O ano de 2026 marca o início de um período extraordinário para observadores do céu e pesquisadores da astrofísica em todo o mundo. Com a promessa de seis eclipses em três anos, 2026 abre temporada de eventos astronômicos de grande magnitude, proporcionando oportunidades raras para o estudo da coroa solar e da atmosfera terrestre sob condições de luz únicas.
A mecânica celeste por trás da nova temporada de eclipses
Eclipses ocorrem devido à geometria precisa entre o Sol, a Terra e a Lua. Este ciclo que se inicia agora é resultado do alinhamento dos nós orbitais lunares com o plano da eclíptica, um fenômeno conhecido como período de sizígia. De acordo com dados da NASA, a frequência de eventos totais e anulares nos próximos trinta e seis meses é estatisticamente superior à média das últimas décadas.
Cientistas utilizam esses momentos para validar modelos matemáticos de gravitação e para observar a influência da radiação solar na ionosfera terrestre. Para a comunidade acadêmica, este ciclo não é apenas um espetáculo visual, mas uma janela de dados críticos para entender o clima espacial e as flutuações de energia que afetam satélites de comunicação ao redor de Júpiter e da Terra.

As datas de todos os eclipses de 2026
Para os entusiastas que desejam planejar suas observações, o calendário deste ano está repleto de eventos significativos que cruzam diferentes hemisférios. A tabela abaixo detalha os quatro fenômenos principais que ocorrerão ao longo dos próximos meses, especificando o tipo de eclipse e sua data exata:
| Data do Evento | Tipo de Eclipse | Visibilidade Geográfica Principal |
| 17 de fevereiro | Solar Anular | Antártida e sul da América do Sul |
| 03 de março | Lunar Total | Américas, Ásia e Oceania |
| 12 de agosto | Solar Total | Groenlândia, Islândia e Espanha |
| 28 de agosto | Lunar Parcial | Europa, África e Américas |
O eclipse que será visto do Brasil
O grande destaque para o território nacional ocorrerá na noite de 03 de março. Este será um eclipse lunar total, popularmente conhecido como “Lua de Sangue” devido à dispersão de Rayleigh, que filtra a luz solar através da atmosfera da Terra, projetando apenas tons avermelhados na superfície lunar.
Este evento será visível em quase todo o Brasil, dependendo das condições meteorológicas locais. Astrônomos do Observatório Nacional explicam que, diferentemente dos eclipses solares, os lunares podem ser observados a olho nu com total segurança, permitindo que famílias inteiras acompanhem a sombra da Terra encobrindo gradualmente o satélite natural.
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Como observar os fenômenos de forma segura e eficaz
Embora os eventos lunares sejam seguros para a visão, os eclipses solares exigem cuidados rigorosos para evitar danos permanentes à retina. A observação direta do Sol, mesmo durante uma fase parcial, deve ser feita apenas com filtros certificados pela norma ISO 12312-2. Equipamentos improvisados, como filmes radiográficos ou vidros esfumaçados, não bloqueiam a radiação infravermelha e ultravioleta nociva.
Para uma experiência científica completa, especialistas recomendam o uso de telescópios equipados com filtros solares de abertura total ou a técnica de projeção em câmara escura. Confira os itens recomendados para uma observação técnica de qualidade:
- Óculos solares certificados com proteção ISO.
- Telescópios ou binóculos com filtros específicos na objetiva.
- Aplicativos de rastreamento astronômico para verificar o horário exato da totalidade em sua cidade.
- Câmeras fotográficas com configurações de exposição manual para capturar a corona.

A comprovação científica e o estudo da atmosfera
Eclipses lunares são ferramentas fundamentais para medir a transparência da atmosfera terrestre. A tonalidade do vermelho observado durante a totalidade pode indicar a presença de poeira vulcânica ou poluição em altas altitudes. O estudo desses dados ajuda climatologistas a refinar modelos de dispersão de aerossóis, provando que a astronomia está diretamente conectada aos estudos ambientais modernos.
Além disso, durante o eclipse solar total de agosto, equipes internacionais de pesquisa se deslocarão para a Espanha para estudar a cromosfera solar. A breve escuridão total permite visualizar jatos de plasma que normalmente são ofuscados pelo brilho intenso do disco solar, fornecendo provas visuais da dinâmica magnética da nossa estrela.










