A Dor durante a Relação Sexual é uma realidade para muitas mulheres, sendo frequentemente vivida em silêncio. Esse desconforto, que não é normal, acaba por se tornar uma parte indesejada da vida íntima, muitas vezes associado, de forma equivocada, a nervosismo ou ansiedade. Como resultado, instala-se um ciclo de silêncio e resignação que afeta a autoestima, os relacionamentos e o bem-estar emocional.
O que está por trás da dor na relação sexual?
A dor durante o sexo raramente tem uma causa única. Na maioria das vezes, resulta de uma combinação de fatores físicos, emocionais e comportamentais que interagem entre si, exigindo uma avaliação ampla e cuidadosa.
Dispareunia e vaginismo são os diagnósticos mais associados à dor na relação. A dispareunia refere-se à dor durante ou após a relação, enquanto o vaginismo é uma contração involuntária da musculatura vaginal que dificulta ou impede a penetração, ambos quadros tratáveis quando corretamente identificados.

Por que muitas mulheres demoram a buscar ajuda?
O silêncio em torno da dor é um dos maiores obstáculos para o tratamento. Vergonha, desinformação, medo de julgamento e crenças de que “é normal sentir dor” fazem com que muitas mulheres deixem de relatar o problema, ou o façam apenas após anos de sofrimento.
Falhas no atendimento inicial, com orientações genéricas ou minimização da queixa, também desestimulam a busca por ajuda especializada. Isso pode levar ao afastamento gradual da vida sexual, impactando relações afetivas, autoimagem e saúde mental.
Para compreender melhor a dor na relação sexual, assista ao vídeo a seguir, no qual a Dra. Lilian Fiorelli, especialista em Sexualidade e Uroginecologia, explica o assunto de forma clara e didática no canal Clínica Alira – Endometriose e Saúde da Mulher.
Como funciona o tratamento da dor na relação sexual?
A fisioterapia pélvica desempenha um papel central no tratamento da dor relacionada ao sexo, atuando nos músculos do assoalho pélvico, fundamentais para a resposta sexual. O foco não é apenas fortalecer, mas também ensinar a perceber e relaxar essa musculatura de forma adequada.
Além da fisioterapia, podem ser associadas outras abordagens, conforme a causa identificada. Entre as estratégias mais utilizadas, destacam-se:
🌷 Estratégias da Fisioterapia Pélvica para Alívio da Dor Sexual
| Abordagem | Objetivo Principal | Benefícios Esperados |
|---|---|---|
| Exercícios de consciência e relaxamento do assoalho pélvico | Ensinar a perceber e relaxar a musculatura pélvica de forma controlada. | Melhora da resposta sexual e redução de tensões que causam dor. |
| Liberação miofascial e técnicas manuais | Reduzir pontos de tensão e rigidez muscular na região pélvica. | Diminuição da dor e melhora da circulação local. |
| Biofeedback | Ajudar a paciente a compreender e controlar melhor os músculos do assoalho pélvico. | Maior consciência corporal e equilíbrio entre força e relaxamento muscular. |
| Acompanhamento médico e psicológico | Identificar e tratar causas físicas e emocionais associadas à dor. | Tratamento mais completo, com melhora na qualidade de vida e bem-estar íntimo. |
💡 Dica: a fisioterapia pélvica deve ser sempre realizada por profissionais especializados e pode ser combinada com acompanhamento multidisciplinar para melhores resultados.
Quando é o momento de procurar ajuda especializada?
Não é preciso esperar que a dor se torne intensa ou insuportável para buscar apoio. Sinais como dor recorrente, dificuldade ou impossibilidade de ter relações, medo, ansiedade ou evitação do contato íntimo indicam a necessidade de avaliação profissional.
Consultar especialistas precocemente aumenta as chances de melhora e encurta o tempo de tratamento. Romper o silêncio, buscar informação de qualidade e acessar terapias adequadas é fundamental para recuperar o prazer, a autonomia sobre o próprio corpo e uma vida sexual mais saudável.
Entre em contato:
Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
CRM-GO 33.271









