Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
    • Beleza
  • Automobilismo
  • Turismo
    • Cidades
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
    • Jardinagem
Sem resultado
Veja todos os resultados
Correio Braziliense - Radar
Sem resultado
Veja todos os resultados
  • Notícias
  • Economia
  • Entretenimento
  • Tecnologia
  • Bem-Estar
  • Automobilismo
  • Turismo
  • Curiosidades
  • Casa e Decoração
Início Curiosidades

Um meteorito viajando a 68.000 km/h causou um estrondo cósmico: “Como 300 toneladas de TNT em um segundo”

Por Bruno Vaz
30/06/2026
Em Curiosidades
fenômeno espacial

No dia 30 de maio, às 14h, os moradores da região da Nova Inglaterra viveram momentos de pura tensão e incerteza

Guardar o carro na garagem sem olhar para o céu pode fazer você perder o maior espetáculo da natureza. No final de maio, um fenômeno espacial assustou milhares de moradores na Costa Leste americana ao cruzar a atmosfera com a força de centenas de toneladas de TNT.

O que causou o forte estrondo na Nova Inglaterra?

No dia 30 de maio, às 14h, os moradores da região da Nova Inglaterra viveram momentos de pura tensão e incerteza. Um bólido misterioso cruzou o céu da costa leste em um ângulo de 73 graus. O evento gerou um estrondo sônico duplo ensurdecedor que fez janelas tremerem de Delaware até a cidade de Montreal.

Muitas testemunhas acionaram as autoridades locais acreditando que se tratava de um terremoto de grande magnitude. No entanto, as redes de monitoramento sísmico descartaram tremores de terra e confirmaram que a explosão foi puramente atmosférica. Esse fenômeno espacial rasgou a mesosfera por mais de 42 quilômetros antes de se fragmentar completamente.

fenômeno espacial
Os radares meteorológicos NEXRAD rastrearam os pedaços da rocha durante a fase conhecida no meio científico como voo escuro

Leia também: Como a NASA pretende colocar um posto de abastecimento para viagens espaciais

Qual era o tamanho real do meteorito de ferro?

Os especialistas da agência espacial calcularam que a rocha possuía pouco mais de 1,5 metros de diâmetro original. A massa total do objeto foi estimada em impressionantes 5,6 toneladas de pura rocha e metal. O objeto viajava a uma velocidade de entrada de 19 quilômetros por segundo, ou cerca de 68.000 km/h.

Ao atingir a altitude de 50 quilômetros, a resistência mecânica extrema causou uma detonação monumental no céu. A energia liberada equivaleu a 300 toneladas de dinamite, representando 2% da força da bomba de Hiroshima. Cientistas apontam que as características físicas do corpo celeste indicam uma alta densidade, típica de um legítimo meteorito de ferro.

Leia Também

Astrônomos explicam quando o cometa Halley aparecerá novamente e onde será possível observá-lo

Astrônomos explicam quando o cometa Halley aparecerá novamente e onde será possível observá-lo

15/08/2026
Dia 12 de agosto terá eclipse solar total e estas regiões terão uma visão privilegiada do fenômeno

Dia 12 de agosto terá eclipse solar total e estas regiões terão uma visão privilegiada do fenômeno

12/08/2026
Dois mundos perto do Sistema Solar ajudam cientistas a investigar a busca por vida no espaço

Dois mundos perto do Sistema Solar ajudam cientistas a investigar a busca por vida no espaço

08/08/2026
Dois planetas próximos da Terra despertam buscas por sinais de vida fora do planeta

Dois planetas próximos da Terra despertam buscas por sinais de vida fora do planeta

08/08/2026

Onde caíram os fragmentos do fenômeno espacial?

Os radares meteorológicos NEXRAD rastrearam os pedaços da rocha durante a fase conhecida no meio científico como voo escuro. A NASA mapeou a zona de impacto direto bem no centro da famosa Baía de Cape Cod. Os pesquisadores apelidaram o evento de esmagador de peixes por conta do local inusitado da queda.

Estima-se que cerca de 10% da estrutura original conseguiu sobreviver à queima intensa na atmosfera terrestre. Isso significa que aproximadamente 560 kg de material espacial estão agora depositados no fundo do oceano. Para organizar a coleta desses detritos valiosos, os oceanógrafos pretendem mapear a região afetada usando ferramentas específicas:

  • Ímãs de neodímio de alta potência para atrair os metais magnéticos.
  • Equipamentos de levantamento magnético acoplados em barcos de pesquisa.
  • Radares de varredura subaquática para identificar a posição exata das massas.

Por que a recuperação na baía desafia os cientistas?

O astrofísico Avi Loeb, professor da Universidade de Harvard, classificou essa busca complexa como uma verdadeira expedição de pesca. A Baía de Cape Cod possui uma profundidade rasa de apenas 34 metros no ponto exato do impacto. Apesar da baixa profundidade, o ambiente marítimo local impõe severas barreiras logísticas e burocráticas para os cientistas.

A área de buscas é densamente ocupada por milhares de armadilhas comerciais voltadas para a pesca de lagostas. A introdução de navios de pesquisa pode gerar prejuízos financeiros e conflitos com a forte indústria pesqueira local. Além disso, a água salgada rica em oxigênio acelera a corrosão galvânica destas ligas raras de taenita e kamacita.

fenômeno espacial
Guardar o carro na garagem sem olhar para o céu pode fazer você perder o maior espetáculo da natureza.

Como a ciência detectou o bólido sem observação visual?

O clima chuvoso e nublado impediu que os moradores locais registrassem imagens diretas do grande clarão luminoso. Apesar da falta de testemunhas visuais no epicentro, a tecnologia moderna conseguiu reconstruir o trajeto com máxima precisão. O satélite meteorológico GOES-19, operado pela instituição NOAA, registrou uma anomalia térmica inédita nas nuvens.

A inteligência geoespacial identificou o forte flash de luz em uma tempestade comum que não acumulava energia para raios. Esse monitoramento em tempo real representa um avanço histórico para a segurança planetária e o rastreamento instrumental. O estado de Massachusetts registrou apenas dois eventos parecidos no passado: o caso Northampton em 1963 e Barnstable em 2018.

O material espacial traz riscos para a natureza?

Especialistas da Instituição Oceanográfica de Woods Hole garantem que as rochas não apresentam riscos de contaminação ecológica. O metal vai se oxidar lentamente se não for retirado do fundo do oceano nos próximos meses. Caso isso aconteça, os fragmentos vão virar minerais terrestres comuns e perderão todo o seu valor científico.

O monitoramento desses detritos ajuda a separar os meteoritos verdadeiros das falsas rochas que confundem a população local. Muitas pedras coletadas em solo americano são apenas pseudometeoritos ou escórias industriais vindas de antigas fundições desativadas. O avanço técnico atual permite prever o ponto exato da queda antes mesmo que o material toque o solo.

Tags: Astronomiameteoritonasa
EnviarCompartilhar30Tweet19Compartilhar
    • Notícias
    • Economia
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Bem-Estar
      • Beleza
    • Automobilismo
    • Turismo
      • Cidades
    • Curiosidades
    • Casa e Decoração
      • Jardinagem
    Sem resultado
    Veja todos os resultados