O uso estratégico de sal amargo nas plantas (sulfato de magnésio) é um segredo da jardinagem que revitaliza culturas exigentes através da suplementação mineral direta. Ao fornecer magnésio solúvel, você entrega o bloco construtor essencial para a molécula de clorofila, resultando em folhagens verde-escuras exuberantes e frutos com maior concentração de açúcares naturais.
Por que o magnésio é vital para a fotossíntese?
A importância do sal amargo reside na química básica da vida vegetal: o magnésio é o átomo central da estrutura molecular da clorofila. Segundo a extensão agrária da Michigan State University, quando há deficiência desse mineral, a planta não consegue produzir o pigmento verde necessário para captar a luz solar, levando a uma condição chamada clorose (amarelamento entre as nervuras das folhas).
Sem níveis adequados de magnésio, o processo de fotossíntese fica comprometido, o que significa que a planta gera menos energia para crescer. A aplicação do sulfato atua como um “turbo” metabólico, permitindo que a planta maximize a absorção de luz e converta essa energia em crescimento vigoroso e saúde estrutural.

Como o nutriente afeta o sabor e a cor?
Para as roseiras, o magnésio é crucial para a produção de novas canas basais (brotos que saem do solo) e para manter a folhagem com aquele verde profundo e brilhante que todo jardineiro deseja. Plantas bem nutridas com magnésio também tendem a ter paredes celulares mais fortes, o que pode aumentar a resistência contra pragas e doenças fúngicas comuns em jardins.
No caso dos tomates, a relação é direta com a doçura. Como a fotossíntese é o processo que cria carboidratos (açúcares), uma planta de tomate com níveis ótimos de magnésio produzirá frutos mais saborosos e doces. A National Gardening Association destaca que tomates são “alimentadores pesados” de magnésio e muitas vezes esgotam o solo desse nutriente durante a frutificação.
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Qual é a forma correta de aplicação no jardim?
A aplicação deve ser feita com moderação para corrigir deficiências ou dar um impulso na época de floração e frutificação. O sal amargo é altamente solúvel e pode ser absorvido tanto pelas raízes quanto pelas folhas através de pulverização.
Siga estas diretrizes para uma suplementação segura:
- Spray Foliar: Dilua 1 colher de sopa de sal amargo em cerca de 4 litros de água e borrife nas folhas (evite dias de sol muito forte para não queimar).
- No Plantio: Misture 1 colher de sopa no fundo da cova ao transplantar mudas de tomate ou roseiras, cobrindo com uma fina camada de terra antes de colocar a raiz.
- Rega de Manutenção: Dissolva 1 ou 2 colheres de sopa em um regador com água e aplique na base da planta uma vez por mês durante a estação de crescimento.
- Recuperação: Use em plantas que apresentam folhas amareladas, mas com nervuras verdes (sinal clássico de falta de magnésio).

Existem riscos ao aplicar o suplemento em excesso?
Embora benéfico, o sal amargo não é um fertilizante completo (NPK) e não deve ser usado indiscriminadamente. O excesso de magnésio no solo pode criar um desequilíbrio químico que bloqueia a absorção de cálcio, levando a problemas como a podridão apical nos tomates (fundo preto no fruto).
Horticultores da University of Minnesota Extension recomendam realizar um teste de solo antes de aplicar grandes quantidades de qualquer corretivo mineral. Se o seu solo já for rico em magnésio, adicionar mais não trará benefícios e poderá prejudicar a absorção de outros nutrientes vitais.










