Quase todo mundo já passou por isso: após ficar muito tempo sentado ou deitado na mesma posição, uma perna, braço ou pé “adormece” e, ao se movimentar, surge um formigamento incômodo, às vezes até dolorido. Embora seja uma sensação estranha, esse fenômeno é comum e, na maioria das vezes, tem uma explicação simples ligada ao funcionamento dos nervos e da circulação.
O que significa quando uma parte do corpo “adormece”?
Segundo artigos científicos publicados no PMC, quando uma parte do corpo “adormece”, isso significa que houve compressão temporária de nervos ou vasos sanguíneos. Essa pressão interrompe ou reduz a transmissão normal dos impulsos nervosos, fazendo com que a região perca momentaneamente a sensibilidade.
Esse adormecimento não indica que o membro parou de funcionar, mas sim que os sinais entre o cérebro e aquela parte do corpo estão sendo bloqueados ou atrasados. Assim que a pressão é aliviada, a comunicação começa a ser restabelecida.

Por que o formigamento aparece ao voltar a mexer?
O formigamento surge porque os nervos retomam rapidamente a transmissão dos sinais elétricos ao cérebro. Esse processo de “religamento” provoca a sensação de agulhadas, choques leves ou ardência, conhecida popularmente como formigamento.
Antes de o desconforto desaparecer por completo, é comum sentir:
- Sensação de picadas ou “agulhinhas”
- Leve dor ou ardor temporário
- Dificuldade momentânea de controle do movimento
Esses sintomas costumam durar poucos segundos ou minutos, até que a circulação e os impulsos nervosos se normalizem.
O formigamento está ligado à circulação ou aos nervos?
O formigamento está mais relacionado aos nervos do que propriamente à circulação sanguínea. Embora a pressão também afete o fluxo de sangue, o principal responsável pela sensação é a interrupção dos sinais nervosos sensoriais.
Os nervos funcionam como cabos elétricos que levam informações ao cérebro. Quando comprimidos, esses “cabos” deixam de transmitir sinais corretamente. Ao serem liberados, enviam estímulos de forma intensa e desorganizada por alguns instantes, o que gera o formigamento.
Descubra o que o seu corpo está tentando comunicar através da parestesia. O vídeo é do canal Neurologia e Psiquiatria, que conta com mais de 2 milhões de inscritos, e detalha as causas do formigamento, abrangendo desde estresse e ansiedade até condições como diabetes e carências vitamínicas:
Em quais situações esse fenômeno é mais comum?
O adormecimento com formigamento acontece principalmente quando mantemos uma posição por muito tempo. Isso ocorre com frequência em situações cotidianas, como dormir sobre o braço, cruzar as pernas ou apoiar o cotovelo por períodos prolongados.
Veja a tabela abaixo com exemplos comuns:
| Situação habitual | Região afetada com mais frequência |
|---|---|
| Dormir sobre o braço | Braço e mão |
| Sentar com as pernas cruzadas | Perna e pé |
| Apoiar o cotovelo | Antebraço e dedos |
| Ficar agachado por muito tempo | Pernas |
Essas posições exercem pressão direta sobre nervos periféricos, favorecendo o adormecimento temporário.

Quando o formigamento deixa de ser normal?
O formigamento deixa de ser considerado normal quando ocorre com frequência, sem motivo aparente ou dura muito tempo. Nesses casos, pode estar associado a problemas como compressões nervosas crônicas, alterações circulatórias ou condições metabólicas.
É importante buscar avaliação médica se o formigamento:
- Surge repetidamente sem pressão ou postura inadequada
- Vem acompanhado de fraqueza muscular ou dor persistente
- Não desaparece após alguns minutos
Esses sinais podem indicar a necessidade de investigação mais aprofundada.
O que fazer quando uma parte do corpo adormece?
A melhor atitude é mudar de posição e movimentar suavemente a região afetada. Isso ajuda a aliviar a pressão sobre os nervos e restaura a circulação local de forma gradual.
Alongar, massagear levemente e evitar movimentos bruscos são formas eficazes de reduzir o desconforto. Na maioria das situações, o formigamento é apenas um aviso temporário do corpo de que algo estava comprimido — e não um sinal de problema grave.
Esse fenômeno simples mostra como o sistema nervoso é sensível à postura e à pressão, reforçando a importância de variar posições e respeitar os limites do corpo no dia a dia.










