O pequi é um fruto típico do Cerrado brasileiro e tem ganhado espaço em pesquisas e na alimentação por causa de seus potenciais benefícios antioxidantes. Além de usado na culinária regional, esse fruto chama atenção pela polpa e pelo óleo rico em compostos que ajudam a proteger as células do corpo contra a ação de radicais livres, ao mesmo tempo em que cresce o interesse em aprender como plantar pequi de forma sustentável, tanto em pequenas propriedades quanto em sistemas agroflorestais.
Quais são os benefícios antioxidantes do pequi para o organismo
O pequi se destaca pelo alto teor de compostos bioativos, especialmente carotenoides, vitamina C e outros antioxidantes naturais. Esses elementos contribuem para reduzir o estresse oxidativo, fenômeno relacionado ao desequilíbrio entre a produção de radicais livres e a capacidade de defesa do organismo.
Essa ação antioxidante está associada à proteção de células e tecidos, o que interessa a áreas como nutrição, saúde cardiovascular e envelhecimento celular. Estudos realizados até 2026 em universidades brasileiras apontam que a polpa e o óleo de pequi apresentam boa capacidade de inibir a oxidação de lipídios no sangue.

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Quais são os principais nutrientes e compostos do pequi
Além dos antioxidantes, o pequi apresenta uma composição nutricional que inclui fibras, vitaminas e minerais importantes para o dia a dia. A polpa amarela é rica em carotenoides, responsáveis pela coloração intensa e ligados à atividade antioxidante e à proteção da visão.
Já o óleo obtido do fruto concentra ácidos graxos, entre eles o ácido oleico, também presente em outros alimentos conhecidos da dieta brasileira. Em dietas que valorizam alimentos regionais, o pequi costuma complementar preparações à base de arroz, carnes e legumes, podendo até substituir parcialmente outras fontes de gordura.
- Carotenoides (provitamina A);
- Vitamina C, em menor quantidade, variando conforme o estágio de maturação;
- Gorduras mono e poli-insaturadas na forma de óleo;
- Fibras alimentares que auxiliam o trânsito intestinal;
- Minerais como potássio, magnésio e traços de outros micronutrientes.
Esses componentes tornam o pequi um aliado em cardápios que valorizam alimentos naturais do Cerrado. O fruto costuma ser consumido em arroz com pequi, frango com pequi, farofas, conservas e até em versões industrializadas, como óleo engarrafado. Se você gosta de cultivo, separamos esse vídeo do canal CHÃO ENCANTADO ensinando a fazer muda de pequi:
Vale lembrar que a polpa é bastante oleosa e energética, motivo pelo qual o consumo costuma ser orientado em porções moderadas dentro um plano alimentar bem distribuído ao longo do dia. Em algumas regiões, o fruto também é aproveitado em doces, pastas e molhos, ampliando sua presença em receitas típicas e contemporâneas. Em estudos recentes, a culinária do Cerrado tem sido valorizada em programas de gastronomia e projetos de turismo gastronômico, o que aumenta ainda mais a visibilidade do pequi.
Como plantar pequi de forma simples e sustentável
O cultivo do pequi exige paciência, já que a árvore pode levar alguns anos para iniciar a produção de frutos. Mesmo assim, agricultores que apostam na espécie buscam retorno a médio e longo prazo, integrando o pequi com outras culturas em sistemas mais diversificados e resilientes.
A árvore se adapta bem a solos típicos do Cerrado, geralmente mais ácidos e com menor fertilidade natural, embora responda positivamente a correções e manejo adequado. Em sistemas agroflorestais, o pequi contribui para sombreamento, atração de fauna e recuperação de áreas degradadas.
- Coleta das sementes: utilizar frutos maduros, geralmente caídos ao chão, retirando a polpa com cuidado para não se ferir nos espinhos do caroço;
- Preparo das mudas: semear o caroço em recipientes ou diretamente em canteiros, mantendo o solo levemente úmido, sem encharcar;
- Transplante: levar as mudas ao campo quando estiverem mais firmes, em covas preparadas com matéria orgânica e correção de acidez, se necessário;
- Espaçamento: adotar distância adequada entre as plantas, permitindo o crescimento da copa e o acesso para colheita e manejo;
- Cuidados iniciais: controlar mato competitivo, proteger contra formigas e monitorar pragas e doenças de forma integrada.
Boa parte dos produtores opta por sistemas de produção que combinam pequi com outras espécies arbóreas ou culturas anuais, o que favorece a conservação do solo e melhora o uso da área. Essa integração é considerada estratégica no Cerrado, especialmente em regiões que sofrem com degradação e perda de vegetação nativa.
Em propriedades familiares, o pequi pode ser aliado de quintais produtivos e projetos de restauração ecológica, ajudando a proteger nascentes e a fauna local. Incentivos a práticas agroecológicas e ao uso de sementes de origem conhecida contribuem para plantios mais resilientes e diversificados.
Como o pequi se relaciona com o Cerrado e o uso sustentável dos recursos naturais
Ao falar em pequi, também se fala em preservação do Cerrado e em uso racional dos recursos naturais. A coleta de frutos em áreas nativas continua sendo uma fonte importante de renda para comunidades extrativistas, mas o plantio planejado complementa essa atividade e ajuda a reduzir a pressão sobre árvores mais antigas.
A combinação entre extrativismo manejado e plantios comerciais ou agroflorestais amplia as possibilidades de abastecimento do mercado sem comprometer a regeneração das áreas. Dessa forma, o pequi fortalece cadeias produtivas regionais, valoriza saberes tradicionais e estimula políticas de conservação.
Ao integrar os benefícios antioxidantes do pequi com práticas de plantio adequadas, muitas regiões conseguem estimular economias locais, reforçar a segurança alimentar e contribuir para a manutenção da vegetação nativa do Cerrado. Dessa forma, o fruto se mantém presente na mesa, nas feiras e na paisagem, associado a um uso mais responsável dos recursos ambientais disponíveis.







