A Tower Bridge, um dos cartões-postais mais reconhecidos de Londres, levou oito anos para sair do papel e exigiu o trabalho de cerca de 432 pessoas por dia. A construção começou em 22 de abril de 1886, foi concluída em 1894 e criou uma ponte capaz de receber o trânsito terrestre sem bloquear os grandes navios que navegavam pelo rio Tâmisa.
Obra começou em 1886 para resolver um problema de Londres
Na segunda metade do século XIX, o crescimento da região leste de Londres aumentou a necessidade de uma nova travessia sobre o Tâmisa. Ao mesmo tempo, a solução não poderia impedir a passagem de embarcações em direção às movimentadas docas, o que ajudou a definir o projeto de uma ponte com tabuleiros móveis.
Depois da aprovação legal do empreendimento, as obras começaram oficialmente em 22 de abril de 1886. A cronologia oficial da Tower Bridge registra que Sir John Wolfe Barry assumiu como engenheiro-chefe, enquanto o arquiteto Horace Jones participou do projeto antes de morrer durante a construção.

Cinco grandes empreiteiros e centenas de trabalhadores participaram da construção
A escala da obra exigiu diferentes especialidades e não ficou concentrada em uma única empresa. Segundo a própria Tower Bridge, foram necessários cinco grandes empreiteiros e aproximadamente 432 trabalhadores diariamente, enquanto mais de 2 mil pessoas participaram de diferentes etapas relacionadas à construção ao longo dos anos.
O trabalho incluía atividades especialmente difíceis para a época. Mergulhadores atuaram nas fundações dentro do leito do Tâmisa, enquanto equipes de operários, pedreiros, carpinteiros e rebitadores erguiam uma estrutura que utilizou mais de 11 mil toneladas de aço e milhões de rebites, conforme detalhado pela história oficial da construção.
Passarelas foram instaladas 42 metros acima do rio Tâmisa
As duas torres não servem apenas como elementos visuais da ponte. Entre elas foram construídas duas passarelas superiores, posicionadas a 42 metros sobre o Tâmisa e com aproximadamente 61 metros de extensão entre as torres, permitindo uma ligação elevada mesmo quando os tabuleiros inferiores precisavam ser movimentados.
Atualmente, essas passarelas fazem parte da área de visitação da Tower Bridge e oferecem vista para diferentes pontos de Londres. O espaço também ganhou trechos com piso de vidro, permitindo observar a via e o rio abaixo, mas a estrutura original das passarelas remonta ao projeto concluído no fim do século XIX. Separamos esse vídeo do canal da
Apure Guria! mostrando mais sobre esse tema:
Sistema hidráulico a vapor fazia os enormes tabuleiros se levantarem
A característica mais marcante da Tower Bridge está nos dois grandes tabuleiros móveis, conhecidos como bascules. Na configuração original, máquinas a vapor acionavam bombas que alimentavam o sistema hidráulico responsável por levantar as estruturas, permitindo que embarcações altas atravessassem aquele trecho do rio sem uma ponte permanentemente elevada.
O sistema permaneceu movido a vapor por décadas. Em 1976, a ponte passou a utilizar eletricidade, embora o princípio hidráulico tenha sido mantido com equipamentos mais modernos. Os antigos motores, acumuladores e outros componentes vitorianos podem ser vistos nas salas de máquinas preservadas como parte da atração histórica.
A ponte foi inaugurada em 1894 e continua abrindo para navios
A Tower Bridge foi oficialmente inaugurada em 30 de junho de 1894 pelo então príncipe de Gales, que mais tarde se tornaria o rei Eduardo VII. A construção havia exigido oito anos de trabalho para conciliar engenharia pesada, navegação e circulação urbana, criando uma ponte que rapidamente se tornaria um dos símbolos mais associados à capital britânica.
Mais de 130 anos depois, seus tabuleiros ainda são levantados para permitir a passagem de embarcações. A página oficial de aberturas da Tower Bridge informa que a estrutura realiza cerca de 800 levantamentos por ano e divulga os horários programados. Apesar de algumas vezes ser chamada genericamente de “Ponte de Londres”, Tower Bridge e London Bridge são pontes diferentes, localizadas em pontos próximos do Tâmisa.




