Em 2 de julho de 1937, a aviadora americana Amelia Earhart desapareceu sobre o oceano Pacífico durante uma tentativa de dar a volta ao mundo. Acompanhada do navegador Fred Noonan, ela procurava uma pequena ilha para reabastecer quando as comunicações foram interrompidas. Quase nove décadas depois, o destino dos dois continua sem uma resposta definitiva.
Amelia Earhart fez história antes de desaparecer no Pacífico
Nascida em 1897, nos Estados Unidos, Amelia Earhart se tornou uma das figuras mais conhecidas da aviação durante as décadas de 1920 e 1930. Em 1928, participou como passageira de uma travessia aérea do Atlântico, tornando-se a primeira mulher a realizar esse percurso de avião.
Quatro anos depois, em maio de 1932, conquistou um feito ainda maior: tornou-se a primeira mulher a atravessar o Atlântico sozinha e sem escalas. Segundo o Museu Nacional do Ar e Espaço dos Estados Unidos, a viagem durou aproximadamente 15 horas e terminou na Irlanda do Norte, consolidando sua reputação internacional.

A tentativa de dar a volta ao mundo começou com dificuldades
Em 1937, Earhart decidiu realizar uma viagem ao redor do planeta utilizando um Lockheed Electra 10-E, avião bimotor preparado para percorrer longas distâncias. A primeira tentativa, iniciada em março, terminou após um acidente durante a decolagem no Havaí, que danificou a aeronave.
Depois dos reparos, uma nova tentativa começou em junho, seguindo na direção leste. Fred Noonan ficou responsável pela navegação, tarefa especialmente difícil nos longos trechos sobre o oceano. A dupla atravessou diferentes regiões até chegar a Lae, na Nova Guiné, em 29 de junho, preparando-se para uma das etapas mais complicadas da viagem.
O último voo tinha como destino uma ilha pequena no oceano
Na manhã de 2 de julho de 1937, Earhart e Noonan decolaram de Lae em direção à ilha Howland, território americano situado no Pacífico central. A distância prevista era de aproximadamente 4.100 quilômetros. Encontrar o destino exigia navegação precisa, porque a ilha tinha dimensões reduzidas e ficava cercada por uma imensa extensão de água.
O navio americano Itasca, da Guarda Costeira, aguardava próximo à ilha para auxiliar na aproximação. Entretanto, surgiram dificuldades de comunicação por rádio. Embora a embarcação recebesse mensagens da aviadora, não foi estabelecida uma comunicação bilateral eficiente que permitisse orientar a aeronave com segurança.
Quais foram os últimos sinais conhecidos de Amelia Earhart?
Os registros oficiais mostram que Earhart conseguiu transmitir informações enquanto se aproximava da região de Howland. Em uma das mensagens, relatou dificuldades para localizar a ilha e indicou que o combustível estava diminuindo. O Arquivo Nacional dos Estados Unidos preserva o registro das comunicações recebidas pelo Itasca, documento importante para reconstruir seus últimos momentos conhecidos.
Entre os acontecimentos confirmados pelos registros estão:
- 29 de junho de 1937: Earhart e Noonan chegam a Lae, na Nova Guiné.
- 2 de julho: a aeronave parte em direção à ilha Howland.
- Durante a aproximação: o Itasca recebe transmissões, mas não consegue estabelecer comunicação eficiente com a tripulação.
- Por volta das 8h43: é registrada a última transmissão amplamente reconhecida, mencionando uma linha de posição.
- Após o desaparecimento: começam buscas aéreas e marítimas, sem localização confirmada do avião.
Separamos esse vídeo do canal do Fatos Desconhecidos falando mais sobre esse caso:
Por que o avião nunca foi encontrado?
A explicação mais aceita é que Earhart e Noonan não conseguiram localizar Howland e acabaram ficando sem combustível, caindo no oceano. A hipótese considera as dificuldades de navegação, os problemas de comunicação e a pequena dimensão da ilha. Entretanto, como os destroços não foram identificados conclusivamente, os acontecimentos exatos continuam desconhecidos.
As autoridades americanas realizaram uma grande operação de busca, mas não encontraram sobreviventes ou vestígios conclusivos. Conforme os registros preservados pelo Smithsonian Institution, a procura envolveu recursos aéreos e marítimos. Em 19 de julho de 1937, Earhart e Noonan foram considerados perdidos no mar pelas autoridades responsáveis pela operação.
Teorias sobre ilhas desertas e captura ainda não foram comprovadas
Ao longo das décadas, surgiram hipóteses de que a dupla teria pousado em Nikumaroro, uma ilha desabitada na época, e sobrevivido temporariamente após o desaparecimento. Pesquisadores investigaram objetos, relatos antigos e possíveis vestígios encontrados na região, mas nenhuma evidência foi universalmente aceita como prova da presença dos aviadores.
Outra teoria afirma que Earhart e Noonan teriam sido capturados por forças japonesas. Essa explicação também não possui comprovação histórica convincente. Fotografias, documentos e relatos associados à hipótese foram questionados por pesquisadores. Até hoje, nenhuma dessas versões alternativas conseguiu demonstrar de maneira definitiva o que aconteceu após a última transmissão.




