Sentir sono durante o dia é uma queixa frequente em diferentes faixas etárias e costuma chamar atenção quando começa a atrapalhar a rotina. O indivíduo pode perceber queda de rendimento no trabalho ou nos estudos, lapsos de atenção e dificuldade para manter-se desperto em atividades que antes não causavam cansaço. Em alguns casos, o sono diurno aparece de forma leve, apenas como preguiça ou moleza; em outros, torna-se tão intenso que leva a cochilos involuntários. Esse sono em excesso durante o dia recebe o nome de sonolência diurna excessiva e geralmente está ligado a alterações na qualidade ou na quantidade do sono noturno.
O que significa sentir sono durante o dia
Sentir sono durante o dia significa que o corpo não está conseguindo manter o nível de alerta esperado para aquele horário. Em situações normais, a maior parte das pessoas permanece desperta e ativa durante o dia e dorme à noite, seguindo o chamado ritmo circadiano.
Quando a sonolência diurna é frequente, o organismo envia um sinal de que algo nessa engrenagem não está funcionando bem. Esse quadro pode surgir com necessidade constante de estimulantes, sensação de “cabeça pesada” e maior risco de erros em tarefas simples do dia a dia.

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Quais são as principais causas de sonolência diurna excessiva
A sonolência durante o dia pode ter múltiplas origens, que vão desde hábitos de vida até doenças específicas do sono. Além de noites mal dormidas, alterações hormonais, uso de substâncias e problemas emocionais podem agravar a sensação de cansaço e de queda de energia.
Entre as causas mais comuns de sonolência diurna excessiva estão fatores comportamentais, clínicos e neurológicos que muitas vezes se somam, potencializando o problema:
- Privação de sono: dormir menos horas do que o necessário, seja por trabalho, estudos ou uso prolongado de telas.
- Má qualidade do sono: despertares frequentes, barulho, luz excessiva no quarto ou ambiente desconfortável.
- Apneia do sono: pausas na respiração durante a noite, geralmente acompanhadas de ronco alto, que fragmentam o sono.
- Trabalho em turnos: horários alternados ou noturnos, que desorganizam o relógio biológico.
- Uso de medicamentos: alguns remédios para alergia, ansiedade, depressão ou epilepsia podem aumentar o sono.
- Doenças clínicas: hipotireoidismo, anemia, diabetes descompensado e outras condições podem causar cansaço e sonolência.
- Transtornos do sono: narcolepsia, insônia crônica, síndrome das pernas inquietas, entre outros.
Além dessas causas, fatores emocionais, como estresse prolongado, ansiedade e depressão, também podem interferir no padrão de sono e gerar cansaço diurno. Em muitos casos, mais de um fator aparece ao mesmo tempo, o que torna importante uma avaliação cuidadosa para identificar o que está contribuindo para o problema. Se você gosta de ouvir especialistas, separamos esse vídeo do canal Nutricionista Patricia Leite falando mais sobre esse assunto:
Quando o sono durante o dia é um sinal de alerta
Nem toda sonolência diurna é motivo de grande preocupação, especialmente após noites pontuais mal dormidas. O quadro merece atenção especial, porém, quando passa a ser frequente, intenso ou quando outras queixas aparecem em conjunto, como roncos fortes, acordar cansado ou alterações de humor.
Alguns sinais indicam que é hora de procurar orientação profissional, pois podem estar relacionados a doenças do sono ou a problemas clínicos mais amplos que exigem diagnóstico e tratamento adequados para evitar complicações futuras.
- Sonolência quase diária por mais de três semanas.
- Cochilos involuntários em situações que exigem atenção, como ao dirigir ou em reuniões.
- Desempenho prejudicado na escola, na faculdade ou no trabalho.
- Cefaleias matinais, roncos intensos ou relato de pausas na respiração durante o sono.
- Mudanças de humor, irritabilidade ou dificuldade de concentração associadas ao cansaço.
Quando o sono diurno está ligado à apneia do sono, por exemplo, há associação com riscos cardiovasculares, como pressão alta e alterações no coração. Já em casos de narcolepsia, o indivíduo pode apresentar ataques de sono súbitos e perda momentânea de tônus muscular.
Como reduzir o sono excessivo durante o dia
O primeiro passo para reduzir a sonolência diurna é observar a rotina e investigar possíveis causas. Pequenas mudanças de hábito costumam fazer diferença significativa nos casos leves, ajudando a regular o relógio biológico e a melhorar a qualidade do sono noturno.
Algumas medidas simples podem ser consideradas como ponto de partida, e quando não são suficientes, torna-se importante buscar avaliação com especialista para investigação detalhada, incluindo exames específicos quando necessário.
Quando as mudanças de hábito não são suficientes ou quando há suspeita de doença do sono, exames como a polissonografia podem ser solicitados por um especialista. O tratamento então passa a ser direcionado à causa: uso de dispositivos para apneia, ajuste de medicamentos, terapia cognitivo-comportamental para insônia ou outras estratégias específicas para cada situação.










