Perder peso costuma ser um processo demorado, o que leva muitas pessoas a buscar atalhos em cápsulas e frascos. Entre tantas promessas, os suplementos para emagrecer ganharam espaço nas prateleiras físicas e virtuais, muitas vezes com slogans chamativos e poucos dados sólidos por trás, e mesmo em 2026, embora o mercado siga aquecido, a literatura científica ainda aponta para resultados limitados, riscos relevantes e grande variabilidade entre os produtos disponíveis, como a pesquisa publicada na National Library of Medicine.
Suplementos para emagrecer funcionam de fato
A palavra-chave principal aqui é justamente “suplementos para emagrecer”. Em teoria, esses produtos prometem acelerar o metabolismo, reduzir o apetite ou impedir a absorção de gorduras, mas grande parte das evidências vem de estudos pequenos, de curta duração ou com falhas metodológicas.
Alguns trabalhos observam pequenas reduções de peso, mas sem comprovar se houve perda real de gordura corporal ou apenas de água e massa magra. Em muitos ensaios, os voluntários também seguem dietas hipocalóricas e aumentam a atividade física, o que dificulta isolar o efeito específico do suplemento.

Quais são os riscos e limitações dos suplementos para emagrecer
Além da eficácia questionável, o uso de produtos para perda de peso pode trazer riscos importantes. Em diversos países, a regulação de suplementos é menos rígida que a de medicamentos, favorecendo rótulos imprecisos e até contaminação com substâncias não declaradas, como estimulantes em doses elevadas.
Suplementos à base de extratos vegetais podem provocar náuseas, desconforto gastrointestinal, insônia, taquicardia e, em situações mais graves, lesão hepática associada ao uso prolongado. Pessoas com doenças crônicas, em uso de medicamentos contínuos, gestantes e idosos exigem supervisão profissional rigorosa antes de qualquer tentativa de uso.
O que priorizar em vez de suplementos para emagrecer
Diante de tantas incertezas, especialistas defendem uma abordagem centrada em alimentação equilibrada e movimento regular. O chamado “modelo comida em primeiro lugar” sugere priorizar alimentos in natura e minimamente processados, ricos em fibras, vitaminas, minerais e gorduras de boa qualidade, antes de considerar qualquer suplemento.
Alguns ajustes simples da rotina alimentar podem favorecer uma perda de peso gradual e sustentável. Abaixo estão exemplos de escolhas diárias que costumam trazer mais resultado a longo prazo do que cápsulas isoladas:
- Aumentar o consumo de frutas, verduras e legumes coloridos ao longo do dia.
- Incluir fontes de proteína magra (ovos, aves, peixes, leguminosas como feijão e lentilha).
- Optar por gorduras saudáveis, como azeite de oliva, abacate, castanhas e sementes.
- Reduzir bebidas açucaradas, ultraprocessados e lanches muito ricos em gordura e sal.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo da nutricionista Gabriela Milanez (@gabrielanutrii):
@gabrielanutrii Você não precisa gastar rios de dinheiro com suplementos. Grande parte dos nutrientes que seu corpo precisa está em comida de verdade. Se você não gosta de fígado, moela, coração de frango, sardinha ou ovo, salva essa lista 👇 No lugar do ovo: Iogurte natural integral (cálcio, proteínas, probióticos) ou tofu firme (ferro, cálcio, proteína vegetal). No lugar da moela: Patinho moído ou peito de frango (proteína, ferro, selênio). No lugar do coração de frango: Carne vermelha magra (ferro heme, zinco, B12) ou coração bovino (coenzima Q10, ferro, proteína). No lugar da sardinha: Salmão, atum ou cavalinha (ômega-3, vitamina D, proteína de alta qualidade). No lugar do fígado bovino: Fígado de frango (B12, ferro heme, vitamina A) ou ostras (zinco, cobre, B12). #alimentos #nutricionistaonline #comoemagrecer #nutrição ♬ som original – Gabriela Milanez
Como organizar uma rotina segura de perda de peso
Quando o objetivo é diminuir o peso corporal de forma sustentável, a combinação entre alimentação planejada e atividade física moderada costuma ser a estratégia mais indicada. Pequenas mudanças diárias, mantidas por semanas ou meses, tendem a gerar impacto maior do que intervenções extremas e temporárias.
Faz diferença definir metas realistas, buscar orientação de profissionais habilitados e monitorar sinais do corpo, como cansaço excessivo, tonturas e alterações de humor. Ao longo do processo, é comum que o peso oscile, e isso faz parte da adaptação do organismo, reforçando que a perda de peso resulta de um conjunto de hábitos coerentes, e não de comprimidos isolados.









