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Início Curiosidades

Um poço, um navio e um macaco deixados pelo Exército Japonês ao pé do Monte Mher, na Baía de Youtefa

Por Daniely Cardoso
18/04/2026
Em Curiosidades
Um poço, um navio e um macaco deixados pelo Exército Japonês ao pé do Monte Mher, na Baía de Youtefa

A paisagem de Teluk Youtefa mistura histórias de guerra com o presente de 2026

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Imagine caminhar à beira do Teluk Youtefa, em Jayapura, e ver crianças pulando no mar ao lado de um velho poço de água doce, enquanto moradores mais velhos apontam para o horizonte e contam histórias de navios afundados, soldados escondidos em cavernas e aviões que um dia rugiram sobre a baía. É assim que a memória da Segunda Guerra Mundial aparece no cotidiano da cidade, misturada à paisagem, às lembranças de família e até aos animais que hoje vivem por ali, em 2026.

Quais marcas da Segunda Guerra Mundial ainda aparecem em Jayapura hoje

À beira do Teluk Youtefa, um antigo poço de água doce construído por soldados japoneses ainda resiste à ferrugem e ao tempo. Feito com tambores metálicos, ele segue fornecendo água não salgada em uma área cercada pelo mar, servindo de apoio para pescadores e para quem sai de barco ao amanhecer.

Moradores mais antigos lembram que suas famílias usavam o poço para consumo diário, muito antes de haver água encanada na região. Perto dali, relatos sobre uma caverna usada como esconderijo militar e sobre um navio naufragado mostram como o passado de guerra segue presente, mesmo sem placas explicativas ou museus por perto.

À beira do Teluk Youtefa, um antigo poço de água doce construído por soldados japoneses ainda resiste à ferrugem e ao tempo – Crédito: Jubi/dam

Leia também: A batalha que mudou o rumo do mundo, o confronto que definiu o destino de impérios

O que permanece visível da guerra em Jayapura e debaixo d’água

A Segunda Guerra Mundial em Jayapura ainda pode ser percebida, sobretudo, no fundo do mar. Nos arredores do Gunung Mher e em diferentes pontos do Teluk Youtefa, há destroços de embarcações e equipamentos de guerra cobertos por corais, hoje parte da paisagem submarina e de passeios de mergulho.

Levantamentos do Balai Pelestarian Kebudayaan (BPK) Wilayah XXII Papua apontam para pelo menos nove sítios arqueológicos submersos. Mergulhadores e pesquisadores relatam estruturas metálicas corroídas pelo sal, mas ainda reconhecíveis como vestígios de um cenário de combate naval que marcou a região.

Quais estruturas de guerra foram encontradas em Jayapura ao longo dos anos

Entre os locais registrados pelo BPK e por iniciativas de pesquisa independentes, surgem diferentes vestígios da Segunda Guerra Mundial em Jayapura. Muitos deles estão em áreas de praia e baía, como Hamadi e o próprio Teluk Youtefa, onde parte dos equipamentos ficou exposta ou em águas rasas, visíveis em maré baixa e até usados como ponto de referência por pescadores.

Esses levantamentos já identificaram tipos variados de restos de guerra que ajudam a reconstituir como era o movimento de tropas e embarcações naquele período, tanto para quem estuda história quanto para curiosos que visitam a região:

  • Restos de navios de desembarque (landing craft)
  • Fragmentos de aviões de combate
  • Veículos blindados abandonados
  • Tanques de guerra afundados
Quando as tropas japonesas chegaram à então Hollandia, atual Jayapura, em 1942 – Crédito: Jubi/dam

Como a presença japonesa transformou Jayapura durante a guerra

Quando as tropas japonesas chegaram à então Hollandia, atual Jayapura, em 1942, a cidade e seus arredores mudaram rapidamente. Aproveitando as águas calmas de Teluk Imbi, Teluk Youtefa e Abepantai, os militares instalaram bases e criaram uma rede de apoio logístico em terra e no mar.

Em poucos meses, a região virou um ponto estratégico no Pacífico. Foram construídos pontos de atracação e reparo de navios, fortificações em colinas e cavernas como no Gunung Mher, além de um campo de aviação que mais tarde se tornaria o Aeroporto de Sentani, integrando a área a rotas aéreas civis e comerciais após o fim da guerra.

Como a contraofensiva aliada marcou a história local e a memória

A memória da Segunda Guerra Mundial em Jayapura também passa pela chegada das tropas aliadas. Entre abril e junho de 1944, a Operasi Reckless, liderada pelos Estados Unidos, realizou um grande desembarque anfíbio na região, mudando o rumo do conflito na então Nova Guiné holandesa.

Em Hamadi, um monumento lembra a chegada das forças comandadas pelo general Douglas MacArthur. Até hoje, cerimônias simples, visitas escolares e homenagens em datas específicas são organizadas ali, reforçando o elo entre as histórias contadas pelos mais velhos e o que as novas gerações aprendem sobre o passado.

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Quais vestígios culturais e naturais desse período ainda existem em Jayapura

Além dos destroços bélixos, a herança da Segunda Guerra Mundial em Jayapura aparece em elementos culturais e até na natureza. No Gunung Mher, por exemplo, a presença de Macaca fascicularis, o macaco de cauda longa, costuma ser associada ao período da guerra, quando, segundo relatos locais, esses animais teriam sido trazidos por soldados japoneses.

Com o tempo, os macacos se espalharam para áreas próximas, como as colinas em torno de um vihara em Skyline, já na zona urbana. Agricultores que mantêm pequenas roças contam que eles aparecem com mais frequência na estação chuvosa, atraídos por bananas, mandioca, outros tubérculos e frutos silvestres pelo caminho.

Tags: CuriosidadesExército JaponêsSegunda Guerra
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