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Início Curiosidades

O paredão na Bolívia com 16 mil pegadas de dinossauro preservadas há 66 milhões de anos

Por Daniely Cardoso
30/07/2026
Em Curiosidades
O paredão de rocha localizado na região de Cal Orcko guarda um verdadeiro tesouro para a ciência mundial.

O paredão de rocha localizado na região de Cal Orcko guarda um verdadeiro tesouro para a ciência mundial.

Andar por terrenos rochosos e tentar visualizar a vida antiga parece algo distante do nosso dia a dia. Uma descoberta gigante no continente revelou marcas incríveis deixadas pouco antes da extinção desses animais. Os cientistas ficaram impressionados com a quantidade de pegadas de dinossauro encontradas em um único paredão.

Como a estrada na Bolívia revelou 16 mil pegadas de dinossauro

O paredão de rocha localizado na região de Cal Orcko guarda um verdadeiro tesouro para a ciência mundial. Os pesquisadores catalogaram mais de dezesseis mil marcas gravadas em uma rocha íngreme de calcário. O local funcionava como uma rota frequente de passagem para diferentes espécies que viviam na América do Sul. Esse rastro gigante registra os últimos momentos desses animais na Terra há sessenta e seis milhões de anos.

Além disso, o tamanho da rocha impressiona qualquer pessoa que olha a estrutura de perto no local. A caminhada de dezenas de animais criou uma espécie de rodovia pré-histórica gravada na pedra sólida. O detalhe é que a variação de tamanhos mostra filhotes e adultos andando no mesmo ritmo diário. A quantidade de detalhes mantida na rocha chocou os especialistas durante a expedição.

Esse rastro gigante registra os últimos momentos desses animais na Terra há sessenta e seis milhões de anos.

Leia também: Peixes do fundo oceânico mantêm a vida funcionando em um dos ambientes mais severos da Terra

Por que esses grandes répteis usavam esse caminho no passado

A região era cercada por um grande lago de água doce com vegetação abundante nas margens. Os herbívoros caminhavam diariamente até a água para se alimentar e fugir do calor forte da região. Na prática, a presença constante de comida transformou a margem em um ponto de encontro obrigatório para o bando. As caminhadas frequentes marcavam a lama fofa com profunda intensidade a cada passagem.

Essa movimentação intensa atraía também os carnívoros que caçavam na área em busca de presas fáceis. O lamaçal registrou os passos de dinossauros com pescoço longo e de caçadores bípedes muito velozes. A variedade de espécies no mesmo trecho prova que o local era um corredor vital de sobrevivência. A convivência na margem do lago durou milhares de anos sem interrupções.

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O que o solo antigo ensina sobre essas pegadas de dinossauro

A análise das marcas no chão ajuda a entender como esses bichos se comportavam em grupo na rotina. As trilhas paralelas indicam que muitas espécies andavam juntas para proteger os jovens contra ataques surpresa. O detalhe é que o peso dos gigantes afundava a lama e criava moldes perfeitos das patas no terreno. Acompanhe os principais tipos de registros encontrados no paredão da montanha:

  • Marcas de saurópodes com passos pesados e arredondados no solo.
  • Rastros de terópodes exibindo três dedos afiados voltados para a frente.
  • Passos de anquilossauros mostrando movimentação lenta perto da margem úmida.

Além disso, o estudo do solo revelou que a lama secava rapidamente sob o sol quente da época. Essa secagem rápida endurecia as marcas no chão antes que a maré seguinte cobrisse a área com areia. Na prática, esse ciclo repetido de lama e seca funcionou como um carimbo natural permanente. As camadas de sedimento protegeram o chão por milhões de anos sem desgastar os contornos.

Se você gosta de curiosidades, separamos esse vídeo do canal Me Leva Viajar mostrando mais sobre esse lugar:

De que forma o paredão na rocha preservou as pegadas de dinossauro

A posição vertical da rocha hoje em dia costuma confundir quem visita o local pela primeira vez. Na época em que os animais caminhavam por ali, o chão era totalmente plano e cheio de água. O movimento das placas tectônicas dobrou a crosta terrestre e empurrou o terreno para cima ao longo das eras. A montanha subiu e deixou a antiga praia em pé como uma parede gigante.

O detalhe é que a atividade de mineração de cimento na região ajudou a retirar as camadas de terra da frente. As máquinas rasparam a rocha e deixaram a parede de calcário totalmente exposta para o mundo ver. Além disso, os paleontólogos correm contra o tempo para selar a rocha contra a chuva e o vento. A erosão natural ameaça apagar parte desse tesouro histórico nos próximos anos.

Como ver de perto esse achado histórico sem passar perrengue

Planejar uma viagem até a cidade de Sucre é o primeiro passo para conhecer esse paredão de perto. O parque local conta com mirantes e binóculos que facilitam a observação das marcas na pedra gigante. O passeio é ideal para quem aprecia história natural sem precisar fazer trilhas perigosas na mata.

Contratar um guia local garante que você entenda a história de cada trilha gravada na rocha. Chegue no início da manhã para evitar o sol forte e aproveitar os pontos de iluminação na pedra. Essa visita oferece um olhar único sobre o passado do nosso planeta sem complicação.

Tags: boliviacienciaDinossaurosfosseis
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