Quando a alimentação é suspensa por um tempo prolongado, ocorre uma diminuição dos níveis de insulina. Nessa fase, o corpo recorre às reservas de gordura, produzindo corpos cetônicos que servem como fontes alternativas de energia, especialmente para o cérebro e os músculos, isso é chamado de Jejum Intermitente.
Pesquisas mostram que essa transição favorece o emagrecimento, melhora a sensibilidade à insulina e reduz inflamações no corpo. Consequentemente, os efeitos positivos são observados não só na perda de peso, mas também em aspectos cardiovasculares, neurológicos e metabólicos em geral.

Quais são os benefícios comprovados pela ciência?
Diversos estudos clínicos têm investigado os impactos do jejum intermitente e os resultados são animadores. Esta prática não se resume apenas à perda de peso, apresentando benefícios abrangentes em diferentes sistemas do corpo e em indicadores de saúde a longo prazo.
A seguir, estão alguns dos principais efeitos positivos descritos na literatura científica, que ajudam a explicar por que o jejum intermitente vem sendo estudado como ferramenta complementar na prevenção de doenças crônicas:
💪🍃 Principais Benefícios Metabólicos e Fisiológicos
| Benefício | Descrição | Impacto no Organismo |
|---|---|---|
| Controle glicêmico aprimorado | Auxilia na regulação dos níveis de açúcar no sangue | Contribui para a prevenção e manejo do diabetes |
| Redução da inflamação sistêmica | Combate inflamações generalizadas no corpo | Melhora a saúde cardiovascular e reduz o risco de doenças crônicas |
| Neuroproteção ativa | Protege as funções cerebrais e reduz danos neuronais | Diminui o risco de doenças neurodegenerativas |
| Melhoria da composição corporal | Favorece a redução de gordura e o ganho ou manutenção de massa magra | Aumenta a disposição e melhora o metabolismo |
| Fortalecimento do sistema imunológico | Aumenta a eficiência da resposta imunológica do corpo | Melhora a resistência a infecções e o equilíbrio geral da saúde |
💡 Dica: manter hábitos saudáveis e alimentação equilibrada potencializa todos esses benefícios para o corpo e a mente.
Como iniciar o jejum intermitente de maneira segura?
Para aqueles que desejam experimentar o jejum intermitente, o método 16:8 é frequentemente recomendado para iniciantes. Este protocolo envolve 16 horas de jejum e uma janela alimentar de 8 horas, que pode ser ajustada conforme a rotina, desde que mantenha regularidade.
Durante as horas de alimentação, é crucial optar por uma dieta rica e nutritiva, com foco em alimentos minimamente processados. Recomenda-se o consumo de proteínas magras, gorduras saudáveis, carboidratos complexos, vegetais variados e frutas de baixo índice glicêmico, além de água, chás e café sem açúcar no período de jejum.
Para compreender melhor o jejum intermitente, assista ao vídeo a seguir, no qual a nutricionista Tatiana Zanin explica o assunto de forma clara e didática no canal Tua Saúde.
Quem deve evitar ou ter cautela com o jejum intermitente?
Apesar dos benefícios, o jejum intermitente não é adequado para todos e pode representar riscos em alguns contextos clínicos. Grávidas, lactantes e pessoas com histórico de transtornos alimentares devem evitá-lo, assim como indivíduos com doenças crônicas sem acompanhamento profissional.
Além disso, pessoas com diabetes tipo 1, pressão arterial descontrolada ou insuficiência renal devem buscar orientação médica antes de iniciar essa prática. Crianças e adolescentes precisam de alimentação regular para o crescimento, e qualquer adulto interessado deve consultar um nutricionista para avaliar se o método é adequado ao seu perfil e objetivos.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









