A Angioplastia, também chamada de intervenção coronária percutânea, é um procedimento minimamente invasivo usado para desobstruir artérias bloqueadas ou estreitadas, restaurando o fluxo sanguíneo e reduzindo o risco de infarto, sendo hoje uma alternativa importante à cirurgia de revascularização miocárdica tradicional.
De acordo com o StatPearls, a angioplastia coronária transluminal percutânea é um procedimento minimamente invasivo indicado para tratar o estreitamento ou a obstrução das artérias coronárias, com o objetivo de restabelecer o fluxo sanguíneo adequado ao músculo cardíaco isquêmico. Atualmente, essa técnica figura entre os procedimentos médicos mais realizados nos Estados Unidos, refletindo sua ampla aplicação no manejo das doenças cardiovasculares.
Como a angioplastia funciona no tratamento das artérias coronárias?
Introduzida por Andreas Gruentzig em 1977, a angioplastia revolucionou o tratamento da doença arterial coronariana ao usar um cateter fino com balão na extremidade para comprimir placas de gordura e colesterol nas paredes das artérias. Esse mecanismo aumenta o diâmetro interno do vaso, melhora a circulação sanguínea e se tornou fundamental no manejo de diversas condições cardíacas, especialmente a aterosclerose.
Com o avanço tecnológico, stents metálicos com revestimento medicamentoso passaram a ser usados de forma rotineira, reduzindo o risco de reestreitamento da artéria após o procedimento e melhorando a durabilidade dos resultados.
Para compreender melhor a angioplastia, assista ao vídeo a seguir, no qual os cardiologistas intervencionistas Dr. Carlos Campos e Dr. José Mariani explicam o assunto de forma clara e didática no Hospital Israelita Albert Einstein.
Como é realizado o procedimento de angioplastia?
A angioplastia utiliza um cateter-balão guiado até as artérias coronárias por via arterial, geralmente pela virilha ou punho, sob anestesia local e sedação leve. Ao chegar ao ponto de estreitamento, o balão é inflado para comprimir a placa que obstrui o vaso, restaurando o diâmetro adequado e o fluxo sanguíneo ao coração.
Na maior parte dos casos, um stent é implantado para manter a artéria aberta, e a escolha entre stent metálico simples ou farmacológico depende do perfil do paciente, da lesão e do risco de reestenose, sempre avaliados pela equipe de cardiologia intervencionista. Veja a tabela a seguir:
❤️🩺 Etapas do procedimento de angioplastia
| Etapa | Descrição | Observações médicas |
|---|---|---|
| 1. Introdução do cateter-balão | O cateter é guiado até as artérias coronárias por via arterial, geralmente pela virilha ou punho, sob anestesia local e sedação leve. | A escolha do acesso depende da anatomia do paciente e da experiência da equipe médica. |
| 2. Dilatação do vaso | O balão é inflado no ponto de estreitamento para comprimir a placa e restaurar o fluxo sanguíneo ao coração. | Esse passo melhora o diâmetro do vaso e reduz o bloqueio arterial. |
| 3. Colocação do stent | Na maioria dos casos, é implantado um stent para manter a artéria aberta após a dilatação. | A escolha entre stent metálico simples ou farmacológico depende do perfil do paciente e do risco de reestenose. |
| 4. Avaliação final | Após o implante, são feitas imagens para confirmar o fluxo sanguíneo adequado. | A equipe de cardiologia intervencionista define os cuidados e medicamentos pós-procedimento. |
💡 Dica: Após a angioplastia, o acompanhamento médico e o uso correto das medicações são essenciais para evitar novas obstruções.
Quando a angioplastia é indicada para o paciente cardíaco?
A angioplastia é especialmente indicada na aterosclerose com placas que causam estreitamento significativo das coronárias, sobretudo em pacientes com sintomas como dor no peito ou falta de ar aos esforços. Em emergências, como no infarto agudo do miocárdio, pode ser decisiva para salvar músculo cardíaco ao restabelecer rapidamente o fluxo sanguíneo.
Para orientar a decisão, os médicos consideram não apenas os sintomas, mas também exames de imagem, testes de isquemia e o número de vasos acometidos. Entre as principais situações clínicas em que a angioplastia costuma ser avaliada, destacam-se:
- Angina estável: Dor torácica recorrente associada a estreitamento relevante das artérias coronárias.
- Síndrome coronária aguda: Angina instável e infarto agudo do miocárdio, em que a intervenção rápida protege o músculo cardíaco.
- Doença multivascular: Comprometimento de múltiplas artérias coronárias, exigindo avaliação conjunta com a cirurgia.
- Evidência de isquemia: Testes não invasivos demonstrando áreas importantes de isquemia miocárdica.
Quais são os riscos e complicações da angioplastia?
A angioplastia é considerada segura, mas, como qualquer procedimento invasivo, apresenta riscos, com cerca de 5% dos casos exibindo algum tipo de complicação. Entre elas, podem ocorrer sangramento no local de punção, formação de coágulos, reação ao contraste e, mais raramente, dissecções ou perfurações da artéria.
Complicações tardias incluem reestenose por tecido cicatricial e trombose de stent, que pode causar obstrução súbita do fluxo sanguíneo; esses riscos são maiores em pacientes com múltiplas artérias comprometidas, diabetes ou doença renal crônica, exigindo seguimento rigoroso e uso adequado de medicações.
Como é a recuperação após a angioplastia?
A recuperação costuma ser rápida, e muitos pacientes recebem alta no mesmo dia ou em 24 horas, retornando a atividades não físicas em pouco tempo. Usar corretamente os medicamentos antiagregantes plaquetários é essencial para prevenir coágulos no stent e garantir a eficácia do tratamento.
Após o procedimento, recomenda-se adotar hábitos saudáveis, como dieta equilibrada, exercícios regulares, controle de pressão, colesterol e glicemia, além de evitar o tabagismo. É importante ficar atento a sinais de alerta, como dor intensa, sangramento excessivo ou febre, e procurar assistência médica imediata se surgirem sintomas suspeitos.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271






