A Dor Lombar, conhecida também como lombalgia, é uma condição amplamente difundida que afeta indivíduos em todo o mundo. Estima-se que até 80% da população mundial tenha experimentado essa dor em algum momento da vida, sendo frequentemente a principal razão para ausência no trabalho e limitação nos movimentos diários. Na maioria dos casos, não está associada a doenças graves, mas a fatores como má postura, esforço físico inadequado, inflamação muscular, hérnia de disco, artrose e degeneração natural dos discos intervertebrais.
Quais são os principais sinais de alerta na dor lombar?
A dor lombar pode variar de leve a intensa e, em muitos casos, se resolve espontaneamente com medidas simples. Porém, alguns sintomas exigem atenção médica imediata, por poderem indicar comprometimento neurológico ou infecção.
Entre os sinais de alerta estão dor irradiada para as pernas, formigamento ou dormência na região pélvica, fraqueza muscular, perda de controle dos esfíncteres e febre alta associada à dor. Dores persistentes que não melhoram com medicação ou repouso também merecem avaliação especializada.
Para compreender melhor a dor lombar, assista ao vídeo a seguir, no qual o Dr. Nicodemos Vaz explica o assunto de forma clara e didática no canal Dr. Nicodemos Vaz.
Como é feito o tratamento eficaz da lombalgia?
O tratamento da lombalgia costuma começar de forma conservadora, priorizando o controle da dor e a recuperação funcional gradual. Durante o episódio agudo, recomenda-se repouso relativo em posição confortável, como deitar de lado em posição fetal, além do uso orientado de analgésicos e anti-inflamatórios.
À medida que a dor diminui, exercícios de fortalecimento muscular e flexibilidade tornam-se fundamentais para prevenir novas crises. Em casos crônicos, podem ser indicados programas educativos de autocuidado, fisioterapia, acupuntura e outras terapias complementares; a cirurgia é reservada para situações com compressão nervosa significativa.
💆♀️🩺 Tratamentos Recomendados para Lombalgia
| Fase do Tratamento | Medidas Indicadas | Objetivo |
|---|---|---|
| Episódio agudo | Repouso relativo em posição confortável, como de lado em posição fetal; uso orientado de analgésicos e anti-inflamatórios | Reduzir a dor e permitir o início da recuperação funcional |
| Fase de recuperação | Exercícios de fortalecimento muscular e alongamentos leves | Restaurar a flexibilidade e prevenir novas crises |
| Lombalgia crônica | Programas educativos de autocuidado, fisioterapia, acupuntura e terapias complementares | Manter o bem-estar e evitar recorrência da dor |
| Casos com compressão nervosa | Avaliação médica especializada e possível indicação cirúrgica | Aliviar a pressão sobre os nervos e restaurar a função |
💡 Dica: manter uma rotina de exercícios leves e postura correta no dia a dia é essencial para prevenir novas crises de lombalgia.
Quais hábitos ajudam a prevenir novas crises de lombalgia?
A prevenção das crises de dor lombar depende de ajustes no estilo de vida e na forma como a coluna é exigida diariamente. Pequenas mudanças de rotina podem reduzir bastante o risco de recorrência e melhorar a qualidade de vida.
- Corrigir a postura ao sentar-se para trabalhar ou estudar.
- Praticar exercícios regulares para fortalecimento do core e alongamento.
- Manter um peso corporal saudável para reduzir a sobrecarga na coluna.
- Utilizar técnicas adequadas para levantar e carregar objetos pesados.
- Escolher um colchão e travesseiro adequados e cuidar da ergonomia do ambiente de trabalho.

Exercícios físicos ajudam ou prejudicam durante uma crise de dor lombar?
Na fase aguda da lombalgia, exercícios intensos são desaconselháveis, pois podem agravar a dor e a inflamação. Nesse período inicial, deve-se priorizar repouso relativo, evitar alongamentos vigorosos, massagens ou manipulações sem orientação profissional específica.
Após a redução da dor, a prática regular de exercícios supervisionados tende a ser muito benéfica. O fortalecimento dos músculos das costas e do abdômen melhora a estabilidade da coluna e a distribuição do peso corporal, reduzindo o risco de novas crises e favorecendo a recuperação a longo prazo.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









