Universo sobre as características térmicas do planeta Mercúrio:

Quais marcas na superfície revelam que Mercúrio sofreu contração?

O encolhimento não produz uma superfície lisa. Quando o interior esfria e o planeta perde volume, a crosta sofre compressão e uma parte dela pode ser empurrada sobre outra. Surgem, assim, escarpas lobadas que funcionam como evidências visíveis da contração global. Elas também preservam pistas sobre a história geológica de Mercúrio.

Entre as formações associadas à contração de Mercúrio, alguns exemplos chamam atenção pela escala:

01
Enterprise Rupes: cerca de 1.000 quilômetros de extensão e mais de 3 quilômetros de relevo.
02
Escarpas lobadas: podem alcançar centenas de quilômetros de comprimento.
03
Falhas de empurrão: comprimem a crosta e deslocam blocos rochosos.
04
Contração global: ocorre à medida que o interior do planeta perde calor.

O que as rugas e penhascos de Mercúrio revelam sobre seu passado?

Mercúrio também mostra que tamanho não determina a complexidade geológica. Seu enorme núcleo metálico, o resfriamento interno e a compressão da crosta formaram uma combinação singular. As escarpas preservadas na superfície transformam um processo invisível, ocorrido no interior do planeta, em sinais que podem ser estudados por imagens e medições orbitais.

A superfície de Mercúrio funciona, portanto, como um registro de sua transformação interna. Cada grande escarpa ajuda a contar parte da história de um planeta que perdeu calor e diminuiu de volume. Para a ciência, essas estruturas oferecem pistas sobre a composição, o comportamento térmico e a evolução dos pequenos planetas rochosos e de seus processos internos.

Tags: contração de MercúrioEnterprise Rupesfalhas de empurrãonúcleo metálico
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados