A Vitamina D tem um papel essencial no corpo humano, sendo responsável pela absorção de cálcio, funções antioxidantes, e manutenção da saúde dos ossos e músculos. Embora o corpo possa sintetizar até 90% da vitamina D através da exposição à luz solar, a insuficiência dessa vitamina permanece comum. No Brasil, conhecido por seu clima ensolarado, uma parte considerável da população ainda enfrenta a deficiência desse nutriente vital.
Estudos revelam que um número significativo de brasileiros apresenta baixos níveis de vitamina D, mesmo em épocas do ano com alta incidência solar. Fatores como a urbanização e o uso frequente de protetores solares podem limitar a exposição ao sol, o que diminui a síntese dessa vitamina. Além disso, a condição genética individual também influencia essa capacidade de produção, aumentando a complexidade do problema.
Qual a influência da genética na deficiência de vitamina D?
A genética desempenha um papel crucial na forma como o corpo metaboliza a vitamina D. Variantes em determinados genes podem afetar a capacidade de o organismo produzir e utilizar essa vitamina eficazmente. Por exemplo, alterações nos genes CYP2R1 e DHCR7 podem reduzir a síntese e ativação da vitamina D, enquanto mutações no gene VDR podem influenciar a forma como o corpo responde à presença dessa substância.
Por que a deficiência de vitamina D é comum em países ensolarados?
Apesar do sol abundante, a deficiência de vitamina D ainda é um problema em países tropicais. Isso se deve a diversos fatores, incluindo o estilo de vida urbano, que limita a exposição ao sol, e a genética individual que pode afetar a síntese. Além disso, práticas como o uso intensivo de protetor solar e atividades predominantemente internas contribuem para essa situação.

Quais são os riscos associados à deficiência de vitamina D?
A falta de vitamina D traz diversos riscos à saúde, especialmente para ossos e músculos. A carência dessa vitamina pode aumentar a propensão a fraturas e comprometer a mobilidade, especialmente em idosos. Também há indicações de que a deficiência pode afetar o sistema imunológico, embora mais estudos sejam necessários para elucidar completamente esses efeitos.
Como abordar a insuficiência de vitamina D de forma personalizada?
Diagnosticar e tratar a deficiência de vitamina D de maneira eficaz requer uma abordagem personalizada. A intervenção deve considerar tanto os fatores genéticos quanto os ambientais específicos de cada pessoa. Médicos e nutricionistas desempenham um papel importante em avaliar adequadamente a causa da deficiência e em desenvolver estratégias de tratamento individualizadas para restaurar os níveis adequados de vitamina D.
Essas estratégias podem incluir a suplementação alimentar, modificações no estilo de vida que aumentem a exposição ao sol, e, em alguns casos, a investigação de tratamentos genéticos mais avançados. O foco deve ser sempre promover a saúde integral do indivíduo, considerando as complexidades de cada caso.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









