Magnésio está em centenas de reações do corpo, participando de processos vitais que vão da produção de energia ao funcionamento dos músculos e do cérebro. Apesar disso, o mineral costuma passar despercebido até surgir algum desconforto, como fadiga, dores de cabeça ou pressão arterial elevada. Entender onde ele realmente ajuda e onde não faz tanta diferença é essencial para usar o magnésio com consciência e segurança.
Para que o magnésio é realmente importante no organismo?
O magnésio é fundamental para funções neuromusculares, cardiovasculares e metabólicas, segundo o Instituto Nacional de Saúde. Ele atua na contração e no relaxamento muscular, na transmissão dos impulsos nervosos e no equilíbrio de eletrólitos que mantêm o corpo funcionando corretamente.
Além disso, o mineral participa da síntese de proteínas, do controle da glicose e da produção de ATP, a principal fonte de energia celular. Por isso, níveis adequados de magnésio estão associados a melhor disposição física, menor estresse fisiológico e funcionamento mais eficiente do organismo como um todo.

Quais benefícios do magnésio têm melhor respaldo científico?
O magnésio apresenta evidências mais consistentes para leve redução da pressão arterial, prevenção de enxaqueca e apoio à recuperação muscular. Estudos publicados pelo NIH mostram que o mineral pode contribuir para o relaxamento dos vasos sanguíneos, ajudando modestamente no controle da pressão, especialmente em pessoas com ingestão insuficiente.
No caso da enxaqueca, há boa evidência de que o magnésio reduz a frequência das crises em parte dos pacientes, sendo inclusive citado em protocolos complementares. Já na recuperação muscular, ele auxilia na função muscular e na reposição de eletrólitos, o que pode reduzir sensação de fadiga após exercícios. Entre os efeitos mais bem documentados, destacam-se:
- Apoio no controle leve da pressão arterial
- Redução da frequência de crises de enxaqueca em algumas pessoas
- Contribuição para função e recuperação muscular
Esses benefícios tendem a ser mais perceptíveis quando existe deficiência prévia do mineral.
Entenda por que a suplementação de magnésio é essencial para a saúde no Brasil. O vídeo é do canal Dr Juliano Teles, que conta com mais de 1,2 milhão de inscritos, e apresenta os diferentes tipos de magnésio, como o dimalato e o treonato, explicando seus benefícios para o coração, cérebro e músculos:
Onde o magnésio não funciona tão bem como se acredita?
O magnésio não apresenta bons resultados para câimbras comuns em idosos quando não há deficiência comprovada. Apesar da fama, revisões científicas indicam que suplementar magnésio não reduz de forma consistente câimbras noturnas relacionadas ao envelhecimento.
Isso acontece porque muitas dessas câimbras estão ligadas a alterações neuromusculares, circulação ou uso de medicamentos, e não à falta do mineral. Nesses casos, o magnésio acaba criando expectativas irreais e pode atrasar a investigação da causa real do problema.
Leia também: Adeus fogão sujo: por que colocar uma colher de pau sobre a panela evita que a água transborde.

Quais alimentos são boas fontes de magnésio?
A principal forma de obter magnésio deve ser pela alimentação. Alimentos naturais e minimamente processados fornecem o mineral em conjunto com fibras, vitaminas e outros nutrientes que potencializam sua absorção e seus efeitos.
Antes de recorrer a suplementos, vale observar se a dieta inclui boas fontes. Veja alguns exemplos comuns e acessíveis:
| Alimento | Quantidade aproximada de magnésio |
|---|---|
| Sementes e castanhas | Alto teor |
| Folhas verdes escuras | Moderado a alto |
| Feijão e lentilha | Moderado |
| Grãos integrais | Moderado |
Uma alimentação variada costuma cobrir grande parte das necessidades diárias do mineral.

Quando suplementar, qual forma escolher e quais cuidados ter?
Quando a suplementação é indicada, formas como citrato e glicinato de magnésio costumam ser melhor absorvidas. O citrato é frequentemente usado quando há constipação associada, enquanto o glicinato tende a causar menos desconforto intestinal e é preferido para uso contínuo.
No entanto, a dose deve ser respeitada. Excesso de magnésio pode causar diarreia, queda de pressão e, em casos mais graves, alterações cardíacas. Pessoas com doença renal, que usam diuréticos ou certos antibióticos, precisam de atenção especial devido a interações e risco de acúmulo do mineral.
Por isso, a orientação final é clara: comer primeiro, suplementar quando indicado. Priorizar alimentos ricos em magnésio e recorrer à suplementação apenas quando houver necessidade real é a forma mais segura e eficaz de aproveitar os benefícios desse mineral essencial.







