A pesquisa sobre a doença de Alzheimer avançou consideravelmente nos últimos anos, com foco em soluções inovadoras que visam retardar ou até reverter os danos causados pela doença. Um dos desenvolvimentos mais promissores envolve o Uso de Células CAR-T (Chimeric Antigen Receptor T-cell), uma forma avançada de imunoterapia originalmente usada contra o câncer e recentemente adaptada para combater as placas de beta-amiloide em modelos animais, despertando grande interesse na comunidade científica.
Quais são os resultados das pesquisas com células CAR-T em modelos animais?
Em experimentos conduzidos em camundongos, cientistas injetaram células CAR-T modificadas para atacar as placas de amiloide nos cérebros dos animais. Os resultados mostraram diminuição marcante dos depósitos de beta-amiloide, redução de marcadores de neuroinflamação e sinais de preservação das conexões neuronais.
Esses achados sugerem que as células CAR-T não apenas removem substancialmente as placas, mas também ajudam a mitigar a resposta inflamatória que agrava os sintomas da doença. Em alguns modelos, observou-se ainda melhora em testes cognitivos simples, indicando possível impacto funcional além da limpeza das placas.
Para compreender melhor como funciona a terapia com células CAR-T e suas aplicações no tratamento do câncer, assista ao vídeo a seguir, no qual o(a) especialista explica o assunto de forma clara e didática no canal responsável pelo conteúdo.
Qual é a relevância da adoção das células CAR-T no tratamento do Alzheimer?
A doença de Alzheimer continua a ser um dos maiores desafios entre as doenças neurodegenerativas, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. As terapias atuais, baseadas principalmente em medicamentos para retardar os sintomas cognitivos, têm limitações importantes e não conseguem alterar de forma consistente a progressão da doença em longo prazo.
A terapia com células CAR-T inaugura uma abordagem que busca modificar ativamente o microambiente imunológico cerebral, potencialmente interrompendo o avanço do Alzheimer. Entre os potenciais benefícios em estudo, destacam-se alguns pontos chave dessa estratégia:
- Redução dirigida e sustentada das placas de beta-amiloide no cérebro.
- Modulação da neuroinflamação relacionada à progressão do Alzheimer.
- Possibilidade de personalização do tratamento conforme o perfil do paciente.
- Base tecnológica adaptável a outras doenças neurodegenerativas, como Parkinson e ELA.

Quais são as perspectivas futuras das terapias com células CAR-T no combate ao Alzheimer?
Pesquisadores como Jonathan Kipnis e Ido Amit mostram otimismo quanto ao potencial das células CAR-T no tratamento de doenças neurodegenerativas. Eles consideram que essa tecnologia pode ser adaptada não apenas para remover placas de amiloide, mas também para favorecer a regeneração do tecido cerebral danificado e entregar moléculas terapêuticas de forma precisa.
O foco atual está em entender como essas células podem ser modificadas para alcançar com segurança várias regiões do cérebro, ampliando a plataforma de tratamento para tumores cerebrais e doenças crônicas como o Alzheimer. Embora ainda em fases iniciais, espera-se que estudos futuros permitam aperfeiçoar essa tecnologia e avançar para ensaios clínicos, abrindo caminho para uma alternativa potencialmente viável e eficaz para pacientes.
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Dra. Anna Luísa Barbosa Fernandes
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