Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

“Porque era ele, porque era eu”: a frase de Montaigne que explica por que algumas amizades não precisam de uma razão específica para existir

Por Daniely Cardoso
27/10/2026
Em Curiosidades
Montaigne acreditava que algumas amizades ultrapassam as explicações convencionais.  // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Montaigne acreditava que algumas amizades ultrapassam as explicações convencionais. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Algumas amizades surgem sem que seja possível explicar exatamente por quê. O filósofo francês Michel de Montaigne resumiu esse sentimento na frase “Porque era ele, porque era eu”, presente no livro I, capítulo 28, dos Ensaios, intitulado “Da amizade”. Escrita no século XVI, a reflexão mostra que certos vínculos não dependem de interesses, semelhanças ou vantagens para existir.

O que Montaigne quis dizer com “Porque era ele, porque era eu”?

Montaigne acreditava que algumas amizades ultrapassam as explicações convencionais. Não se trata necessariamente de gostar de alguém porque possui os mesmos interesses, compartilha opiniões ou oferece algum benefício. Na visão do filósofo, uma amizade profunda nasce do encontro entre duas pessoas que reconhecem algo especial uma na outra.

A frase aparece em uma passagem na qual ele tenta explicar sua ligação com Étienne de La Boétie. Ao perceber que nenhuma justificativa parecia suficiente, Montaigne respondeu de maneira simples: “Porque era ele, porque era eu”. O trecho pode ser consultado no texto original de “Da amizade”, preservado em francês.

A frase aparece em uma passagem na qual ele tenta explicar sua ligação com Étienne de La Boétie. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Leia também: A reflexão de Jean-Jacques Rousseau sobre a sociedade: “O homem nasce livre, e por toda parte encontra-se acorrentado.”

A amizade com La Boétie inspirou uma das reflexões mais conhecidas da filosofia

Michel de Montaigne nasceu em 1533, na França, e conheceu Étienne de La Boétie, escritor e pensador francês, durante a juventude. A aproximação entre os dois se transformou em uma amizade intensa, marcada por admiração intelectual e confiança. Montaigne descreveu essa relação como algo raro, diferente das amizades comuns construídas pela convivência cotidiana.

La Boétie morreu em 1563, aos 32 anos, deixando uma marca profunda na vida do amigo. Anos depois, Montaigne registrou essa experiência nos Ensaios, cuja primeira edição foi publicada em 1580. O capítulo não apresenta apenas uma lembrança pessoal, mas uma reflexão sobre como duas pessoas podem desenvolver uma ligação difícil de explicar racionalmente.

Leia Também

A psicologia afirma que aqueles que se olham nos olhos durante uma conversa buscam criar uma conexão mais profunda

A psicologia afirma que aqueles que se olham nos olhos durante uma conversa buscam criar uma conexão mais profunda

27/10/2026
“De tudo o que a sabedoria proporciona para uma vida feliz, o mais importante é a amizade”: a reflexão de Epicuro sobre o que realmente enriquece a existência

“De tudo o que a sabedoria proporciona para uma vida feliz, o mais importante é a amizade”: a reflexão de Epicuro sobre o que realmente enriquece a existência

27/10/2026
Spinoza explica por que viver pensando constantemente na morte pode afastar as pessoas da própria vida. Citação: “O homem livre em nada pensa menos que na morte, e sua sabedoria é uma meditação da vida, não da morte.”

Spinoza explica por que viver pensando constantemente na morte pode afastar as pessoas da própria vida. Citação: “O homem livre em nada pensa menos que na morte, e sua sabedoria é uma meditação da vida, não da morte.”

27/10/2026
O que significa quando o cachorro coloca a cabeça para o lado enquanto recebe carinho

O que significa quando o cachorro coloca a cabeça para o lado enquanto recebe carinho

27/10/2026

Por que algumas amizades não precisam de interesses em comum?

É comum associar a amizade a experiências compartilhadas, como estudar na mesma escola, trabalhar no mesmo lugar ou gostar das mesmas atividades. Esses fatores podem aproximar pessoas, mas não garantem uma relação duradoura. Montaigne diferenciava as amizades de conveniência daqueles vínculos nos quais a relação passa a ter valor por si mesma.

Em “Da amizade”, ele descreve uma união tão profunda que as individualidades parecem se encontrar sem perder sua autenticidade. Isso não significa que os amigos precisem concordar em tudo ou pensar da mesma maneira. A reflexão sugere que a afinidade verdadeira pode existir mesmo quando não há uma razão objetiva capaz de justificá-la.

Montaigne distinguia as relações sociais comuns da amizade que considerava excepcional. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

A diferença entre conhecer muitas pessoas e ter um amigo verdadeiro

Montaigne distinguia as relações sociais comuns da amizade que considerava excepcional. Para ele, contatos formados por circunstâncias, interesses ou necessidades podiam ser agradáveis e úteis, mas não eram necessariamente equivalentes a uma ligação construída sobre confiança e reconhecimento mútuo.

Essa distinção ajuda a interpretar as relações atuais, especialmente em uma época marcada pela facilidade de manter contato com diferentes pessoas. Ter muitos conhecidos não significa possuir alguém com quem compartilhar preocupações, alegrias e pensamentos sem receio. A qualidade da relação, e não o número de contatos, é o ponto que aproxima essa discussão da filosofia de Montaigne.

Como reconhecer uma amizade que existe por si mesma?

A frase de Montaigne não oferece uma fórmula para identificar amizades verdadeiras. Entretanto, sua reflexão permite observar atitudes que demonstram quando um vínculo ultrapassa a simples conveniência. A reciprocidade aparece quando ambas as pessoas valorizam a relação mesmo sem esperar uma recompensa imediata.

Alguns comportamentos ajudam a compreender esse tipo de ligação:

  • Confiança: sentir liberdade para conversar sem precisar representar um papel.
  • Reciprocidade: demonstrar interesse pelo outro mesmo quando não existe um favor envolvido.
  • Respeito: aceitar diferenças de opinião sem transformar tudo em conflito.
  • Presença: manter o vínculo também durante dificuldades e mudanças de vida.
  • Autenticidade: não precisar modificar a própria personalidade para ser aceito.

O que essa reflexão de Montaigne ensina sobre as relações atuais?

A expressão “Porque era ele, porque era eu” continua relevante porque questiona a necessidade de justificar todas as relações humanas com argumentos objetivos. O próprio texto de Montaigne, também disponível em uma tradução inglesa dos Ensaios, apresenta a amizade como uma ligação que ultrapassa cálculos pessoais. O filósofo reconhecia que existia algo em sua relação com La Boétie que nenhuma explicação conseguia descrever completamente.

Na prática, essa ideia convida a observar quais relações oferecem liberdade, confiança e alegria sem exigir justificativas constantes. A história de Montaigne e La Boétie é real, assim como a reflexão registrada nos Ensaios, embora a frase possa apresentar pequenas diferenças conforme a tradução. Seu significado permanece claro: algumas amizades são valiosas não pelo que proporcionam, mas simplesmente por quem são as pessoas envolvidas.

Tags: comportamentofilosofiahistóriasociedade
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados