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Proprietário aluga casa de praia por temporada, volta ao imóvel após quatro meses e encontra móveis trocados, paredes modificadas e uma obra feita sem autorização

Por Patrick Silva
17/09/2026
Em Notícias
Proprietário aluga casa de praia por temporada, volta ao imóvel após quatro meses e encontra móveis trocados, paredes modificadas e uma obra feita sem autorização

Casa de praia volta com móveis trocados, paredes alteradas e obra sem autorização, gerando conflito. - imagem ilustrativa

Marcos alugou sua casa de praia mobiliada e só voltou ao imóvel quatro meses depois. Ao abrir a porta, encontrou uma obra sem autorização, paredes modificadas e parte dos móveis substituída. Algumas peças originais nem estavam mais na residência. O contrato inicial havia sido feito por período temporário. O cenário é fictício, mas mostra como uma locação curta pode terminar em alterações difíceis de desfazer.

Como Marcos deixou uma casa mobiliada e encontrou um imóvel diferente na volta?

Antes de entregar as chaves, Marcos havia deixado sofás, camas, mesas e outros itens para uso dos ocupantes. A expectativa era receber a residência de volta, essencialmente como havia sido entregue, descontado o desgaste normal. Não existia autorização para trocar móveis ou modificar paredes durante a permanência.

Quando retornou, a mudança era visível. Uma parede havia recebido nova abertura, outra fora parcialmente removida e alguns móveis tinham sido substituídos por peças diferentes. Para Marcos, a discussão deixou de envolver decoração ou preferência pessoal: era preciso descobrir o que havia sido retirado e alterado sem seu consentimento.

Casa de praia volta com móveis trocados, paredes alteradas e obra sem autorização, gerando conflito. – imagem ilustrativa

O que muda quando o locatário faz uma obra sem avisar o proprietário?

Nem toda mudança feita em uma casa alugada possui a mesma importância. Trocar provisoriamente um objeto de lugar é diferente de alterar a estrutura ou a forma do imóvel. Também existem reparos necessários que podem exigir tratamento próprio. Por isso, primeiro é preciso identificar exatamente qual intervenção foi realizada.

No caso de Marcos, a preocupação aumentou porque havia mudança física permanente e nenhum pedido anterior de autorização. Também seria necessário verificar se a obra atingiu instalações elétricas, hidráulicas ou elementos construtivos, pois o custo para devolver a residência às condições anteriores poderia superar uma simples pintura.

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O que a lei exige de quem modifica uma casa durante a locação?

A Lei 8.245/1991 estabelece no artigo 23 que o locatário deve restituir o imóvel no estado em que o recebeu, salvo deteriorações normais, reparar danos provocados durante a ocupação e não modificar sua forma interna ou externa sem consentimento prévio e escrito do locador.

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A mesma lei prevê que a locação para temporada, juridicamente, não pode ultrapassar 90 dias e, quando o imóvel é mobiliado, o contrato deve descrever móveis e utensílios e seu estado. Se o acordo original tiver duração superior a esse limite, o enquadramento jurídico da locação precisa ser revisto, ainda que as partes tenham chamado informalmente o aluguel de temporada.

Quais provas ajudam a separar desgaste normal de mudanças feitas pelo ocupante?

Essa diferença pode definir o tamanho da cobrança. O Superior Tribunal de Justiça já reconheceu que a devolução de imóvel em condições precárias pode gerar reparação pelos prejuízos e, conforme as circunstâncias, até pela indisponibilidade do bem durante os reparos necessários.

Para Marcos, o caminho é comparar aquilo que existia antes da entrega das chaves com o estado efetivamente encontrado após a ocupação:

CB RADAR

Documentos e registros que podem ajudar a comparar o estado do imóvel antes e depois da locação, identificar alterações realizadas e estimar os custos de eventual reparação.

01
Vistoria
Relatório de entrada mostrando paredes, instalações e estado dos ambientes.
02
Inventário
Relação dos móveis e utensílios entregues junto com a casa.
03
Fotografias
Imagens datadas do imóvel antes e depois da locação.
04
Mensagens
Conversas capazes de mostrar quais mudanças foram ou não autorizadas.
05
Orçamentos
Avaliações do custo necessário para reparar as alterações encontradas.
06
Obra
Informações sobre profissionais, materiais e intervenção executada no imóvel.

O que muda quando comparamos a locação de Marcos com uma devolução regular?

A diferença entre permitir que alguém utilize uma casa de praia e entregar liberdade para transformá-la está no limite da autorização. Marcos alugou o imóvel para uso temporário. Alterações permanentes, retirada de bens e obras precisam ser analisadas separadamente do desgaste esperado de qualquer ocupação.

A comparação entre o que Marcos encontrou e uma devolução regular fica mais clara na tabela:

EtapaO que Marcos encontrouO que a lei exige
Móveis InventárioEncontrou peças diferentes das originaisBens mobiliados devem constar do contrato
Paredes AlteraçõesPercebeu mudanças feitas durante a ocupaçãoModificações exigem consentimento prévio e escrito
Obra IntervençãoNão havia autorizado o serviço executadoResponsabilidade depende da natureza da intervenção
Devolução ConservaçãoRecebeu imóvel diferente do entregueDesgaste normal não se confunde com dano
Reparo PrejuízoPrecisou calcular custos de restauraçãoDanos comprovados podem gerar ressarcimento

O que se aprende com a história de Marcos?

A história de Marcos é fictícia, mas mostra por que uma casa mobiliada precisa ser documentada antes da entrega das chaves. Usar o imóvel não era o problema. O conflito surgiu quando mudanças permanentes ultrapassaram aquilo que havia sido autorizado e tornou-se necessário reconstruir o estado original da residência.

Quem realmente quer resolver alterações não autorizadas precisa seguir este roteiro: comparar as vistorias, conferir o inventário dos móveis, registrar as modificações, obter avaliação técnica da obra e calcular os reparos antes de formalizar a cobrança. É mais cuidadoso do que desfazer tudo imediatamente, mas permite separar desgaste normal de prejuízo efetivamente causado.

Tags: aluguel temporadaimóvellocatárioreforma
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