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Início Bem-Estar

O refúgio verde que muitas mamães encontram no puerpério dentro de casa

Por Daniely Cardoso
12/02/2026
Em Bem-Estar, saúde
O refúgio verde que muitas mamães encontram no puerpério dentro de casa

O contato com plantas está associado à melhora do bem-estar emocional

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Logo após a chegada do bebê, é comum a casa ficar cheia de fraldas, mamadas, noites em claro e um mundo novo de sentimentos. Em meio a tudo isso, muitas pessoas no puerpério têm encontrado nas pequenas hortas caseiras um respiro: um momento simples, tranquilo e só delas, que ajuda a organizar o dia e cuidar um pouco de si mesmas enquanto cuidam do recém-nascido.

Como pequenas hortas funcionam como atividade terapêutica no puerpério

A ideia de usar pequenas hortas como apoio emocional no pós-parto vem da horticultura terapêutica, em que o contato com plantas favorece bem-estar e sensação de calma. Em casa, isso pode ser bem simples: alguns vasos, recipientes reaproveitados ou floreiras em varandas, janelas ou áreas de serviço já são suficientes.

Para quem está no puerpério, tarefas rápidas e previsíveis costumam ser mais fáceis de manter. Assim, a horta pode ser dividida em pequenas ações ao longo do dia, que tragam leveza, e não mais uma obrigação pesada na rotina.

Diga adeus à poluição do ar com ideias simples e eficazes
A ideia de usar pequenas hortas como apoio emocional no pós-parto vem da horticultura terapêutica – Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

Leia também: Plantas no quarto da gestante: como criar um ambiente bonito, seguro e acolhedor

Que pequenas ações podem fazer a horta caber na rotina do pós-parto

Para que a horta seja realmente um apoio, e não fonte de estresse, é importante encaixar o cuidado com as plantas em momentos curtos, aproveitando brechas entre mamadas e cochilos do bebê. Abaixo, alguns exemplos de como isso pode acontecer de forma simples:

  • Separar alguns minutos para observar as plantas pela manhã;
  • Regar rapidamente em horários que combinem com a rotina do bebê;
  • Colher folhas de ervas frescas para chás ou temperos;
  • Registrar o desenvolvimento das plantas por fotos, se isso fizer sentido para a pessoa.

Quais benefícios a horta pode trazer na fase do pós-parto

Cuidar de uma pequena horta no puerpério pode trazer benefícios emocionais, físicos e práticos no dia a dia. Ao acompanhar o crescimento das plantas, muitas pessoas relatam sensação de realização, mesmo em dias mais caóticos, em que quase nada parece “terminar”. Esse processo pode até apoiar a percepção sobre sinais de exaustão e incentivar a busca de ajuda profissional quando necessário.

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Organizar uma rotina mínima em torno das plantas ajuda a perceber melhor a passagem do tempo, reduz a sensação de isolamento e ainda incentiva movimentos leves, como levantar, caminhar até o vaso e mexer na terra, sempre respeitando as orientações da equipe de saúde. Se você gosta de plantas, separamos esse video da Carol do canal Minhas Plantas, ensinando a como montar uma horta em casa:

Como montar uma pequena horta no puerpério sem se sobrecarregar

Para que a horta seja uma aliada, é essencial considerar o tempo, o espaço e a energia disponíveis nesse período. Em vez de começar com muitos vasos, vale escolher poucas espécies fáceis de cuidar, ajustando o tamanho da horta à rotina real da casa e às limitações físicas do pós-parto.

  1. Escolher o local – varandas, janelas ensolaradas ou áreas de serviço bem ventiladas, com acesso fácil e sem esforço físico intenso.
  2. Selecionar recipientes – vasos pequenos, jardineiras, baldes limpos ou potes reaproveitados, sempre com furos para drenagem.
  3. Optar por espécies simples – como manjericão, hortelã, cebolinha, salsinha, alecrim, alface e rúcula.
  4. Planejar o tempo de cuidado – preferir plantas que não exijam regas muito frequentes e tolerem pequenos períodos de intervalo, evitando sensação de culpa se algum dia for preciso priorizar apenas o descanso.
  5. Dividir tarefas – quando possível, pedir apoio de parceiros, familiares ou amigos com regas e manutenção, transformando a horta em um espaço de cuidado coletivo e de troca.

Quais plantas e cuidados costumam ser mais adequados nesse período

No puerpério, vale priorizar espécies que cresçam rápido, precisem de poucos cuidados e tragam retorno em aroma, cor ou colheita. Isso ajuda a manter a motivação e reforça a sensação de que algo está evoluindo de forma visível, mesmo nos dias mais cansativos.

Planta recomendada Nível de cuidado Tempo médio para uso Benefícios práticos na rotina
Hortelã Baixo 3 a 4 semanas Uso em chás e águas aromatizadas, aroma marcante e refrescante.
Manjericão Médio 4 a 6 semanas Tempero para molhos e saladas, folhas vistosas que facilitam a percepção de crescimento.
Cebolinha Baixo 3 a 5 semanas Uso diário em pratos rápidos, rebrota após o corte.
Salsinha Médio 5 a 7 semanas Complemento para sopas e refogados, podendo ser colhida em pequenas quantidades ao longo do tempo.
Alface Médio 6 a 8 semanas Base para saladas frescas, permite pequenos desfolhamentos em vez de colheita total.

O uso dessas plantas precisa respeitar orientações nutricionais e possíveis restrições de saúde no pós-parto. Mais do que produzir alimentos, colher uma folha recém-crescida e colocá-la no prato pode ser um gesto simbólico de cuidado consigo mesma, um lembrete de que a pessoa que cuida do bebê também merece atenção e afeto.

Tags: plantas no puerpériopuerpérioterapia verde
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