Você já reparou como o tomate está sempre presente na nossa mesa, seja na salada simples do dia a dia ou naquele molho bem caprichado do fim de semana? Além de versátil, ele vem chamando atenção dos pesquisadores por causa de uma substância chamada licopeno, que pode ajudar a proteger o coração e reduzir fatores de risco ligados às doenças cardiovasculares. Em 2026, o interesse científico sobre esse composto segue em alta, com novos estudos investigando seu papel na prevenção de problemas cardíacos.
O que é licopeno e por que ele faz bem para o coração
O licopeno é um carotenoide, responsável pela cor vermelha intensa do tomate, da melancia, da goiaba vermelha e de outras frutas bem coloridas. Ele se destaca principalmente pela ação antioxidante, ajudando o corpo a lidar com o excesso de radicais livres que produzimos naturalmente no dia a dia, atuando como um importante protetor celular.
Quando esses radicais livres estão em excesso, ocorre o chamado estresse oxidativo, que pode danificar vasos sanguíneos, favorecer a oxidação do colesterol LDL e contribuir para placas de gordura nas artérias. Pesquisas apontam que o licopeno ajuda a reduzir esse estresse, criando um ambiente mais favorável para o sistema circulatório, especialmente quando faz parte de uma alimentação equilibrada.

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Por que o tomate é tão citado em estudos sobre saúde cardiovascular
O tomate é considerado uma das principais fontes de licopeno na alimentação e, por isso, aparece com frequência em pesquisas sobre proteção cardiovascular. Pessoas que consomem mais tomate e derivados costumam apresentar níveis mais altos de licopeno no sangue, o que se relaciona a menor risco de infarto e AVC, sempre em conjunto com outros hábitos saudáveis.
Um detalhe interessante é que o licopeno é melhor absorvido quando o tomate é consumido cozido e com alguma gordura boa, como azeite de oliva. Como ele é lipossolúvel, molhos, purês e extratos de tomate podem oferecer uma concentração maior desse nutriente, ajudando a aumentar a ingestão no dia a dia e potencializando seu efeito cardioprotetor. Além disso, refeições que combinam tomate com fontes de gorduras boas parecem favorecer ainda mais a absorção.
Como incluir tomate na rotina para cuidar melhor do coração
No cotidiano, o tomate entra como aliado na prevenção de doenças cardiovasculares dentro de um estilo de vida mais saudável. Além do licopeno, ele contribui com vitamina C, potássio, água e fibras, nutrientes ligados ao controle da pressão arterial, do colesterol e ao bom funcionamento dos vasos.
Não é preciso nada muito elaborado: tomate em saladas, molhos caseiros, sopas, sucos mistos e refogados já ajudam bastante. Variar as formas de preparo facilita manter um padrão alimentar mais próximo das recomendações de cardiologistas e nutricionistas, sem perder o prazer de comer bem. Em algumas rotinas, incluir tomate em lanches, omeletes ou preparações integrais também torna o consumo mais constante. Se você gosta de ouvir profissionais, separamos esse vídeo da
Nutricionista Patricia Leite mostrando com mais detalhes sobre os benefícios do tomate:
Quais são os principais benefícios do tomate e do licopeno para o coração
Diversos estudos associam o consumo regular de tomate e licopeno a efeitos positivos na saúde cardiovascular. Abaixo estão alguns pontos que aparecem com frequência nessas pesquisas e ajudam a entender por que esse alimento ganhou tanto espaço nas conversas sobre coração:
- Redução do estresse oxidativo e de marcadores inflamatórios ligados à aterosclerose.
- Possível melhora no perfil de gorduras do sangue, com menos colesterol LDL oxidado.
- Apoio ao controle da pressão arterial, em conjunto com dieta com menos sal.
- Contribuição para a saúde da camada interna dos vasos sanguíneos (função endotelial), favorecendo melhor circulação.
- Participação em dietas como a mediterrânea, associadas a menor risco de eventos cardiovasculares.
Quais formas de consumo oferecem mais licopeno no tomate
A quantidade de licopeno varia bastante conforme o produto à base de tomate e o modo de preparo. A tabela abaixo traz valores aproximados, que podem mudar conforme a marca, a variedade do fruto e o tempo de cozimento, mas ajudam a ter uma noção geral.
| Alimento à base de tomate | Porção média | Licopeno aproximado (mg) | Observações |
|---|---|---|---|
| Tomate cru (in natura) | 1 unidade média (120 g) | 3 a 4 mg | Boa opção para consumo diário em saladas |
| Molho de tomate caseiro cozido | 1/2 xícara (120 g) | 6 a 10 mg | Cozimento aumenta a biodisponibilidade do licopeno |
| Extrato ou concentrado de tomate | 2 colheres de sopa (30 g) | 8 a 12 mg | Elevada concentração; comum em preparações culinárias |
| Suco de tomate | 1 copo (240 ml) | 8 a 15 mg | Teor varia conforme a concentração do produto |
| Tomate pelado em conserva | 1/2 xícara (120 g) | 5 a 7 mg | Alternativa prática para molhos e refogados |
Quais cuidados ter ao consumir tomate para a saúde do coração
Mesmo com tantos pontos positivos, alguns cuidados são importantes. Produtos industrializados à base de tomate podem conter muito sódio, açúcar ou gordura, o que não é ideal para quem precisa controlar pressão ou colesterol, por isso vale sempre conferir o rótulo e preferir versões com menos aditivos. Para pessoas com doença cardiovascular, essa escolha mais criteriosa pode trazer benefício adicional para o coração.
Pessoas com alergias, refluxo ou sensibilidade no estômago podem precisar ajustar a quantidade e a forma de consumo, com orientação de um profissional de saúde. De modo geral, o tomate, em preparações variadas, pode integrar uma alimentação amiga do coração, ao lado de frutas, legumes, grãos integrais, leguminosas e gorduras consideradas mais adequadas, como azeite e oleaginosas.










