Entre os alimentos de origem vegetal mais estudados atualmente, o feijão ganha destaque por reunir baixo custo, alta densidade nutricional e presença constante na mesa de milhões de pessoas. Em 2026, nutricionistas e pesquisadores seguem apontando os feijões – como feijão-preto, grão-de-bico, feijão-branco, feijão-carioca, feijão-fradinho e outros – como aliados importantes na prevenção de doenças comuns, principalmente quando entram de forma regular em uma alimentação equilibrada e baseada em alimentos in natura.
Por que os feijões são tão valorizados para a saúde em 2026
O interesse científico nos feijões se explica pela combinação de fibras, proteínas vegetais, vitaminas do complexo B, minerais como magnésio, potássio e ferro, além de compostos bioativos que atuam em diferentes sistemas do organismo. Ao contrário de alimentos ultraprocessados, os feijões oferecem energia de liberação lenta, contribuindo para maior saciedade, melhor controle da glicemia e apoio à saúde intestinal, como trouxe a pesquisa “Associations between Dietary Pulses Alone or with Other Legumes and Cardiometabolic Disease Outcomes: An Umbrella Review and Updated Systematic Review and Meta-analysis of Prospective Cohort Studies”.
O tema central está presente em praticamente todas as diretrizes de alimentação saudável. Do ponto de vista nutricional, esse grupo alimentar concentra carboidratos complexos, fibras e proteínas. Essa combinação ajuda a estabilizar a glicemia ao longo do dia. Também contribui para reduzir picos de fome e favorecer o controle do peso.
Como o consumo de feijões se relaciona com peso, colesterol e inflamação
Estudos observacionais de longo prazo mostram que pessoas que consomem leguminosas com frequência, incluindo diferentes tipos de feijões, tendem a apresentar menor ganho de peso ao longo dos anos e medidas de cintura mais adequadas. Há também pesquisas que relacionam esse grupo de alimentos à melhora de marcadores de colesterol e de inflamação sistêmica, refletindo um padrão alimentar globalmente mais saudável.
Embora não exista alimento “milagroso”, o hábito de incluir feijões diariamente parece contribuir para redução do risco de doenças crônicas, especialmente quando associado a maior consumo de frutas, verduras e grãos integrais. Esse contexto dietético favorece o equilíbrio da microbiota intestinal, o controle da glicose e a modulação de processos inflamatórios de baixo grau.

Quais tipos de feijões mais contribuem para uma alimentação equilibrada
Entre as diversas variedades, alguns feijões aparecem com mais frequência em estudos e no prato da população. O feijão-preto se destaca pela boa oferta de fibras, proteínas e folato, nutriente essencial na gestação, além de compostos fenólicos com potencial efeito antioxidante. Seu sabor marcante combina com arroz, saladas, sopas e preparações com legumes, favorecendo o consumo em diferentes refeições do dia.
O grão-de-bico ganhou popularidade em preparações como homus, ensopados, curries e saladas frias, fornecendo proteínas, fibras, magnésio e potássio, associados ao controle da pressão arterial e ao equilíbrio da glicose. Já o feijão-branco e o tipo navy são conhecidos pela textura cremosa e alto teor de folato, enquanto o feijão-carioca se destaca pelas fibras solúveis, que alimentam bactérias benéficas no intestino e favorecem a produção de ácidos graxos de cadeia curta.
De que forma os feijões ajudam a prevenir doenças crônicas
A relação entre feijões e prevenção de doenças crônicas é tema recorrente na literatura científica. Em pessoas com diabetes tipo 2, refeições que incluem feijões tendem a provocar menor elevação da glicose pós-prandial do que refeições ricas em carboidratos refinados, graças às fibras e ao amido resistente, que é digerido mais lentamente e reduz o impacto na glicemia.
No campo da saúde cardiovascular, o consumo frequente de feijões aparece associado a menor risco de hipertensão e doença coronariana, em parte pelo alto teor de potássio e baixo teor natural de sódio. Para organizar os principais benefícios observados com o consumo regular desses grãos, podemos destacar alguns pontos que se repetem em diretrizes e estudos clínicos:
- Controle da glicemia: digestão mais lenta e menor pico de açúcar no sangue.
- Pressão arterial: presença de potássio e magnésio, aliados ao baixo teor de sódio natural.
- Saúde intestinal: fibras fermentáveis que alimentam a microbiota benéfica.
- Gestão do peso: maior saciedade, o que pode reduzir o consumo calórico total.
Para aprofundarmos no tema, trouxemos o vídeo do Dr. Carvalho (@dr.carvalho):
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Como incluir mais feijões na rotina de forma prática e segura
Na prática, o aumento do consumo de feijões pode ser feito com adaptações simples na rotina. Uma estratégia comum é manter porções congeladas já cozidas, facilitando o uso em diferentes pratos e reduzindo o tempo de preparo. Outra possibilidade é substituir parte das carnes em preparações quentes por leguminosas, aumentando o teor de fibras e reduzindo gorduras saturadas, sem elevar tanto o valor calórico da refeição.
- Incluir feijões em pelo menos uma refeição principal do dia.
- Alternar entre variedades (preto, carioca, branco, grão-de-bico, lentilha) ao longo da semana.
- Utilizar feijões em saladas frias, sopas, pastas e recheios.
- Preferir versões frescas ou secas, cozidas em casa, com pouco sal.
Um ponto de atenção são os produtos industrializados à base de feijão, como alguns tipos de feijão enlatado, assado ou refrito, que podem conter muito sódio, açúcar e gorduras. Nesses casos, ler atentamente os rótulos, optar por produtos com menos sal e escorrer ou enxaguar o conteúdo ajuda a reduzir o excesso de sódio. Combinando baixo custo, versatilidade culinária e um perfil nutricional favorável, os feijões seguem ocupando papel central em uma alimentação equilibrada em 2025, associando-se a melhor qualidade da dieta e a menor risco de doenças crônicas.







