Com a chegada do calor, uma moradora decidiu aumentar a frequência dos banhos do cachorro para mantê-lo limpo e confortável. Porém, ao deixar as orelhas úmidas depois da secagem, acabou criando uma condição favorável a problemas no ouvido. Semanas depois, o animal começou a apresentar mau cheiro e movimentos repetidos com a cabeça, sinais que podem indicar otite canina.
Banhos frequentes pareciam ajudar, mas um detalhe passou despercebido
Na história, Carolina é tutora de Thor, um cachorro de quatro anos que costuma passar boa parte do dia no quintal. Com o aumento das temperaturas, ela decidiu dar banhos mais frequentes no animal. Após cada lavagem, secava o pelo com uma toalha, mas não verificava se havia umidade acumulada na região das orelhas.
Nas primeiras semanas, Thor parecia confortável. Depois, Carolina percebeu que o cachorro estava balançando a cabeça várias vezes ao dia e tentando coçar as orelhas com as patas. Ao se aproximar, sentiu um cheiro desagradável que não desaparecia mesmo após os banhos.

Por que a umidade nas orelhas pode provocar otite?
O ouvido dos cães possui um canal com formato que pode dificultar a saída de líquidos. Quando a água permanece acumulada, a umidade favorece a proliferação de microrganismos, incluindo bactérias e leveduras. Esse ambiente pode contribuir para o desenvolvimento da otite externa, uma inflamação do canal auditivo que causa desconforto e, em alguns casos, dor intensa.
Segundo o Manual MSD de Veterinária, os sintomas incluem odor desagradável, vermelhidão, secreção e movimentos repetidos da cabeça. A umidade é um fator de risco, mas alergias, parasitas e corpos estranhos também podem desencadear inflamação.
Quais sinais mostram que o cachorro precisa de atendimento?
O mau cheiro persistente não deve ser tratado como algo normal depois do banho. Quando aparece acompanhado de coceira, sensibilidade ou movimentos frequentes da cabeça, é recomendável procurar um veterinário. Conforme orientações da Universidade Cornell, esses sinais podem indicar uma infecção ou outra doença do ouvido.
- Mau cheiro: odor forte ou diferente do habitual.
- Coceira frequente: cachorro esfregando ou arranhando as orelhas.
- Cabeça balançando: movimentos repetidos para tentar aliviar o desconforto.
- Secreção: presença de material escuro, amarelado ou excesso de cera.
- Dor ou vermelhidão: sensibilidade ao toque e irritação visível.
Essas alterações não confirmam sozinhas o diagnóstico de otite. O veterinário pode examinar o canal auditivo com um otoscópio e analisar amostras da secreção para identificar possíveis microrganismos. O tratamento correto depende da causa encontrada, e aplicar medicamentos por conta própria pode agravar a situação.

Como evitar problemas nas orelhas durante os banhos?
O principal cuidado é impedir que a água entre diretamente no canal auditivo. Durante o banho, o tutor deve lavar a região externa com delicadeza e, depois, secar cuidadosamente as partes visíveis das orelhas com uma toalha macia. Não é recomendado introduzir cotonetes ou objetos no ouvido, pois eles podem causar lesões e empurrar resíduos para regiões mais profundas.
Também é necessário observar a frequência dos banhos, que varia conforme a raça, o tipo de pelagem, as condições da pele e as recomendações veterinárias. Cachorros com orelhas caídas ou histórico de infecções podem exigir acompanhamento específico. Produtos de limpeza auricular devem ser utilizados conforme orientação profissional, principalmente quando existe suspeita de inflamação ou lesão no tímpano.
História fictícia mostra um cuidado que merece atenção no calor
A história de Carolina e Thor é fictícia e foi criada exclusivamente para ilustrar um problema que pode ocorrer na rotina de higiene dos cães. Os personagens e os acontecimentos narrados não correspondem a um caso real documentado. O contexto serve apenas para explicar como a umidade acumulada nas orelhas pode aumentar o risco de inflamações e infecções.
Na prática, manter o cachorro limpo não significa aumentar indiscriminadamente a quantidade de banhos. A prevenção envolve secagem adequada, observação das orelhas e atenção a mudanças de comportamento. Se o animal apresentar mau cheiro, dor ou movimentos repetidos da cabeça, a medida mais segura é procurar atendimento veterinário, em vez de tentar resolver o problema com novas lavagens.




