No início do BBB 26, um incidente chamou atenção: Henri Castelli precisou deixar repentinamente a primeira prova do líder. Após cair da plataforma durante a competição, o ator foi retirado por suspeita de Convulsão. A produção do programa logo informou aos participantes que ele estava sob cuidados médicos e em condições estáveis.
Crises convulsivas, embora alarmantes, não são incomuns. Trata-se de contrações musculares involuntárias, que muitas vezes incluem perda de consciência. Essas crises podem durar de um a cinco minutos e são resultado de uma atividade elétrica anormal no cérebro. De acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), uma em cada dez pessoas pode experimentar uma Convulsão ao longo da vida.
O que pode desencadear uma Convulsão?
Entre as causas possíveis, a epilepsia é a mais conhecida. No entanto, outros fatores também podem desencadear convulsões. Febres altas em crianças, privação de sono, consumo exagerado de álcool, hipoglicemia e desequilíbrios de minerais, como sódio e cálcio, são exemplos comuns. Infecções cerebrais, traumas na cabeça e estresse intenso também podem ser gatilhos, conforme explica a neurologista Natasha Consul Sgarioni.

Como agir durante uma Convulsão?
É crucial manter a calma e garantir a segurança do paciente. A primeira ação deve ser chamar atendimento médico especializado. Enquanto o auxílio não chega, é importante afastar objetos que possam machucar a pessoa em crise. Proteger a cabeça com um travesseiro ou pano pode evitar que ela se machuque. Não se deve tentar conter os espasmos. Caso haja salivação intensa, virar delicadamente a cabeça da pessoa de lado ajuda a prevenir sufocamento.
A gravidade das convulsões
Nem todas as convulsões são imediatamente perigosas. Geralmente, elas duram menos de dois minutos e cessam sozinhas. Entretanto, se uma crise persistir por mais de cinco minutos, ou ocorrerem repetidamente sem que a pessoa recupere a consciência, a situação exige atendimento médico urgente, em um quadro denominado estado de mal epiléptico. Crises ocorrendo durante atividades como dirigir ou nadar podem se tornar ainda mais perigosas, especialmente se houver condições de saúde preexistentes, como doenças cardíacas ou respiratórias.
Como proceder após uma crise convulsiva?
Após uma crise, é fundamental buscar a avaliação de um neurologista. Os exames iniciais geralmente incluem análises de sangue para checar glicose e minerais, além de um eletroencefalograma, que permite avaliar a atividade elétrica cerebral. Em certos casos, exames de imagem, como tomografias ou ressonâncias magnéticas, são realizados para identificar possíveis anormalidades.
Compreender os sintomas e causas das convulsões é essencial para seu manejo adequado. A pesquisa médica sobre o tema evolui continuamente, oferecendo melhores estratégias para diagnóstico e tratamento, garantindo maior segurança e qualidade de vida para os pacientes afetados.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271










