O complexo hospitalar de São José do Rio Preto atende pacientes de 102 municípios e abriga o segundo maior hospital-escola do país. Em 2026, a cidade do noroeste paulista inaugurou o primeiro Centro de Manutenção de Órgãos do Brasil.
Por que Rio Preto é referência em saúde no país?
O Hospital de Base é o segundo maior hospital-escola brasileiro em produção SUS, ligado à Faculdade de Medicina de Rio Preto (FAMERP). São 781 leitos, 27 salas cirúrgicas e mais de 55 especialidades, com mais de 85% dos atendimentos pelo sistema público.
Desde 1990, o complexo já realizou mais de 5.800 procedimentos de transplante de fígado, rins, pâncreas, coração, pulmão, medula óssea e córneas. Em abril de 2026, instituiu o primeiro Centro de Manutenção de Órgãos do país, com tecnologia que mantém o fígado em funcionamento fora do corpo por até 24 horas.
Se a região noroeste fosse um país, estaria atrás apenas de Estados Unidos e Espanha em transplantes de rim por milhão de habitantes, segundo o cirurgião Mário Abbud Filho, diretor do Centro Integrado de Transplantes.

O que faz da cidade a 8ª mais desenvolvida do país?
Rio Preto ocupa a 8ª posição no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) 2025. Entre as cidades à frente dela no ranking nacional, apenas Curitiba tem mais habitantes.
O município subiu 13 posições em um ano e atingiu desenvolvimento alto em Emprego e Renda (0,9750) e Saúde (0,8503). Em saneamento, a cidade tem 100% de cobertura de água tratada e ficou em primeiro lugar entre as 100 maiores do país no ranking do Trata Brasil em 2023.
O vídeo do canal Cidades do Interior apresenta São José do Rio Preto, no noroeste de São Paulo, destacando-a como uma das melhores cidades do país para se viver, com uma infraestrutura completa que equilibra o ritmo do interior com as facilidades de uma metrópole.
Como é o cotidiano de quem mora em Rio Preto?
A cidade tem cerca de 504 mil habitantes distribuídos em mais de 360 bairros, segundo o IBGE. A malha viária bem distribuída permite atravessar o município em cerca de 20 minutos, algo raro em cidades desse porte.
O IDH de 0,797 coloca o município entre os 50 mais desenvolvidos do Brasil. Bairros como Jardim Vivendas, Boa Vista e Vila Redentora reúnem ruas arborizadas, comércio consolidado e proximidade com escolas e supermercados, o que reduz deslocamentos no dia a dia.
Outro detalhe curioso da rotina rio-pretense: capivaras viraram símbolo informal da cidade. Mais de 120 vivem no Parque da Represa e dão nome a comércios, bandas e times locais.

Quais atrações merecem uma visita na cidade?
O lazer rio-pretense gira em torno de áreas verdes amplas e patrimônio tombado. Boa parte das opções abre de terça a domingo com entrada gratuita.
- Parque da Represa Municipal: cartão-postal com pista de 2,7 km, três lagos e a segunda maior fonte luminosa do Brasil, com mais de 30 jatos de até 15 m de altura.
- Mercado Municipal: prédio de 1944 em estilo art déco, tombado em 2004, ponto de encontro tradicional para pastel e produtos frescos.
- Complexo Swift de Educação e Cultura: antiga sede da Companhia Swift de 1944, em estilo britânico, hoje abriga o Teatro Municipal Paulo Moura com 954 lugares.
- Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva: acervo de 67 telas a óleo do artista naïf nascido na região.
- Catedral de São José: templo moderno com vitrais coloridos e capacidade para 3 mil pessoas.
O que comer na rota gastronômica rio-pretense?
A cena local mistura comida caipira inventiva com cozinha contemporânea. A cidade já revelou nomes como Jackie Watanabe, do programa Mestre do Sabor, e tem tradição em concursos como o Comida di Buteco.
- Pilãozinho: massa de cabotiã recheada com ragu de rabada e pesto de manjericão, criação do Bar do Cidinho que venceu o Comida di Buteco em 2019.
- Baurustela: bolinho de tilápia com queijo meia-cura, cajá-manga e pimenta dedo-de-moça, classificado como Sabor de São Paulo.
- Cabo de relho: linguiça de porco combinada com costelinha, prato típico da culinária regional de raiz.
- Pastel do Mercadão: clássico do roteiro gastronômico oficial, servido na hora desde os anos 1940.
Como é o clima ao longo do ano em Rio Preto?
O município tem clima quente durante quase o ano todo, com verões chuvosos e invernos secos. A baixa umidade nos meses frios costuma surpreender visitantes desavisados.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.

Como chegar a São José do Rio Preto?
Rio Preto fica a 442 km da capital paulista pela Rodovia Washington Luís, cerca de 5h30 de carro. A cidade é cortada também pela Transbrasiliana (BR-153) e pela Assis Chateaubriand, e tem aeroporto regional com voos diretos para São Paulo, Campinas e Brasília.
A cidade que cuida do interior paulista
Rio Preto reúne uma combinação rara no Brasil: hospitais de referência nacional, saneamento de capital europeia e a leveza de uma cidade onde capivaras circulam livres. O ritmo do interior convive com a estrutura de um grande centro a poucos minutos de qualquer bairro.
Você precisa conhecer São José do Rio Preto e sentir o que é viver em uma cidade que cresce com saúde e ainda preserva o jeito calmo de quem mora em um bom lugar.










