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Equipe do serviço urbano faz corte de galhos em praça, uma madeira pesada despenca sobre a fiação da rua e arranca a caixa do padrão de luz da parede da casa ao lado, deixando a família no escuro por 4 dias

Por Daniely Cardoso
05/08/2026
Em Entretenimento, Notícias
Diante do prejuízo com a caixa de energia quebrada, o impasse sobre quem deve pagar a conta ganha contornos jurídicos.

Diante do prejuízo com a caixa de energia quebrada, o impasse sobre quem deve pagar a conta ganha contornos jurídicos.

O autônomo Marcos acompanhava o trabalho da equipe de manutenção da prefeitura quando um galho pesado despencou sobre a fiação da rua. O impacto arrancou a caixa do padrão de energia fixada na parede da sua casa, provocando uma interrupção de quatro dias no abastecimento. A história é fictícia, mas demonstra como a lei brasileira pune episódios em que a prefeitura quebra padrão de luz durante um serviço público.

Como surgiu a manutenção na praça em frente à casa de Marcos?

Marcos comemorou quando os caminhões do município chegaram ao bairro para realizar a poda das árvores antigas do espaço público. Ele sabia do risco de tempestades e valorizava o esforço da administração municipal em manter a infraestrutura urbana em ordem.

O trabalhador dedicou anos de economia para construir e manter sua residência em perfeitas condições para sua família. O imóvel contava com instalações elétricas modernas e totalmente regulares perante a concessionária de energia local.

Ele sabia do risco de tempestades e valorizava o esforço da administração municipal em manter a infraestrutura urbana em ordem.

O que aconteceu durante o corte da árvore pelo serviço municipal?

Durante a remoção de um tronco ressecado na praça, os funcionários não utilizaram as cordas de contenção adequadas para guiar a queda da madeira. A peça caiu de grande altura diretamente sobre a rede elétrica comunitária.

O tranco violento na fiação tensionou os cabos e arrancou a caixa do padrão de luz da estrutura de alvenaria. Sem o equipamento, a casa ficou sem energia por quatro dias, gerando a perda de alimentos e um grande prejuízo patrimonial.

Mas afinal, o que a Constituição brasileira diz sobre o dano causado pelo Estado?

A legislação nacional determina que o poder público deve reparar os estragos provocados por seus agentes no exercício da função. Pela Constituição Federal, a responsabilidade do município por atos comissivos é objetiva, dispensando a prova de culpa.

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Morador solicita via canal de atendimento da Prefeitura a remoção de galhos secos de árvore em risco na calçada, o pedido é ignorado por 7 meses e o galho desaba sobre a fiação da rua, gerando um curto-circuito que queima a placa do portão e a geladeira da casa

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04/08/2026

Isso significa que o morador só precisa comprovar o dano sofrido e o nexo com a atuação da equipe de poda. Complementarmente, o Código Civil reforça a obrigação de indenizar integralmente quem tem seu patrimônio lesado por conduta ilícita ou imperícia.

Como funciona o pedido de urgência para o religamento da energia elétrica?

Ficar sem energia inviabiliza a rotina básica de qualquer lar, afetando a conservação de alimentos e a higiene da família. Nesses casos, o Judiciário permite o uso de medidas de urgência para acelerar o conserto das instalações.

Com base no Código de Processo Civil, o advogado ou defensor pode requerer uma tutela provisória. Essa decisão obriga o município ou a concessionária a reconstruir a entrada de energia sob pena de multa diária.

O imóvel contava com instalações elétricas modernas e totalmente regulares perante a concessionária de energia local.

Por que as regras de responsabilidade estatal existem para proteger o cidadão?

As normas de responsabilidade objetiva não foram criadas para dificultar o trabalho de manutenção das cidades. Elas existem porque o cidadão não pode arcar individualmente com os custos de acidentes causados por falhas na operação pública.

A prestação de serviços urbanos envolve riscos técnicos que devem ser gerenciados com equipamentos de proteção adequados. Quando o município comete um erro operacional, a sociedade estabelece que a administração deve restabelecer o patrimônio afetado.

O que muda quando comparamos a atitude de Marcos com o caminho legal?

A diferença entre a postura de Marcos e um procedimento juridicamente protegido não está na gravidade do problema, mas no processo adotado.

A comparação entre a conduta informal e o fluxo legal de reparação fica clara na tabela:

EtapaO que Marcos fezO que a lei exige
Registro Registro do acidenteApenas observou o trabalho sem gravar vídeosFotografar o galho na fiação e o padrão destruído
Comprovação Identificação da equipeNão anotou a placa do veículo municipalIdentificar os caminhões e nomes dos operadores
Avaria Avaliação dos prejuízosDescartou os alimentos estragados no lixoListar os pertences perdidos com notas e fotos
Ação Requerimento de soluçãoAguardou atendimento verbal por quatro diasAjuizar ação com pedido de liminar de urgência

O que se aprende com a história de Marcos?

A história de Marcos é fictícia, mas acidentes na fiação durante podas municipais ocorrem frequentemente nos bairros. O desespero dele para recuperar a energia da casa era legítimo. O erro foi deixar de registrar o momento do acidente e os veículos envolvidos na operação da prefeitura.

Quem realmente quer exigir o conserto e a indenização do município precisa seguir esse roteiro: registrar imagens detalhadas do padrão arrancado, colher o testemunho de vizinhos, juntar notas fiscais das despesas e solicitar uma liminar judicial. É um caminho mais burocrático do que esperar o atendimento espontâneo da ouvidoria. Mas é o que garante a reparação do patrimônio e o religamento rápido da luz.

Tags: danos materiaisdireito administrativoresponsabilidade estatalserviço público
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