Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Notícias

Motorista para na faixa da direita com pisca-alerta para esperar passageiro e provoca colisão traseira de R$ 8 mil: condutor atingido busca indenização e Justiça analisa responsabilidade com base no CTB e no Artigo 927 do Código Civil

Por Daniely Cardoso
01/09/2026
Em Notícias
No entanto, a ocupação da faixa de rolamento em horário de pico gerou um estreitamento abrupto no fluxo de veículos.

No entanto, a ocupação da faixa de rolamento em horário de pico gerou um estreitamento abrupto no fluxo de veículos.

O motorista Thiago acionou o pisca-alerta em via movimentada para aguardar um passageiro na faixa da direita. A retenção repentina provocou a colisão traseira do carro de Carlos, somando R$ 8.000 em danos materiais. A recusa em pagar a oficina levou o caso aos tribunais. A história de Thiago é fictícia, mas ilustra as regras de responsabilidade no trânsito brasileiro.

Como começou a parada de Thiago na avenida?

Em um fim de tarde com trânsito carregado, Thiago precisava recolher um amigo que saía do trabalho. Para não perder a viagem nem o ponto de encontro combinado pelo celular, ele encostou seu automóvel na faixa da direita e acionou o botão de alerta no painel.

O acionamento do dispositivo conhecido como pisca-alerta parecia, na visão do condutor, uma justificativa razoável para aguardar alguns minutos. No entanto, a ocupação da faixa de rolamento em horário de pico gerou um estreitamento abrupto no fluxo de veículos.

A batida danificou para-choque, porta-malas e lanternas de ambos os veículos, gerando um orçamento de oficina avaliado em R$ 8.000.

Leia também: Dono de oficina instala portão eletrônico que invade 1,20 metro da calçada ao abrir e é notificado pela prefeitura após risco de acidente

O que aconteceu no momento da colisão traseira?

Sem espaço suficiente para desviar ou frear com total segurança, Carlos atingiu a traseira do carro parado. A batida danificou para-choque, porta-malas e lanternas de ambos os veículos, gerando um orçamento de oficina avaliado em R$ 8.000.

Ao descer do automóvel, Thiago sustentou que estava devidamente sinalizado e que a culpa era exclusiva de quem bateu por trás. Diante do impasse na calçada e da recusa no ressarcimento, os motoristas registraram o boletim de ocorrência com fotos detalhadas da via.

Leia Também

Menino de 4 anos puxa produto e derruba dezenas de garrafas no supermercado, causando prejuízo de R$ 3.500: os pais são cobrados pela gerência, mas acionam o Procon para contestar a responsabilidade pelo expositor sem ancoragem adequada, conforme o Artigo 14 do CDC

Menino de 4 anos puxa produto e derruba dezenas de garrafas no supermercado, causando prejuízo de R$ 3.500: os pais são cobrados pela gerência, mas acionam o Procon para contestar a responsabilidade pelo expositor sem ancoragem adequada, conforme o Artigo 14 do CDC

01/09/2026
placa PARE

Por que a placa PARE tem oito lados? O formato permite reconhecê-la antes mesmo de ler a palavra

30/08/2026
Consumidor deixa mochila no guarda-volumes do supermercado, sob a placa de que "o estabelecimento não se responsabiliza por furtos". A tranca é violada e os pertences são levados. A Justiça ignora o aviso, aplica o Código de Defesa do Consumidor e condena o mercado a ressarcir o cliente integralmente, reconhecendo o dever de guarda e segurança. 

Consumidor deixa mochila no guarda-volumes do supermercado, sob a placa de que “o estabelecimento não se responsabiliza por furtos”. A tranca é violada e os pertences são levados. A Justiça ignora o aviso, aplica o Código de Defesa do Consumidor e condena o mercado a ressarcir o cliente integralmente, reconhecendo o dever de guarda e segurança. 

