A Osteoporose é uma condição séria que afeta milhões de pessoas globalmente, caracterizada pela perda progressiva de massa óssea. No Brasil, aproximadamente 10 milhões de indivíduos sofrem com essa doença, segundo a Fundação Internacional de Osteoporose (IOF). A condição é particularmente prevalente entre os idosos, mas também pode impactar crianças, adolescentes e jovens adultos, tornando-se uma preocupação significativa para a saúde pública.
Essa doença é conhecida como “silenciosa” porque muitas vezes não apresenta sintomas até que ocorra uma fratura. O enfraquecimento dos ossos os torna mais suscetíveis a quebras, que podem resultar em complicações significativas, especialmente em pessoas mais velhas. Estudos mostram que essa condição deve ser monitorada com atenção para evitar complicações futuras.
Qual é o impacto do sedentarismo na saúde óssea?
Um fator crucial que contribui para a osteoporose é o sedentarismo. De acordo com o médico Luiz Felipe Carvalho, especialista em coluna vertebral e medicina regenerativa, a falta de atividade física é um dos hábitos que mais deixam os ossos fracos. A ausência de impacto e carga nos ossos reduz o estímulo para a formação óssea, acelerando a perda de densidade.

Carvalho destaca que, além da inatividade física, a exposição insuficiente ao sol piora o quadro, pois leva à deficiência de vitamina D. Essa vitamina é essencial para a absorção de cálcio, nutriente vital para a manutenção da saúde óssea. Sem essa absorção adequada, os ossos tornam-se porosos e quebradiços, aumentando o risco de fraturas. Esse fenômeno é particularmente preocupante em populações mais idosas.
Quais são os riscos associados à osteoporose?
A osteoporose causa um aumento significativo no risco de fraturas. Dados da IOF indicam que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens com mais de 50 anos vão sofrer uma fratura devido à fragilidade óssea. Essas fraturas podem ocorrer a partir de simples quedas ou atividades cotidianas, ressaltando a importância de abordagens preventivas. Anualmente, globalmente, ocorrem até 37 milhões de fraturas por fragilidade óssea em pessoas com mais de 55 anos.
O ortopedista Luiz Felipe Carvalho enfatiza que a saúde dos ossos está intimamente ligada à saúde dos músculos, que por sua vez dependem do metabolismo geral. A inatividade não apenas enfraquece os ossos, mas prejudica todo o sistema musculosquelético, sublinhando a necessidade de uma abordagem holística para prevenção.
Como prevenir a osteoporose para uma vida saudável?
A prevenção da osteoporose requer uma abordagem integrada que inclua atividade física regular, dieta rica em cálcio e vitamina D, e exposição adequada ao sol. Movimentar-se regularmente ajuda a estimular a formação óssea, enquanto uma dieta equilibrada e a suplementação, quando necessária, podem ajudar a manter a densidade óssea.
- Pratique exercícios de resistência e levantamento de pesos.
- Inclua laticínios e vegetais verdes folhosos na dieta.
- Considere a exposição ao sol como parte da rotina diária para reforçar níveis adequados de vitamina D.
- Faça checagens médicas periódicas para monitorar a saúde óssea.
A conscientização e a implementação de medidas preventivas são fundamentais para mitigar os efeitos da osteoporose e garantir uma melhor qualidade de vida à medida que a população envelhece. Adaptar um estilo de vida que promove a saúde óssea pode efetivamente reduzir o impacto dessa condição silenciosa e frequentemente subestimada.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









