O nome Criciúma tem origem em um capim alto que cobria as margens do rio quando cerca de 22 famílias italianas abriram picadas pela mata em 1880, no sul de Santa Catarina. A cidade se desenvolveu inicialmente a partir da exploração do carvão mineral, recebendo influência de diferentes etnias e construindo uma identidade fortemente ligada à imigração e ao trabalho.
Como a economia se reinventou ao longo do tempo
Em 1893, o colono Giácomo Sonego identificou a presença de carvão mineral ao queimar uma coivara em sua propriedade, descobrindo um recurso que mudaria para sempre o destino da região. A partir de 1913, a extração ganhou escala e chegou a movimentar cerca de 40 minas subterrâneas, consolidando Criciúma como um dos principais polos carboníferos do Brasil por décadas.
Com o fim da mineração em 2013, a cidade passou por uma forte reestruturação econômica e se tornou referência na indústria cerâmica, destacando-se entre os maiores produtores de revestimentos do mundo. Hoje, setores como confecção, plásticos, metalmecânica e serviços completam uma economia diversificada, que ultrapassa R$ 10 bilhões de PIB e mantém forte presença no comércio exterior.

Saúde e educação sustentam a qualidade de vida?
Sim. Criciúma ocupa posição de destaque nacional em saúde, liderando o ranking de cobertura da Atenção Primária em Saúde, segundo dados divulgados pela Prefeitura Municipal. A cidade conta com três hospitais, duas unidades de pronto atendimento 24h e atua como referência regional para mais de 1 milhão de habitantes no sul de Santa Catarina, o que reforça sua estrutura de atendimento público.
Na área da educação, o município também apresenta forte desempenho. A Universidade do Extremo Sul Catarinense (UNESC), avaliada com nota máxima pelo MEC, e a Satc, criada a partir da tradição industrial carbonífera, formam profissionais em diversas áreas do conhecimento. Segundo o IBGE, a taxa de escolarização entre crianças de 6 a 14 anos é de 99,42%, um indicador que sustenta o avanço social e o alto nível de desenvolvimento humano da cidade.
Custo de vida e vida tranquila no cotidiano do morador
Em Criciúma, a segurança é um dos fatores que mais influenciam a qualidade de vida. A cidade figura entre as mais seguras de Santa Catarina na faixa acima de 200 mil habitantes, segundo o ranking Connected Smart Cities 2023. Além disso, no Ranking de Competitividade dos Municípios (CLP 2025), ocupa a 4ª posição no estado e a 18ª no Brasil, reforçando seu desempenho em gestão urbana e indicadores sociais.
No dia a dia, o custo de vida se mantém mais equilibrado em comparação às capitais catarinenses, sem perder acesso a infraestrutura completa. A cidade conta com shoppings, feiras semanais, parques bem distribuídos e um trânsito mais fluido, permitindo deslocamentos rápidos pela área urbana. Esse cenário é complementado pela presença de grandes empresas locais, como a sede da Rede Angeloni, fortalecendo a economia e o comércio regional.

O que ocupa o tempo livre na Capital do Carvão?
Os parques viraram marca registrada de Criciúma. A cidade é reconhecida como Capital Catarinense dos Parques Urbanos, e cada bairro principal tem o seu.
- Mina de Visitação Octávio Fontana: única mina de carvão aberta ao público na América Latina. O percurso de 300 metros é feito a pé ou em mini locomotiva réplica de um modelo de 1922.
- Parque das Nações Cincinato Naspolini: maior área de lazer da cidade, com ciclovias, quadras, lago e a locomotiva histórica “Teresinha 01”.
- Parque Astronômico: inaugurado em 2023 no Morro Cechinel, tem planetário digital, telescópios e laboratórios de ciência. Um dos mais modernos do Brasil.
- Praça Nereu Ramos: coração do centro, com a Catedral São José ao lado e o Brique do Calçadão aos sábados pela manhã.
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A Festa das Etnias, polenta e xis salada
A gastronomia de Criciúma reflete diretamente a mistura cultural que formou o município ao longo de sua história. Pratos como polenta, massas artesanais e galeto convivem com o famoso xis salada, lanche que se tornou símbolo local por seu preparo generoso, com milho, maionese caseira e variações típicas das lanchonetes da cidade. Desde 2023, o prato é reconhecido como patrimônio cultural e imaterial de Criciúma, conforme a Lei Municipal nº 8.503.
A identidade multicultural também se expressa na Festa das Etnias, evento tradicional que celebra as sete origens que compõem a cidade: italiana, alemã, polonesa, portuguesa, espanhola, africana e árabe. Durante a programação, a cidade recebe milhares de visitantes com apresentações folclóricas, culinária típica e exposições culturais que reforçam o orgulho da diversidade local. O esporte também faz parte dessa identidade, com destaque para o Criciúma Esporte Clube, o “Tigre”, único time catarinense campeão da Copa do Brasil (1991).

Quando o clima favorece cada atividade?
O clima subtropical garante estações bem definidas. O verão é quente e úmido, o inverno traz manhãs frias e noites que pedem agasalho.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar conforme o ano.
Como chegar ao sul catarinense?
Criciúma está localizada a cerca de 200 km de Florianópolis, com acesso principal pela BR-101, em um trajeto que leva em média 2h30 de carro. Também há opções de ônibus regulares saindo da rodoviária da capital ao longo do dia, conectando a cidade ao restante de Santa Catarina de forma prática e contínua.
Para quem prefere avião, o Aeroporto Diomício Freitas, em Forquilhinha, fica a apenas 15 km do centro de Criciúma e opera voos regionais. Já para quem vem do Rio Grande do Sul, a cidade está a cerca de 90 km da divisa estadual, também pela BR-101, o que facilita o acesso ao sul catarinense por diferentes rotas.
A cidade que trocou a fuligem por parques
Criciúma é um exemplo de transformação urbana no sul do Brasil. Antigamente marcada pela exploração do carvão, hoje a cidade se destaca por altos indicadores de saúde, educação e qualidade de vida, além de uma economia diversificada e em constante modernização.
Entre os principais pontos turísticos está a Mina Octávio Fontana, onde é possível conhecer de perto o antigo ambiente de mineração e a história carbonífera da região. Já o Parque das Nações simboliza a nova fase da cidade, mais verde, organizada e voltada ao bem-estar, reforçando a imagem de uma Criciúma que cresceu sem perder suas raízes.