30/08/2026
Dono de oficina instala portão eletrônico que invade 1,20 metro da calçada ao abrir e é notificado pela prefeitura após risco de acidente

Dono de oficina instala portão eletrônico que invade 1,20 metro da calçada ao abrir e é notificado pela prefeitura após risco de acidente

30/08/2026

O que o Código de Trânsito Brasileiro realmente diz sobre o pisca-alerta?

Existe uma crença popular de que luzes intermitentes concedem imunidade para qualquer parada rápida. Pelo Código de Trânsito Brasileiro, o dispositivo só pode ser acionado em situações de efetiva emergência ou quando a sinalização viária expressamente determinar.

O artigo 40 da legislação estabelece limites rígidos para o uso da sinalização luminosa amarela. Parar o carro em faixa de tráfego para esperar passageiros sem pane mecânica ou socorro médico configura infração de trânsito e gera responsabilidade direta pelo perigo criado.

Existe uma crença popular de que luzes intermitentes concedem imunidade para qualquer parada rápida.

A lei protege quem sinaliza ou quem mantém a circulação segura?

As normas de tráfego não existem para punir a rotina das pessoas, mas para proteger a integridade física de quem compartilha as vias públicas. O Código Civil determina que aquele que comete ato ilícito e gera prejuízo tem a obrigação jurídica de reparar o dano.

Pelo artigo 927 do diploma civilista, a imprudência ao estacionar onde não é permitido transfere o custo do conserto ao infrator. A sinalização luminosa não apaga o risco injustificável imposto aos outros condutores que trafegavam regularmente pelo local.

Quem bate atrás sempre está errado perante a Justiça?

A jurisprudência brasileira adota uma presunção relativa de culpa para quem atinge a traseira de outro veículo. Contudo, essa presunção deixa de existir quando o motorista da frente cria um obstáculo indevido e imprevisível no leito carroçável.

Para buscar o ressarcimento dos valores, Carlos acionou a estrutura dos Juizados Especiais Cíveis. O entendimento consolidado pelos juízes avalia fatores objetivos para definir o dever de pagar:

01
Motivo da imobilização para verificar se houve pane mecânica real ou mera comodidade.
02
Local da parada considerando a velocidade da via e a visibilidade dos demais condutores.
03
Causalidade do acidente que liga a conduta antirregulamentar ao dano sofrido pela vítima.

O que muda quando comparamos a atitude de Thiago com o caminho legal?

A diferença entre a conduta precipitada de Thiago e um desembarque legalizado não está na intenção de ajudar um passageiro, mas no respeito às regras de circulação urbana.

A comparação entre a parada irregular na avenida e o que a legislação exige fica clara na tabela:

EtapaO que Thiago fezO que a lei exige
Parada Embarque de passageiroImobilizou o carro na faixa vivaExige busca por vaga ou recuo seguro
Sinalização Uso do pisca-alertaAcionou luzes para justificar esperaReserva alerta para pane ou emergência
Segurança Avaliação do fluxoIgnorou a retenção do tráfegoManda manter livre a pista de rolamento
Prejuízo Reparação dos danosRecusou pagamento da franquiaDetermina ressarcimento por ato ilícito
Resolução Desfecho do conflitoForçou litígio no tribunalPrioriza acordo amigável e cautela

O que se aprende com a história de Thiago e Carlos?

A história de Thiago e Carlos é fictícia, mas o desfecho judicial que ela retrata acontece diariamente nos juizados de trânsito. A boa vontade em buscar um amigo não era o problema daquele dia. O erro foi presumir que o pisca-alerta autorizava criar uma barreira perigosa no meio da avenida.

Quem realmente precisa realizar embarques em vias movimentadas precisa seguir esse roteiro: dar a volta na quadra, utilizar baias apropriadas ou aguardar em ruas secundárias com menor circulação. É mais demorado do que parar na faixa principal. Mas é o que separa uma carona tranquila de uma dívida de milhares de reais.

Tags: batidaindenizaçãopisca-alertatrânsito
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados