Logo após a chegada do bebê, é comum a casa ficar cheia de fraldas, mamadas, noites em claro e um mundo novo de sentimentos. Em meio a tudo isso, muitas pessoas no puerpério têm encontrado nas pequenas hortas caseiras um respiro: um momento simples, tranquilo e só delas, que ajuda a organizar o dia e cuidar um pouco de si mesmas enquanto cuidam do recém-nascido.
Como pequenas hortas funcionam como atividade terapêutica no puerpério
A ideia de usar pequenas hortas como apoio emocional no pós-parto vem da horticultura terapêutica, em que o contato com plantas favorece bem-estar e sensação de calma. Em casa, isso pode ser bem simples: alguns vasos, recipientes reaproveitados ou floreiras em varandas, janelas ou áreas de serviço já são suficientes.
Para quem está no puerpério, tarefas rápidas e previsíveis costumam ser mais fáceis de manter. Assim, a horta pode ser dividida em pequenas ações ao longo do dia, que tragam leveza, e não mais uma obrigação pesada na rotina.

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Que pequenas ações podem fazer a horta caber na rotina do pós-parto
Para que a horta seja realmente um apoio, e não fonte de estresse, é importante encaixar o cuidado com as plantas em momentos curtos, aproveitando brechas entre mamadas e cochilos do bebê. Abaixo, alguns exemplos de como isso pode acontecer de forma simples:
- Separar alguns minutos para observar as plantas pela manhã;
- Regar rapidamente em horários que combinem com a rotina do bebê;
- Colher folhas de ervas frescas para chás ou temperos;
- Registrar o desenvolvimento das plantas por fotos, se isso fizer sentido para a pessoa.
Quais benefícios a horta pode trazer na fase do pós-parto
Cuidar de uma pequena horta no puerpério pode trazer benefícios emocionais, físicos e práticos no dia a dia. Ao acompanhar o crescimento das plantas, muitas pessoas relatam sensação de realização, mesmo em dias mais caóticos, em que quase nada parece “terminar”. Esse processo pode até apoiar a percepção sobre sinais de exaustão e incentivar a busca de ajuda profissional quando necessário.
Organizar uma rotina mínima em torno das plantas ajuda a perceber melhor a passagem do tempo, reduz a sensação de isolamento e ainda incentiva movimentos leves, como levantar, caminhar até o vaso e mexer na terra, sempre respeitando as orientações da equipe de saúde. Se você gosta de plantas, separamos esse video da Carol do canal Minhas Plantas, ensinando a como montar uma horta em casa:
Como montar uma pequena horta no puerpério sem se sobrecarregar
Para que a horta seja uma aliada, é essencial considerar o tempo, o espaço e a energia disponíveis nesse período. Em vez de começar com muitos vasos, vale escolher poucas espécies fáceis de cuidar, ajustando o tamanho da horta à rotina real da casa e às limitações físicas do pós-parto.
- Escolher o local – varandas, janelas ensolaradas ou áreas de serviço bem ventiladas, com acesso fácil e sem esforço físico intenso.
- Selecionar recipientes – vasos pequenos, jardineiras, baldes limpos ou potes reaproveitados, sempre com furos para drenagem.
- Optar por espécies simples – como manjericão, hortelã, cebolinha, salsinha, alecrim, alface e rúcula.
- Planejar o tempo de cuidado – preferir plantas que não exijam regas muito frequentes e tolerem pequenos períodos de intervalo, evitando sensação de culpa se algum dia for preciso priorizar apenas o descanso.
- Dividir tarefas – quando possível, pedir apoio de parceiros, familiares ou amigos com regas e manutenção, transformando a horta em um espaço de cuidado coletivo e de troca.
Quais plantas e cuidados costumam ser mais adequados nesse período
No puerpério, vale priorizar espécies que cresçam rápido, precisem de poucos cuidados e tragam retorno em aroma, cor ou colheita. Isso ajuda a manter a motivação e reforça a sensação de que algo está evoluindo de forma visível, mesmo nos dias mais cansativos.
O uso dessas plantas precisa respeitar orientações nutricionais e possíveis restrições de saúde no pós-parto. Mais do que produzir alimentos, colher uma folha recém-crescida e colocá-la no prato pode ser um gesto simbólico de cuidado consigo mesma, um lembrete de que a pessoa que cuida do bebê também merece atenção e afeto.






