As paredes totalmente brancas estão perdendo espaço para uma paleta mais acolhedora na decoração de 2026. Entre os tons que ganham atenção está o mushroom, um neutro terroso que mistura referências de bege, cinza e marrom e ajuda a criar ambientes com mais sensação de aconchego sem exigir cores intensas.
Mushroom aparece como alternativa aos brancos mais frios
O mushroom não corresponde a uma única cor exata, mas a uma família de neutros inspirados em elementos naturais, como terra, pedras e cogumelos. Dependendo da formulação, pode apresentar fundo acinzentado, bege, amarronzado ou discretamente rosado, criando uma aparência mais profunda do que o branco puro sem deixar de funcionar como uma base neutra para a decoração.
A mudança acompanha um movimento maior em direção aos neutros quentes. A Sherwin-Williams, por exemplo, inclui os chamados tons mushroom entre sua seleção de neutros quentes e descreve essa família como formada por nuances de bege, taupe e cores terrosas com subtons de amarelo, vermelho ou marrom. Isso ajuda a explicar por que essas tonalidades conseguem manter a versatilidade dos neutros, mas entregam mais calor visual.

Leia também: Diga adeus às baratas: a planta que as manterá longe da sua casa para sempre
Por que esse tom deixa a casa com aparência mais acolhedora
Brancos muito frios podem reforçar uma estética limpa e luminosa, mas também podem parecer mais rígidos em determinados ambientes, principalmente quando combinados com iluminação branca e poucos elementos naturais. O mushroom acrescenta profundidade às paredes e tende a dialogar melhor com madeira, fibras, tecidos, pedras e outros materiais que já possuem tonalidades quentes.
Isso não significa que o branco tenha deixado de funcionar na decoração. A diferença está na intenção: enquanto um branco claro pode favorecer uma composição mais nítida e contrastante, os neutros terrosos criam uma transição mais suave entre paredes, móveis e objetos. Para 2026, a própria Sherwin-Williams escolheu Universal Khaki como sua cor do ano, outro sinal da presença de neutros quentes e naturais nas tendências atuais.
A iluminação pode mudar bastante a aparência do mushroom
Um ponto que merece atenção antes da pintura é que o mushroom pode assumir aparências diferentes conforme a luz do cômodo. Em um espaço com muita iluminação natural, alguns tons ficam mais claros e próximos do bege; em outros ambientes, especialmente sob determinadas lâmpadas, os subtons cinza ou marrons podem aparecer com maior intensidade e modificar significativamente o resultado.
Por isso, escolher a cor apenas pela tela do celular ou por uma fotografia pode produzir uma surpresa depois da aplicação. Fabricantes de tintas alertam que a reprodução digital não representa necessariamente o tom real; a Benjamin Moore, por exemplo, apresenta o Morrel AF-125 como um neutro inspirado em mushroom e orienta que as cores exibidas em telas podem variar. O ideal é testar uma amostra diretamente no ambiente antes de pintar toda a parede.

Madeira, branco quente e verde ajudam a completar a combinação
Uma das vantagens do mushroom é a facilidade de combinação com materiais já comuns dentro de casa. Madeiras claras ou médias reforçam a proposta natural, enquanto móveis em creme, areia, caramelo e marrom ajudam a criar uma paleta contínua. Para quem prefere algum contraste, detalhes em preto, grafite ou bronze podem quebrar a uniformidade sem retirar o aspecto acolhedor do ambiente.
Outra possibilidade é manter teto, portas ou rodapés em branco quente, criando diferença suficiente para destacar as paredes sem recorrer a um contraste excessivo. Verde oliva, verde sálvia e alguns azuis suaves também podem funcionar como pontos de cor, enquanto tecidos de linho, algodão e fibras naturais acrescentam textura. O cuidado é evitar deixar todo o cômodo exatamente na mesma tonalidade, pois pequenas variações ajudam a dar profundidade.
Como adotar a tendência sem precisar mudar a casa inteira
Quem deseja experimentar o mushroom não precisa começar pintando todos os cômodos. Uma parede da sala, o quarto, um corredor ou o hall de entrada podem servir como teste para observar como o tom reage à luz ao longo do dia. Também é possível aplicar a cor em uma área menor e manter outras superfícies claras, uma solução que preserva a sensação de luminosidade enquanto introduz uma aparência mais quente.
Antes da escolha definitiva, compare amostras durante a manhã, à tarde e à noite e observe a cor ao lado dos móveis, piso e cortinas que permanecerão no espaço. Mais do que simplesmente substituir o branco, a tendência dos tons mushroom mostra uma busca por interiores menos frios e mais conectados a materiais naturais; na prática, a melhor escolha continuará sendo aquela que funciona com a iluminação e a decoração reais de cada casa.




