Ficar um dia inteiro sem celular, internet, videogame ou mídias sociais parece impossível hoje em dia. Mas e se esse desafio — conhecido como jejum de dopamina — pudesse resetar a forma como seu cérebro responde a estímulos e aumentar seu prazer pelas coisas simples da vida?
O que é o jejum de dopamina
O termo “jejum de dopamina” não é uma definição científica formal, mas uma maneira prática de descrever um período sem estímulos constantes que liberam dopamina — o neurotransmissor ligado à sensação de recompensa.
Ao se afastar de notificações, vídeos curtos e feeds infinitos por 24 horas, você força o cérebro a operar com menos “gatilhos artificiais”, dando espaço para sensações mais naturais de prazer e foco.

Por que 24 horas fazem diferença
Mesmo em um único dia de jejum, o cérebro começa a reduzir a resposta automática aos estímulos digitais. Isso porque atividades como rolar a tela ou receber likes liberam dopamina de forma rápida e intensa, gerando uma espécie de vício comportamental.
Parar por um período curto, mas contínuo, ajuda a quebrar o ciclo de busca compulsiva por recompensas fáceis, abrindo espaço para valorizar experiências mais lentas e profundas.
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Como planejar um jejum de dopamina
Antes de começar, é essencial entender o que deve ser evitado e o que pode ser mantido para um jejum consistente. A ideia é eliminar situações que ativam picos repetidos de dopamina “artificial”.
Aqui estão os principais alvos comuns de um jejum de dopamina:
- Redes sociais e notificações que atraem atenção instantânea
- Mensagens e chats constantes que estimulam respostas imediatas
- Streaming de vídeos e jogos que ativam recompensas rápidas
Fazer essa pausa cria um ambiente mental propício para perceber como o cérebro reage sem estímulos permanentes. Selecionamos um vídeo do canal Andrei Mayer, que possui mais de 190 mil inscritos e te ajuda planejar um jejum de dopamina que dá certo.
O que você pode experimentar durante o jejum
Sem a tecnologia, muitas pessoas relatam experiências que parecem pequenas no início, mas profundas com o tempo. Isso inclui perceber mais o ambiente ao redor, descansar os olhos e notar detalhes antes ignorados.
Essas mudanças, por mais sutis que pareçam, mostram como a tecnologia molda nossa atenção e prazer de forma constante, e como uma pausa pode trazer clareza.
Dicas para sobreviver às 24 horas
Ficar longe de tecnologia pode ser desconfortável no começo, especialmente se você está acostumado a checar o celular dezenas de vezes ao dia. Ter um plano ajuda.
Essas práticas ajudam a manter o foco e a aproveitar o jejum de dopamina com mais leveza.
O jejum de dopamina mostra que pequenas pausas podem revelar muito sobre como nosso cérebro se adapta ao mundo conectado. Se você curte experiências que mudam a forma como vemos o cotidiano, continue explorando curiosidades e desafios que ajudam a entender melhor a mente humana.










