Entre 1946 e 1970, o governo dos Estados Unidos utilizou as águas do Oceano Pacífico a oeste de San Francisco como lixão atômico. Cerca de 47.800 recipientes com lixo nuclear foram jogados nas proximidades das Ilhas Farallon, espalhando-se fora das zonas autorizadas e repousando rompidos no leito marinho.
Qual a origem dos 47.800 contêineres atômicos lançados no mar?
A grande maioria dos tambores de aço de 208 litros continha materiais contaminados dos laboratórios nucleares navais de Hunters Point, em São Francisco, e do Laboratório Nacional Lawrence Livermore. Os recipientes guardavam luvas, tubulações, lamas e ferramentas com isótopos de plutônio e urânio.
Também repousa no fundo do santuário o casco do porta-aviões USS Independence, utilizado como navio-alvo em testes atômicos no Atol de Bikini em 1946. Irradiado e carregado com tambores residuais, o navio de guerra foi afundado propositalmente pela Marinha americana em 1951.

Por que os tambores não caíram nas zonas oficiais de descarte?
A Marinha contratava barcaças civis para transportar os barris até as coordenadas designadas a 30 milhas da costa. Em dias de tempestade e neblina densa, marinheiros despejavam os contêineres antes de alcançar a área demarcada para retornar rápido ao porto.
Para entender a dispersão dos resíduos atômicos em comparação ao planejamento inicial, examine o resumo técnico a seguir:
O que os mapeamentos geológicos do governo americano detectaram?
Estudos de sonar e submersíveis conduzidos pelo U.S. Geological Survey (USGS) revelaram que os barris estão espalhados por uma área gigantesca de 1.400 quilômetros quadrados. A profundidade varia entre 90 e mais de 1.800 metros.
As câmeras subaquáticas comprovaram que grande parte dos barris está colapsada pela pressão da água ou rompida por corrosão galvânica. O lixo atômico repousa exatamente no coração do atual Santuário Marinho Nacional de Greater Farallones, refúgio de focas e tubarões-brancos.
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Quais os riscos do lixo nuclear submerso para a vida marinha?
A fauna do leito marinho costeiro da Califórnia vive em contato direto com sedimentos que receberam vazamentos graduais de radioisótopos ao longo de décadas.
Para avaliar os impactos ambientais documentados na região de Farallon, observe os pontos apurados pelas agências federais:
- 🦀 Contaminação bentônica: Análises da EPA detectaram traços de trítio, césio e plutônio em peixes e caranguejos de águas profundas.
- 📦 Ruptura de blindagem de concreto: O cimento usado para lastro interno sofreu esfarelamento mecânico pela salinidade e tempo.
- 🚫 Inviabilidade de remoção: Tentativas de içamento poderiam fragmentar a sucata, provocando plumas de poluição atômica na costa.
Quais as principais dúvidas sobre o cemitério atômico das Farallon?
A proximidade de 30 milhas da Baía de São Francisco levanta preocupações rotineiras na população californiana. Acompanhe os esclarecimentos oficiais a seguir.
Dúvidas Frequentes
Os 47.800 barris nucleares submersos nas Ilhas Farallon permanecem como cicatriz oculta das primeiras décadas atômicas. O monitoramento ecológico permanente é a única defesa para impedir que os erros do passado contaminem o rico santuário marinho do Pacífico.




