Em muitas cidades, uma pedreira desativada vira um buraco esquecido, cercado de mato e entulho. Em Curitiba, capital do Paraná, esses espaços ganharam outra vida. Paredões de pedra que antes forneciam material para a construção civil viraram cenário para um teatro de arame e vidro, para shows ao ar livre e para um mirante famoso pelo pôr do sol. A ideia de aproveitar áreas degradadas ajudou a criar alguns dos cartões-postais mais conhecidos da cidade.
Como uma pedreira virou teatro em Curitiba?
Com um projeto que aproveitou o paredão de pedra. Segundo a Prefeitura de Curitiba, no caso da Pedreira Paulo Leminski, o projeto arquitetônico aproveitou um grande espaço com um impactante paredão de pedra, com indicações de que ali antes era extraído material para a construção civil. Ao lado, foi erguida a Ópera de Arame, aberta em 1992.
O teatro nasceu de uma antiga cratera. Segundo o portal Paraná Shop, a Ópera de Arame foi erguida em ferro tubular e tela de arame sobre um lago na cratera da antiga Pedreira do Gava, no bairro Abranches, e foi aberta com uma peça de Shakespeare, na primeira edição do Festival de Teatro de Curitiba.

O que é o Parque das Pedreiras?
O conjunto que reúne a Ópera de Arame e a Pedreira Paulo Leminski. A Prefeitura informa que o espaço tem 103 mil metros quadrados e passou a levar o nome do arquiteto e urbanista Jaime Lerner, seu idealizador, que foi três vezes prefeito da cidade. Na entrada, um memorial homenageia Lerner e outros ícones urbanos criados por ele.
A Pedreira virou palco de grandes eventos. Segundo outra página da Prefeitura, a Pedreira Paulo Leminski, que leva o nome do poeta curitibano, é cenário de grandes eventos desde 1989 e pode receber, ao ar livre, mais de 20 mil pessoas. A Ópera de Arame, por sua vez, tem capacidade para 1.572 espectadores.
O que ver nos parques das antigas pedreiras?
Os espaços combinam paisagem e cultura. Estes são alguns dos destaques.
O Parque Tanguá também nasceu de uma pedreira?
Sim. Segundo a Prefeitura de Curitiba, o Parque Tanguá tem um mirante em semicírculo, com vista para a cidade e para o pôr do sol, que fica em cima de um paredão de pedra de uma antiga pedreira. O parque faz parte de uma sequência de áreas verdes às margens do Rio Barigui, ao lado do Tingui, do Barigui e do Cambuí.
A rocha virou atração. Uma página da Universidade Federal do Paraná (UFPR) registra que o Tanguá foi implantado em 1996, às margens do Rio Barigui, com grandes espaços verdes, pista de caminhada, ciclovia e um túnel aberto na rocha bruta unindo os lagos. Para o visitante, o túnel e o paredão lembram o passado de extração de pedra do lugar.

Como é o clima de Curitiba ao longo do ano?
O clima é ameno, com chuva em todas as estações. Janeiro concentra 230 mm de chuva em média, enquanto abril registra 81 mm, e julho tem mínima de 10°C.
Temperaturas aproximadas com base no Climatempo. Condições podem variar.
Uma cidade que transformou buracos em cartões-postais
Curitiba mostra como áreas degradadas podem ganhar nova vida com planejamento. Pedreiras desativadas viraram teatro, palco para shows e mirante, e hoje estão entre os cartões-postais mais conhecidos da cidade. Os paredões de pedra, antes sinal de exploração, passaram a servir de cenário para a cultura e a paisagem da capital paranaense.
Você precisa atravessar a passarela da Ópera de Arame, ver o paredão da Pedreira Paulo Leminski e terminar o dia no mirante do Tanguá para entender como Curitiba transformou antigas pedreiras em alguns de seus lugares mais bonitos.




