Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

Um mamífero extinto foi identificado em uma gravura de 12.000 anos encontrada em uma caverna da ilha de Creta

Por Daniely Cardoso
27/08/2026
Em Curiosidades
O detalhe é que a tecnologia digital aplicada recentemente jogou uma luz totalmente nova sobre esse paredão milenar.

O detalhe é que a tecnologia digital aplicada recentemente jogou uma luz totalmente nova sobre esse paredão milenar.

Traços confusos em paredes de cavernas costumam passar batidos como simples rabiscos sem valor histórico. As marcas da arte rupestre de Asphendou guardavam uma surpresa impressionante sob várias camadas de cortes antigos na rocha. Uma análise recente mudou totalmente o que a ciência sabia sobre os primeiros habitantes do Mediterrâneo.

O mistério dos desenhos raspados na rocha de Creta

Em agosto de 1957, exploradores encontraram um painel rochoso intrigante no sudoeste da ilha de Creta, na região montanhosa de Sfakia. Durante décadas, arqueólogos debateram se as gravuras pertenciam à civilização minoica da Idade do Bronze ou se tinham origem muito mais antiga. O paredão funcionava como um palimpsesto natural, uma superfície reaproveitada onde viajantes de diferentes épocas desenharam por cima dos rascunhos deixados por povos anteriores.

Separar cada linha gravada com ferramentas de pedra era uma missão quase impossível a olho nu na escuridão da caverna. Por muito tempo, os especialistas acreditaram que os desenhos mostravam apenas cabras selvagens e rebanhos domésticos comuns da paisagem grega. O detalhe é que a tecnologia digital aplicada recentemente jogou uma luz totalmente nova sobre esse paredão milenar.

O paredão funcionava como um palimpsesto natural, uma superfície reaproveitada onde viajantes de diferentes épocas desenharam por cima dos rascunhos deixados por povos anteriores.

Leia também: Ele parou de cultivar seus 152 hectares e, 38 anos depois, a natureza transformou a fazenda em um refúgio

Como a tecnologia digital limpou as marcas do paredão

Uma equipe de arqueólogos liderada pelo pesquisador Thomas Strasser resolveu examinar o sítio usando recursos digitais de altíssima precisão visual. Os cientistas aplicaram a técnica de RTI para iluminar a rocha sob dezenas de ângulos virtuais e usaram fotogrametria 3D para reconstruir o relevo. Esse filtro avançado separou as ranhuras profundas e recentes daquelas incisões discretas feitas no fundo da rocha há milênios.

Após a limpeza digital dos riscos modernos sobrepostos, o computador revelou uma cena nítida com 21 animais quadrúpedes caminhando juntos. O padrão rústico das figuras não combinava com animais de fazenda e pertencia ao estrato mais antigo da parede rochosa. Na prática, a equipe precisou analisar a silhueta de cada bicho para entender qual espécie perdida estava representada ali.

Leia Também

Em 1980, furões foram soltos em uma ilha da Irlanda para controlar coelhos e agora ameaçam mais de 250 mil aves

Em 1980, furões foram soltos em uma ilha da Irlanda para controlar coelhos e agora ameaçam mais de 250 mil aves

26/08/2026
O tsunami bizarro de melaço fervente que invadiu as ruas de Boston, arrastou cavalos e afogou pessoas na tragédia mais doce e mortal da história

O tsunami bizarro de melaço fervente que invadiu as ruas de Boston, arrastou cavalos e afogou pessoas na tragédia mais doce e mortal da história

24/08/2026
O conflito diplomático bizarro em que o Brasil enviou navios de guerra para impedir que pescadores franceses capturassem lagostas no oceano

O conflito diplomático bizarro em que o Brasil enviou navios de guerra para impedir que pescadores franceses capturassem lagostas no oceano

24/08/2026
A histeria coletiva bizarra que começou em uma escola, contagiou milhares de pessoas e causou uma epidemia incontrolável de risos na África

A histeria coletiva bizarra que começou em uma escola, contagiou milhares de pessoas e causou uma epidemia incontrolável de risos na África

24/08/2026

Os detalhes anatômicos que revelam o animal extinto

Identificar a espécie exata em gravuras esquemáticas de apenas cinco centímetros exigiu uma comparação minuciosa com registros fósseis da ilha. Em vez dos chifres curvados das cabras montesas, os desenhos exibiam hastes retas com formato de clava de combate. As proporções corporais batiam com o Candiacervus ropalophorus, um tipo de cervo anão que habitou o arquipélago durante a última Era Glacial.

01 Galhadas em clava: hastes retas com pontas espessas e quase nenhuma ramificação no topo da cabeça.
02 Porte compacto: tronco curto e membros robustos adaptados para saltar em terrenos rochosos e íngremes.
03 Silhueta rebaixada: corpo pequeno com cerca de quarenta centímetros de altura devido ao isolamento da ilha.

Essa combinação anatômica única provou que os caçadores da época conviveram diretamente com animais extintos há doze mil anos. Os traços mostram que a relação entre humanos e a fauna nativa era muito mais próxima do que os livros antigos indicavam. Mas essa constatação arqueológica traz um impacto ainda mais profundo para toda a história da região.

O impacto da descoberta na história antiga da Grécia

Caso a datação paleolítica seja confirmada em novos testes, o painel se tornará a arte figurativa mais antiga já catalogada em território grego. O achado demonstra que grupos humanos primitivos já navegavam pelo Mar Egeu e registravam o ambiente natural ao seu redor. A descoberta conecta a arqueologia clássica à paleontologia de forma prática e ajuda a reconstruir ecossistemas que desapareceram do mapa.

Além disso, o estudo confirma que o Mediterrâneo abrigou refúgios ecológicos onde animais gigantes encolheram para se adaptar à escassez de alimento. As gravuras de Asphendou registraram o último contato visual humano com espécies que sumiram para sempre com o degelo. O detalhe é que sítios arqueológicos frágeis como esse exigem cuidados rigorosos durante qualquer visitação.

giu uma comparação minuciosa com registros fósseis da ilha. Em vez dos chifres curvados das cabras montesas, os desenhos exibiam hastes retas com formato de clava de combate. As proporções corporais batiam com o Candiacervus ropalophorus, um tipo de cervo anão que habitou o arquipélago durante a última Era Glacial.

Como valorizar e proteger achados arqueológicos em viagens

Ao visitar grutas ou paredões históricos em viagens, nunca encoste as mãos nem use iluminação artificial quente sobre a rocha sedimentar protegida. A oleosidade natural da pele humana e o atrito dos dedos aceleram o desgaste de ranhuras que levaram milhares de anos para chegar intactas até nós.

Caminhe apenas pelas trilhas demarcadas pelos órgãos de preservação e contrate sempre guias locais certificados para conhecer os segredos da região. Seguir essas recomendações práticas garante passeios seguros, apoia os moradores locais e mantém o patrimônio histórico preservado para as próximas gerações.

Tags: AnimaisbiologiaFósseishistória
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados