Durante os meses de verão, as condições climáticas se tornam especialmente favoráveis para o desenvolvimento de Micoses e fissuras na pele. O calor intenso, a elevada umidade e o uso prolongado de trajes de banho formam o cenário ideal para a proliferação de fungos, como destacam especialistas em dermatologia. As infecções fúngicas mais recorrentes nessa época incluem a tínea dos pés, popularmente conhecida como “pé de atleta”, a tínea inguinal, uma micose que afeta a região da virilha, e a pitiríase versicolor, também chamada de “micose de praia”.
A combinação do contato frequente com a areia e a água do mar pode provocar ressecamento dérmico e microlesões, abrindo portas para fungos e bactérias. Este impacto, aliado ao atrito constante de roupas de banho e à exposição solar, pode resultar em fissuras dolorosas e, em alguns casos, infecções secundárias. Esse cenário não é apenas desconfortável, mas pode ser evitado com algumas precauções básicas durante os dias na praia.
Quais são os principais fatores de risco para micoses no verão?
Um ponto crucial para a prevenção é o tempo prolongado em roupas molhadas e contato com superfícies úmidas, como duchas públicas e areia. O suor e o calor intensificam a umidade da pele, ideal para o crescimento de fungos. Além disso, o uso de toalhas e calçados compartilhados pode disseminar micro-organismos indesejados. As medidas de precaução começam pelo simples hábito de manter a pele seca e adequadamente higienizada logo após aproveitar a praia ou a piscina.
Como prevenir o desenvolvimento de micoses durante o verão?

Evitar permanecer com roupas de banho molhadas e trocar por roupas secas o mais rápido possível é um passo essencial. O uso de pós-antifúngicos pode ser considerado em casos recorrentes, mas sempre sob orientação médica. Outro cuidado importante é evitar a utilização excessiva de talcos, pomadas oleosas e de calçados fechados após a exposição ao ambiente úmido. Essas práticas contribuem para o aumento da umidade na pele, facilitando o desenvolvimento de infecções fúngicas.
O que fazer ao identificar sintomas de micoses ou fissuras?
Ao detectar vermelhidão, dor, secreção ou um odor desagradável, é fundamental buscar aconselhamento profissional para avaliar a presença de infecção. Manter a área afetada limpa, seca e bem hidratada ajuda na prevenção e tratamento inicial de fissuras e pequenas lesões. Cremes cicatrizantes são geralmente indicados, evitando o uso de álcool e tratamentos caseiros que possam irritar a pele.
Atenção também deve ser dada à automedicação. Muitas condições dermatológicas apresentam sintomas semelhantes aos das micoses, mas exigem tratamentos distintos. Somente um profissional qualificado pode fornecer o diagnóstico correto e indicar o tratamento adequado. Com essas medidas de precaução, é possível desfrutar dos prazeres do verão com segurança e saúde.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










