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Início Curiosidades

Era uma das minas mais antigas da Argentina, foi abandonada e hoje é uma cidade fantasma entre as montanhas

Por Daniely Cardoso
10/10/2026
Em Curiosidades
As Minas de Paramillos estão localizadas no departamento de Las Heras, na província de Mendoza, aproximadamente 25 quilômetros de Uspallata.  // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

As Minas de Paramillos estão localizadas no departamento de Las Heras, na província de Mendoza, aproximadamente 25 quilômetros de Uspallata. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Entre as montanhas de Mendoza, na Argentina, um antigo complexo de mineração se transformou em um destino para quem gosta de história e aventura. Conhecido como Minas de Paramillos de Uspallata, o local conserva ruínas, túneis e construções de pedra de uma das explorações minerais mais antigas do país, a mais de 2.600 metros de altitude.

Onde fica o povoado fantasma escondido nas montanhas da Argentina?

As Minas de Paramillos estão localizadas no departamento de Las Heras, na província de Mendoza, aproximadamente 25 quilômetros de Uspallata. O acesso mais conhecido acontece pela Ruta Provincial 52, estrada de montanha que atravessa paisagens áridas e também conecta a região à área de Villavicencio.

O cenário é marcado por montanhas, vegetação escassa e construções abandonadas que resistiram à passagem dos séculos. Segundo o portal oficial do governo argentino, Paramillos está entre os complexos de mineração históricos mais antigos do país. Hoje, suas estruturas fazem parte de um patrimônio que atrai visitantes interessados na história da exploração mineral.

Hoje, suas estruturas fazem parte de um patrimônio que atrai visitantes interessados na história da exploração mineral. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Leia também: Outubro é o mês certo para começar: 3 plantas que podem deixar a varanda florida antes da chegada do verão

Como surgiu uma das minas mais antigas da Argentina?

A história da mineração em Paramillos remonta ao período colonial, especialmente ao século XVII, quando os jesuítas participaram do desenvolvimento das atividades de extração. Existem referências à exploração mineral anterior à presença europeia, mas a documentação histórica destaca a importância da mineração durante a colonização espanhola.

A região possuía depósitos minerais que despertaram interesse econômico durante séculos. Prata, chumbo e zinco estiveram entre os metais explorados, estimulando a construção de galerias subterrâneas, estruturas de processamento e instalações para trabalhadores. O isolamento geográfico tornava a operação especialmente difícil, pois os materiais precisavam ser transportados por caminhos de montanha em uma época sem veículos motorizados.

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Por que as minas foram abandonadas e viraram um povoado fantasma?

O desenvolvimento da mineração exigia trabalhadores, equipamentos e estruturas de apoio em uma região de clima rigoroso. Com as transformações econômicas e as dificuldades de manter determinadas operações, instalações antigas acabaram deixando de ser utilizadas. O abandono ocorreu de maneira gradual, acompanhando diferentes períodos de atividade e interrupção da exploração mineral.

Atualmente, o visitante encontra ruínas que ajudam a imaginar como era o cotidiano naquele ambiente. Paredes de pedra, estruturas industriais e antigas galerias permanecem como vestígios da ocupação. A denominação povoado fantasma se refere a esse conjunto de instalações abandonadas, e não a uma cidade moderna que tenha perdido todos os seus moradores de uma só vez. Separamos esse vídeo do canal Ciudadano news falando mais sobre esse tema:

O lugar também guarda uma ligação surpreendente com Charles Darwin

Além de sua importância para a mineração, Paramillos está associado à passagem do naturalista britânico Charles Darwin, que percorreu a região em 1835 durante sua viagem pela América do Sul. Na área conhecida como Água de la Zorra, Darwin observou troncos petrificados que ajudaram a revelar transformações profundas na paisagem andina ao longo do tempo geológico.

O chamado Bosque de Darwin conserva vestígios de árvores que viveram milhões de anos antes da formação da paisagem atual. Um documento ambiental do governo argentino identifica o bosque fóssil e relaciona sua descoberta às observações realizadas pelo naturalista em 1835. Os estudos mostram que a região possui valor paleontológico, além de sua relevância histórica e industrial.

O que é possível conhecer durante uma visita às Minas de Paramillos?

A paisagem combina ruínas de antigas operações minerais com vistas amplas da pré-cordilheira dos Andes. Algumas atividades turísticas incluem caminhadas e visitas orientadas a estruturas históricas, enquanto determinados roteiros de aventura podem envolver galerias subterrâneas. O acesso aos túneis deve acontecer somente quando houver condições de segurança e acompanhamento especializado.

Entre os elementos que despertam interesse estão:

  • Ruínas de pedra: construções que testemunham a antiga ocupação ligada à mineração.
  • Galerias subterrâneas: passagens utilizadas durante a extração de minerais.
  • Estruturas industriais: vestígios de instalações empregadas nas atividades de processamento.
  • Paisagens de montanha: vistas da região árida que cerca Uspallata.
  • Área do Bosque de Darwin: região de importância geológica e paleontológica associada às pesquisas do naturalista.

Como chegar e quais cuidados tomar antes de visitar Paramillos?

Para organizar o passeio, Uspallata funciona como uma base de acesso à região. A localidade fica a aproximadamente 120 quilômetros da cidade de Mendoza, pela Ruta Nacional 7, conforme informações do portal oficial de turismo argentino. A partir de Uspallata, o trajeto em direção a Paramillos segue por estradas de montanha, cuja circulação pode depender das condições climáticas.

Como a região fica acima dos 2.600 metros de altitude, é recomendável levar água, protetor solar, roupas adequadas para mudanças de temperatura e calçados resistentes. Antes de sair, consulte as condições da estrada e confirme a disponibilidade de passeios com operadores locais. A visita guiada é especialmente indicada para quem deseja conhecer antigas galerias, pois estruturas abandonadas podem apresentar risco de desabamento e outros perigos.

Tags: arqueologiageografiahistóriaturismo
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