Você já se sentiu com a barriga tão estufada que até a roupa parece apertar de repente? Esse desconforto, muitas vezes acompanhado de arrotos e gases em excesso, é bem mais comum do que se imagina e costuma ter relação direta com o que colocamos no prato ao longo do dia. A boa notícia é que, ao fazer alguns ajustes simples na alimentação, é possível aliviar a sensação de inchaço e melhorar o bem-estar intestinal de forma gradual e consistente.
Quais são os principais alimentos que ajudam a reduzir gases
Quando pensamos em o que comer para reduzir gases, o ideal não é buscar soluções milagrosas, mas sim criar uma rotina alimentar equilibrada. A regularidade no consumo de certos alimentos tem impacto maior na redução de sintomas do que uma mudança brusca em apenas um dia ou outro da semana.
Alguns grupos entram com frequência nas orientações de nutricionistas para diminuir a formação de gases. Em geral, são alimentos mais leves, de fácil digestão e com bom efeito sobre a flora intestinal, ajudando a regular o trânsito no intestino grosso, onde boa parte da fermentação e do desconforto costuma acontecer.

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Quais alimentos e bebidas ajudam ou aumentam os gases
Para entender melhor o que favorece ou piora os gases, vale olhar com calma alguns exemplos do dia a dia. A tabela a seguir mostra alimentos considerados mais amigáveis ao intestino e outros que, em muitas pessoas, tendem a gerar mais fermentação e desconforto abdominal.
Beber água ao longo do dia é fundamental para o bom funcionamento intestinal e para que as fibras atuem de forma adequada. Quando a hidratação é baixa, essas fibras podem “travar” o intestino, favorecer a constipação e, como consequência, agravar o inchaço e o excesso de gases.
Quais alimentos evitar quando a ideia é reduzir gases
Enquanto alguns itens ajudam, outros são conhecidos por aumentar a produção de gases, embora a reação varie bastante de pessoa para pessoa. Por isso, muitas vezes é útil fazer um diário alimentar simples, anotando o que foi consumido e quais sintomas aparecem depois de cada refeição.
Em geral, os principais vilões são aqueles que fermentam mais no intestino ou aumentam a ingestão de ar, como bebidas gaseificadas. Em muitos casos, reduzir a porção ou mudar o modo de preparo já melhora bastante o desconforto, sem precisar excluir o alimento por completo da rotina. Se você gosta de ouvir opinião de especialistas, separamos esse vídeo do canal Dr. Charles Genehr mostrando 5 frutas para melhorar a digestão:
Quais são exemplos práticos de alimentos indicados para reduzir gases
Para visualizar melhor o que pode entrar no seu dia a dia, vale reunir alguns exemplos práticos de alimentos que costumam ser bem aceitos e gerar menos fermentação. A ideia não é criar uma dieta rígida, mas ter um ponto de partida para montar cardápios mais leves e amigos do intestino.
- Frutas menos fermentativas: banana, mamão, melão, kiwi e morango.
- Legumes cozidos: abobrinha, cenoura, chuchu, mandioquinha e batata, com pouco óleo.
- Cereais integrais leves: aveia em flocos, arroz integral bem cozido e quinoa.
- Probióticos naturais: iogurte com cultivos vivos, kefir e coalhada, se houver boa tolerância.
- Ervas digestivas: hortelã, erva-doce, camomila e funcho, principalmente em chás.
Como organizar as refeições para produzir menos gases
A forma como você distribui as refeições ao longo do dia também influencia muito na produção de gases. Ficar muitas horas sem comer, fazer pratos muito pesados de uma vez ou mastigar rápido demais pode sobrecarregar a digestão e aumentar o incômodo.
Por isso, costuma ajudar fazer porções menores, mastigar devagar e ouvir os sinais de fome e saciedade do próprio corpo. Em situações de dor intensa, perda de peso ou mudança brusca do hábito intestinal, é importante procurar um médico ou nutricionista para investigar possíveis intolerâncias, como lactose ou frutose, e outras condições que exigem cuidado específico.








