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Mulher empresta R$ 40 mil à filha para comprar carro, recebe algumas parcelas durante dois anos e depois pagamentos param; discussão aumenta quando veículo é vendido e filha afirma que parte da dívida já havia sido perdoada verbalmente

Por Patrick Silva
26/10/2026
Em Notícias
Mulher empresta R$ 40 mil à filha para comprar carro, recebe algumas parcelas durante dois anos e depois pagamentos param; discussão aumenta quando veículo é vendido e filha afirma que parte da dívida já havia sido perdoada verbalmente

Empréstimo de R$ 40 mil entre mãe e filha gera disputa após venda do carro e perdão verbal da dívida. — Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Iolanda emprestou R$ 40 mil à filha para ajudá-la a comprar um carro, mediante acordo de devolução parcelada. Durante dois anos, recebeu pagamentos, mas as transferências acabaram sendo interrompidas. A discussão aumentou quando descobriu que o veículo havia sido vendido e ouviu da filha que parte da dívida teria sido perdoada verbalmente. A situação é fictícia e ilustra um conflito envolvendo empréstimos familiares e comprovação de acordos.

Por que Iolanda decidiu emprestar R$ 40 mil para a filha comprar um veículo?

Quando Tamara começou a trabalhar em outra cidade, percebeu que precisava de um carro para realizar os deslocamentos diários. Sem conseguir condições favoráveis de financiamento, procurou a mãe, Iolanda, e perguntou se poderia receber ajuda para comprar um veículo usado.

A mãe concordou em disponibilizar R$ 40 mil, desde que o valor fosse devolvido em parcelas mensais. As duas conversaram sobre os pagamentos e realizaram a transferência bancária. Embora não tenham assinado contrato, as primeiras parcelas foram depositadas regularmente.

Mulher empresta R$ 40 mil à filha para comprar carro, recebe algumas parcelas durante dois anos e depois pagamentos param; discussão aumenta quando veículo é vendido e filha afirma que parte da dívida já havia sido perdoada verbalmente
Empréstimo de R$ 40 mil entre mãe e filha gera disputa após venda do carro e perdão verbal da dívida. — Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

O que aconteceu quando os pagamentos pararam e a filha decidiu vender o carro?

Durante aproximadamente dois anos, Tamara realizou depósitos para a mãe, embora algumas parcelas fossem pagas com atraso. Posteriormente, interrompeu as transferências, alegando dificuldades financeiras. Iolanda aguardou uma reorganização do orçamento da filha, mas começou a se preocupar com o saldo ainda não recebido.

A situação mudou quando soube que o carro havia sido vendido. Ao questionar a filha, recebeu a explicação de que precisava do dinheiro para outras despesas. Tamara acrescentou que a mãe teria perdoado verbalmente parte da dívida durante uma conversa familiar. Iolanda negou ter feito essa promessa.

Leia também: Moradora xinga vizinha no grupo de WhatsApp por vaga de garagem, perde ação criminal e é condenada a pagar R$ 8 mil por injúria e difamação

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O que a legislação brasileira determina sobre empréstimos familiares e perdão verbal de dívidas?

O artigo 586 do Código Civil define o mútuo como empréstimo de bens que devem ser restituídos, incluindo dinheiro. Assim, o parentesco não transforma automaticamente um empréstimo em doação. Os pagamentos realizados por Tamara podem ajudar a demonstrar que existia obrigação de devolver o valor recebido.

O artigo 385 do Código Civil admite a remissão, nome jurídico do perdão de dívida aceito pelo devedor. Esse perdão pode ser verbal, desde que sua existência seja comprovada. A venda do carro não extingue automaticamente o empréstimo, assim como a interrupção dos pagamentos não comprova que Iolanda tenha perdoado o saldo.

Quais documentos podem esclarecer os pagamentos e o suposto perdão de parte da dívida?

Para esclarecer a divergência, Iolanda poderia organizar os depósitos recebidos e calcular o saldo restante, considerando todos os pagamentos. Também seria importante recuperar mensagens sobre o parcelamento e verificar se houve alguma manifestação efetiva de perdão.

O artigo 373 do Código de Processo Civil estabelece regras sobre a distribuição do ônus da prova. Em eventual processo, cada parte deverá demonstrar os fatos que sustentam suas alegações. Entre os registros relevantes estão:

  • Transferência inicial: comprovante dos R$ 40 mil enviados.
  • Mensagens: conversas sobre empréstimo e parcelamento.
  • Pagamentos: depósitos efetuados durante os dois anos.
  • Saldo atualizado: cálculo que descontem as parcelas recebidas.
  • Recibos: eventuais declarações de quitação.
  • Perdão alegado: registros que indiquem o conteúdo da conversa.
  • Venda do carro: documentos pertinentes à negociação, quando disponíveis.
  • Cobrança formal: solicitação escrita de esclarecimento e pagamento.

Qual é a diferença entre receber parcelas, perdoar uma dívida e vender o veículo comprado?

O conflito entre Iolanda e Tamara exige separar três situações: pagamentos efetivamente realizados, eventual perdão do saldo e venda do veículo. Cada fato possui consequências diferentes. A comparação mostra quais informações precisam ser verificadas:

EtapaO que aconteceuO que precisa ser considerado
EmpréstimoIolanda transferiu R$ 40 mil.Comprovar o acordo de devolução.
ParcelasTamara pagou durante dois anos.Descontar os valores recebidos.
InterrupçãoPagamentos foram suspensos.Verificar vencimentos e saldo.
VendaCarro foi negociado.Conferir eventual condição contratual.
PerdãoFilha alegou acordo verbal.Examinar provas da remissão.
CobrançaMãe contestou a alegação.Apurar o valor exigível.

O que a experiência de Iolanda e Tamara revela sobre empréstimos entre pais e filhos?

A experiência de Iolanda e Tamara é fictícia, mas representa uma dificuldade possível quando compromissos financeiros são estabelecidos dentro da família. O problema surgiu quando as duas passaram a apresentar versões diferentes sobre uma possível redução da dívida, mesmo depois de pagamentos realizados durante anos.

Quem precisa resolver um empréstimo familiar deve seguir esse caminho: reunir os comprovantes, calcular o saldo, verificar eventuais acordos posteriores e tentar formalizar uma solução. Persistindo a divergência, poderá buscar orientação jurídica. A confiança familiar não elimina a obrigação de comprovar pagamentos, alterações contratuais ou perdão da dívida.

Tags: compra de carrodívida entre familiaresempréstimo familiarperdão de dívida
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