Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Moradora passa quatro meses registrando latidos entre meia-noite e 5h e descobre que cachorro do vizinho fica sozinho todas as noites enquanto tutor trabalha

Por Daniely Cardoso
24/10/2026
Em Notícias
Não existe uma proibição geral de deixar cães sozinhos durante o horário de trabalho.  // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Não existe uma proibição geral de deixar cães sozinhos durante o horário de trabalho. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Durante quatro meses, Mariana Costa registrou latidos quase todas as noites, principalmente entre meia-noite e 5h. Ao tentar entender o problema, descobriu que o cachorro do vizinho ficava sozinho enquanto o tutor trabalhava no período noturno. A situação levanta dúvidas sobre perturbação do sossego, responsabilidade do proprietário e cuidados com o bem-estar do animal.

Moradora registra latidos durante quatro meses e procura explicações

Mariana Costa, de 36 anos, começou a perceber que os latidos vinham sempre da mesma residência. O barulho costumava começar depois da meia-noite e, em algumas ocasiões, continuava até perto das 5h. Com dificuldades para dormir, ela decidiu anotar os horários e guardar registros das ocorrências.

Depois de quatro meses, Mariana conversou com outros moradores e descobriu que o vizinho, Carlos Henrique, trabalhava durante a madrugada. Nesse período, o cachorro permanecia sozinho na casa. A informação ajudou a compreender a rotina do animal, mas não esclareceu, por si só, a causa dos latidos persistentes.

O artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 prevê punição para atos de abuso e maus-tratos contra animais. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

Latidos frequentes podem ser considerados perturbação do sossego?

Sim, dependendo da intensidade, da frequência e das circunstâncias. O artigo 1.277 do Código Civil assegura ao proprietário ou possuidor de um imóvel o direito de buscar a interrupção de interferências prejudiciais ao sossego, à saúde e à segurança provocadas pelo uso de uma propriedade vizinha.

Também existe previsão na Lei das Contravenções Penais, artigo 42, inciso IV, para a perturbação do trabalho ou sossego alheios quando alguém provoca ou não procura impedir barulho produzido por animal sob sua guarda. Entretanto, a aplicação dessa regra exige avaliação dos fatos. Nem todo latido isolado configura infração.

Deixar um cachorro sozinho durante a madrugada é proibido?

Não existe uma proibição geral de deixar cães sozinhos durante o horário de trabalho. A situação deve ser avaliada considerando o tempo de ausência, as condições do ambiente e o atendimento das necessidades do animal. Ter água, alimentação adequada, abrigo e segurança são aspectos importantes para o bem-estar do cachorro.

Leia Também

“Mesmo no trono mais alto do mundo, continuamos sentados sobre o próprio traseiro”: a provocação de Montaigne sobre poder, vaidade e arrogância

“Mesmo no trono mais alto do mundo, continuamos sentados sobre o próprio traseiro”: a provocação de Montaigne sobre poder, vaidade e arrogância

28/10/2026
dedetização de condomínio

Condomínio paga R$ 38 mil por dedetização completa de três blocos e descobre, ao conferir registros da portaria, que equipe permaneceu no local menos de duas horas; empresa afirma que serviço foi realizado integralmente.

28/10/2026
Mulher compra geladeira e aparelho apresenta defeito no 12º dia; assistência informa que peça só chega em 25 dias

Mulher compra geladeira e aparelho apresenta defeito no 12º dia; assistência informa que peça só chega em 25 dias

28/10/2026
Mulher deixa égua em propriedade para recuperação de lesão e meses depois descobre prenhez que não havia sido autorizada

Mulher deixa égua em propriedade para recuperação de lesão e meses depois descobre prenhez que não havia sido autorizada

28/10/2026

O artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 prevê punição para atos de abuso e maus-tratos contra animais. O parágrafo 1º-A estabelece pena específica quando a vítima é cão ou gato. Contudo, o simples fato de o tutor trabalhar à noite ou de o animal latir não comprova, isoladamente, a ocorrência de maus-tratos.

Quais provas podem ajudar a demonstrar o excesso de barulho?

Registros feitos ao longo do tempo ajudam a esclarecer a frequência e a duração do problema. No caso de Mariana, as anotações dos quatro meses poderiam servir para demonstrar que não se tratava de um episódio eventual. Também seria importante observar se os sons realmente vinham da residência indicada, evitando acusações sem confirmação.

Entre os elementos que podem ajudar estão:

  • Diário de ocorrências: datas, horários e duração aproximada dos latidos.
  • Gravações: registros do som feitos sem invadir a privacidade do vizinho.
  • Testemunhas: relatos de outros moradores que presenciaram o barulho.
  • Mensagens: tentativas de conversar e buscar uma solução amigável.
  • Protocolos: números de reclamações encaminhadas aos órgãos competentes.
Registros feitos ao longo do tempo ajudam a esclarecer a frequência e a duração do problema. // Imagem ilustrativa gerada por IA para representar a situação descrita no texto; pessoas, locais e elementos visuais não correspondem necessariamente aos reais

O tutor pode ser obrigado a tomar providências?

Se ficar demonstrado que o barulho ultrapassa os limites normais de tolerância da vizinhança, o responsável poderá ser chamado a adotar medidas para reduzir a perturbação. A análise considera as características do local e as circunstâncias do caso, conforme o parágrafo único do artigo 1.277 do Código Civil.

Medidas possíveis incluem investigar com um veterinário ou profissional de comportamento animal por que o cachorro late tanto, melhorar o ambiente e organizar cuidados durante a ausência do tutor. Punições, agressões e equipamentos que provoquem sofrimento não são soluções adequadas. O objetivo deve ser reduzir o barulho sem prejudicar o animal.

Como resolver o conflito sem prejudicar o cachorro?

O primeiro passo pode ser uma conversa respeitosa com o tutor, apresentando os horários registrados e explicando os efeitos do barulho. Muitas vezes, o responsável não sabe o que acontece enquanto está fora. Caso não haja solução, a moradora pode procurar a administração do condomínio, quando existir, ou os órgãos municipais competentes, conforme as regras locais.

Se houver indícios concretos de negligência ou maus-tratos, a situação também poderá ser comunicada aos órgãos de proteção animal. É importante distinguir uma reclamação por ruído de uma denúncia de violência. Enquanto uma busca preservar o descanso dos moradores, a outra exige investigar as condições de vida do cachorro.

História fictícia ilustra o conflito entre sossego e proteção animal

A situação envolvendo Mariana Costa, Carlos Henrique e o cachorro que ficava sozinho durante a madrugada é uma história fictícia, criada exclusivamente para ilustrar conflitos que podem ocorrer entre vizinhos. Os personagens, os quatro meses de registros e os acontecimentos descritos não correspondem a um caso real ou a uma decisão judicial específica.

O contexto serve apenas para explicar como a legislação brasileira pode ser aplicada em situações semelhantes. Na prática, quem enfrenta latidos persistentes deve documentar as ocorrências, buscar diálogo e avaliar os canais oficiais de atendimento. Já o tutor precisa investigar as necessidades do animal e adotar medidas responsáveis para conciliar seu trabalho, o bem-estar do cachorro e o direito dos vizinhos ao descanso.

Tags: comportamentocotidianodireitosociedade
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados